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Vacina funciona mesmo? Na luta, cientistas enfrentam o obscurantismo em plena Av. Paulista

Com tanta confusão, é bom saber o que as cientistas brasileiras andam fazendo.

Não é novidade que a Ciência no Brasil está em crise: com déficit de mais de R$300 milhões, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deve deixar de pagar as bolsas de 84 mil pesquisadores brasileiros.

Um manifesto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) endereçado a autoridades nacionais, como o presidente Jair Bolsonaro, deputados federais e senadores – e já apoiado por mais de 300 mil pessoas – se posiciona em defesa do CNPq e destaca o quanto entidades têm alertado – sem sucesso – sobre a precariedade do Conselho durante este ano.

Isso mostra que a Ciência brasileira está caminhando a passos largos para o abismo. Mas, apesar de tudo, os pesquisadores têm tentado resistir. Ações conjuntas ou mesmo eventos isolados mostram o empenho dos pesquisadores em manter viva a ciência brasileira.

Projeto aproxima público de ciência em evento aberto.

No próximo domingo (25), em São Paulo, acontece um desses eventos. E o mais incrível é o tema: Mulheres na Ciência. Nesse contexto, além de lidar com a ausência de verbas que os demais pesquisadores enfrentam, as mulheres ainda precisam enfrentar outro obstáculo: o desequilíbrio de gênero.

O Jornal da USP já falou sobre como indicadores de financiamento não favorecem a permanência de mulheres no mundo da ciência e, especialmente, como em áreas específicas como as Ciências Exatas, ainda há hegemonia masculina.

Organizado pelo Via Saber – um projeto de divulgação científica – o evento “Pergunte a um(a) Cientista – Mulheres na Ciência” se propõe a aproximar a sociedade do universo científico, por meio de um bate papo entre a comunidade e cientistas convidadas.

Em nota de divulgação, Adrianna Virmond, diretora editorial do Via Saber, falou sobre a motivação de direcionar essa edição do evento para a ciência feita por mulheres:

Em todos os nossos eventos, sempre fizemos questão de ter representatividade feminina no grupo de cientistas convidados. Mas acho que ainda não passava a ideia que esse evento tem: que mulheres são (sim!) protagonistas no mundo da ciência. Eu, por exemplo, sou geóloga – uma profissão majoritariamente ocupada por homens – e a presença de professoras no meu curso sempre foi um incentivo a continuar“, explicou.

No dia 25, um time de cientistas exclusivamente feminino estará, das 15h às 17h na Avenida Paulista para conversar com a comunidade. Participarão a geóloga Adrianna Virmond, as biólogas Natalia Pasternak Taschner e Amanda Gonçalves Bendia, a astrônoma Lilliane Mariko Ikuti Nakazono, a bioquímica Laura Marise de Freitas e a advogada Ismenia Evelise Oliveira de Castro.

Além das cientistas, também convidamos uma advogada para participar do evento, pois queríamos alguém disponível para instruir mulheres em situações complicadas do dia a dia, como o assédio, uma triste realidade brasileira”, pontua Adrianna.

Qualquer tema poderá ser debatido no evento – desde a eficácia das vacinas até a existência ou não de dinossauros. A ideia é justamente conversar sobre dúvidas comuns das pessoas que passeiam pela Avenida Paulista aos domingos.

O Pergunte a um(a) Cientista – Mulheres na Ciência é uma forma prática e efetiva de mostrar aos moradores de São Paulo (SP) o que fazem os cientistas brasileiros. Conhecendo melhor o trabalho deles, fica mais fácil dimensionar os estragos que cortes feitos pelo atual governo podem ter.

O evento acontece no próximo domingo (25), na Av. Paulista, 1048 (próximo ao Shopping Cidade São Paulo), das 15h às 17h.

Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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