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Atitude Coletiva

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Afinal, qual a diferença entre Paixão, Amor e Apego?

Entender esses sentimentos pode fazer toda a diferença.

Você já se apaixonou? Ama profundamente uma pessoa? Foi arrebatado por um sentimento tão forte que era impossível imaginar sua vida longe dela?

Pois saiba que esses três momentos podem ser divididos em três sentimentos diferentes, cujo o seu reconhecimento é de extrema importância para evitarmos cair em algumas “ciladas” da vida.

Você sabe a diferença entre paixão, amor e apego?

O que é o amor?

Está cada vez mais comum, talvez devido ao estilo de vida desequilibrado da nossa sociedade, as pessoas apresentarem uma grande dificuldade de reconhecerem seus sentimentos.

Falamos “eu te amo”, quando na verdade não amamos. Sofremos por estarmos apaixonados, mas por puro apego a tudo o que aquilo representa. Uma enorme confusão que causa sofrimento desnecessário, tanto para nós, como para as pessoas envolvidas.

Para te ajudar a reconhecer tudo o que passa nesse coraçãozinho – e na sua cabecinha – fomos atrás de explicações concretas sobre esses três sentimentos poderosos.

 

1. O que é Paixão?

Nas palavras de Pedro Calabrez, pesquisador do Laboratório de Neurociências Clínicas da UNIFESP, em um vídeo publicado no canal Casa do Saber, a paixão é uma espécie de estado hipermotivacional, de demência temporária, com uma duração média de alguns meses, varia de 12 a 18, e com grandes características de obsessão e compulsão“.

Segundo a ciência, estar apaixonado é uma combinação química que dá muita motivação, isso porque a região do cérebro responsável pela recompensa é ativada quando nos apaixonamos, nos estimulando de várias forma, podendo inclusive virar obsessão.

Sabe aquela história de “eu só penso em você“? Pois é, puro creme da obsessão. Você sempre quer mais, até quando está com a pessoa, parece que a vontade ficar ao lado dela ainda não foi suprida, despertando assim o comportamento de compulsão. Inclusive falamos mais sobre isso nesse artigo.

É durante a paixão também que se comete as conhecidas “loucuras de amor”. De acordo com o pesquisador, ficar apaixonado causa em nosso cérebro uma reação semelhante ao consumo de bebidas alcoólicas. Drunk in love, já dizia Beyoncé.

Nosso “bom juízo” é desestruturado, devido a inibição pré-frontal, área cerebral responsável por frear nossos impulsos e desejos, bem como antecipar as consequências dos nossos atos. Sendo assim, apaixonados não pensam muito na vergonha em fazer uma declaração no meio do shopping, nem de propor casamento depois de uma semana de relacionamento.

Segundo o monge budista Lama Michel Rinpoche, em um vídeo publicado pelo canal Ngalso Ganden Nyengyu, a paixão também pode ser apenas desejo, ou seja, a necessidade de ter uma determinada pessoa para nos sentirmos felizes.

Eu preciso da sua companhia, preciso do seu carinho, preciso da sua atenção, para assim, eu ficar feliz“. Você acaba transformando a outra pessoa em um objeto de desejo.

Para o monge, esse desejo sempre resultará em insatisfação, pois inevitavelmente ele irá diminuir, até chegar ao ponto onde a satisfação não irá mais existir. Quanto mais você satisfizer esse desejo, mais coisas novas e diferentes você irá buscar. Por isso falam que a paixão acaba.

 

2. O que é Amor?

Segundo o monge Lama Michel Rinpoche, amor no budismo é desejar a felicidade do outro, independente de onde, quando, com quem e como. A felicidade do outro é uma prioridade. Em poucas palavras, “eu te amo” nada mais é do que “eu desejo que você seja feliz”, afirma o monge.

Diferente da paixão, que quanto mais se consegue, mais fraco vai ficando o sentimento, quanto mais amor eu tenho, mais amor eu emano, e isso causa uma grande satisfação. Quem ama não se importa se a pessoa está longe ou perto, com quem ela está saindo ou o que ela pensa sobre você. O amor é livre.

Para a monja Coen Roshi, esse o amor surge da convivência, do estar junto, de começar a compreender a totalidade do outro, suas qualidades e seus defeitos.

O amor independe de desejo, ele é sólido, resiste ao tempo e só tende a crescer.

Sabe aqueles amigos do colegial que você nunca mais viu, mas ainda assim vibra a cada conquista deles? Aquele ex que você torce verdadeiramente para que encontre alguém legal e seja realmente feliz? São dois exemplo de amor.

 

3. O que é Apego?

Segundo o monge Lama Michel Rinpoche, depois de nos apaixonarmos, de acendermos o desejo, o apego aparece ao “não querer mais soltar aquilo que lhe faz feliz”.

Esse sentimento certeiramente trará sofrimento, pois separar-se desse “objeto de desejo” é uma consequência natural e inevitável. Também gera aversão, já que qualquer movimento que soe como uma ameaça induz reações como raiva, ciúmes, etc.

O jornalista Clóvis de Barros Filho, em um vídeo publicado no canal Casa do Saber, usa a expressão “amor apego” para esse casos. Citando o grande filósofo Lucrécio, ele afirma que este tipo de sentimento é o pior de todos.

Quem tem apego, acaba por ficar “refém” da outra pessoa, e muitas vezes do sentimento dela. A frustração e o sofrimento podem ser ainda maiores caso a pessoa “amada” não corresponda ao sentimento, o que muitas vezes faz com que o apegado fique preso a uma realidade que não mais existe (se é que já existiu).

Certamente você tem algum amigo ou amiga que ainda sofre pelo ex-peguete ou que não consegue imaginar a pessoa sendo feliz com outra. Isso é apego. A pessoa só consegue focar em algo que já passou ou ainda pior, no que ela idealizou que seria algum dia.

Em um outro vídeo, a monja Coen Roshi é mais direta em afirmar que quem se apega mata a namorada ou se suicida. Faz uma maldade com o ex-namorado, ou a si mesma. É uma obsessão controladora, que aprisiona e faz murchar até mesmo o amor verdadeiro.

 

Um sentimento anula o outro?

Esses são sentimentos muito fortes, mas não são divididos em maléficos ou benéficos. Tudo vale como aprendizado. Portanto vai de acordo com a maneira que você os conduzirá em sua vida; nada impede que você os compreenda em perfeita harmonia.

Para o monge Lama Michel Rinpoche, há muitas vezes onde podemos desenvolver, por exemplo, o amor e a paixão juntos. Você querer o bem e a felicidade da pessoa, assim como tê-la como um desejo.

Isso não significa que quando o desejo acabar o amor também deixará de existir. Ter a clareza disso é importante. Caso o amor romântico também deixe de existir e o que resta é apenas o apego, também vale rever a relação. Afinal, existem muitos exemplos de casais separados que ainda se amam e se respeitam.

 

Fonte(s): Ngalso Ganden Nyengyu - Youtube, Revista Galileu, O Martelo de Nietzsche - Facebook, Canal Philos, MOVA, Casa do Saber - Youtube, MOVA
Redação - Almanaque SOS
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