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Sinta-se Bem

‘Wi-Fi e celular não dão câncer em humanos’: cientista explica o que os estudos revelam de verdade

Mas se você for um ratinho, é melhor tomar cuidado.

Você já ouviu falar que aparelho celular causa câncer? E o Wi-Fi? Muitos boatos sobre o assunto circulam por grupos de WhatsApp. Mas será que existe algum embasamento científico por trás disso?

O pessoal do canal de divulgação científica Nunca vi 1 Cientista (NV1C) explicou detalhadamente essa questão em um vídeo – quem apresentou os dados é Luiz Rosa, biomédico, Mestre em Biologia Funcional e Molecular.

A relação entre celular e câncer não é totalmente sem fundamento. Mas, calma! Isso não quer dizer que você está em perigo ao utilizar seu celular ou se conectar a uma rede de internet sem fio. Vamos explicar.

Primeiro, a gente precisa entender alguns conceitos. A começar por radiação. O cientista explica que radiação é basicamente a “transmissão de energia de uma fonte para outra“. Assim, a luz que a gente recebe do sol e até aquele calorzinho que sentimos quando abraçamos outra pessoa são formas de radiação.

Radiação não é algo que necessariamente faz mal

O cientista destaca que toda radiação é uma onda; ondas de baixa frequência possuem baixa energia, ao passo em que com alta frequência possuem alta energia.

São as ondas com alta energia que representam perigo, a grosso modo porque elas interferem nos átomos e moléculas. Já os Celulares e Wi-Fi, emitem ondas de radiofrequência – radiação com baixa energia.

Exemplo visual, 5G usa ondas de frequência mais altas do que as redes móveis anteriores – por isso sua viabilidade ainda está sendo estudada.

O que dizem os estudos

As relações entre uso de celular e câncer não são totalmente sem fundamento, não porque inexiste evidência nesse sentido, mas porque os estudos têm sido interpretados e divulgados de maneira equivocada.

O biomédico menciona um importante e demorado estudo – que levou cerca de 10 anos para ficar pronto – e apresenta o que esse estudo conseguiu evidenciar:

  • Uma correlação direta entre câncer e ondas de radiofrequência foi indicada em ratos do sexo masculino;

  • O mesmo não aconteceu com ratos do sexo feminino e camundongos de ambos os sexos.

Isso quer dizer que as ondas emitidas pelo celular causam câncer em seres humanos? Não. Isso sugere que essas ondas tenham relação com desenvolvimento de câncer em ratos do sexo masculino – apenas.

Outro ponto importante: durante o estudo, os ratos foram expostos a uma quantidade de radiação muito maior do que os seres humanos são expostos, utilizando celulares.

Estudos em animais são extremamente importante e úteis dentro da ciência, porque eles nos indicam coisas de potencial interesse, que vale a pena estudar mais a fundo em humanos. Porém, eles não são evidência final de nada, e eles não podem ser tratados como evidência final de nada porque nem tudo que se aplica a rato vai se aplicar em ser humano”, explicou.

Segundo o cientista, a ciência não é negligente com a saúde humana, por isso estudos sobre essa temática continuam sendo feitos. Os maiores, mais sérios e robustos estudos nesse sentido não demonstram evidência concreta de que as ondas de radiofrequência sejam fator de interferência no desenvolvimento ou não de câncer em humanos.

Segundo Luiz, mais estudos são necessários, especialmente no que diz respeito à exposição a longo prazo. Portanto, se você não for um ratinho ou um agrião, não precisa se preocupar por enquanto.

De resto, como disse o biomédico: “Confie na ciência”.

 

Veja o vídeo completo:

 

Fonte(s): PubMed, NTP, NIH
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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