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Atitude Coletiva

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Tutorial para manipular a população criado há 15 anos está sendo seguido à risca no Brasil

O autor da lista usou Naom Chosmky como referência teórica.

Em meio a tantas notícias bombásticas e do caos que se encontra o cenário político brasileiro, você pode nem ter percebido, mas estamos sendo constantemente manipulados.

A prova disso veio através de um “tutorial” de como manipular as massas (vulgo “povão”), publicado em 2002, que recentemente ganhou destaque no Brasil.

Inspirado por algumas teorias, inclusive as de Noam Chomsky, cientista cognitivo e um dos maiores filósofos contemporâneos, considerado o “pai da linguística moderna”, o escritor francês Sylvain Timsit criou uma lista com as 10 Estratégias de Manipulação em Massa.

O documento mostra as artimanhas que as elites políticas e econômicas usam para “fazer a cabeça” e controlar a população, isso quando os cassetetes e bombas de gás lacrimogênio não são permitidos.

No entanto, o mais assustador de tudo é a relação das estratégias com o cenário atual do nosso país. Não tem como terminar a leitura sem ter certeza de que estão seguindo a “cartilha” à risco. Confira!

 

1. A estratégia da distração

Essa é considerada uma tarefa básica ao controlar a população. Desvie a atenção da pessoas sobre os problemas que são realmente importantes, dê outro assunto para elas pensarem.

Na Roma Antiga havia uma estratégia parecida, chamada pelos historiadores como “Pão e Circo”, onde os grande soberanos ofereciam espetáculos como duelos e batalhas como forma de entreter o povo e claro, evitar que pensem no que estaria acontecendo de verdade.

Mas não precisamos ir tão longe, não é mesmo? Enquanto decisões importantíssimas rolam na surdina, ficamos mais preocupados com as brigas e fofocas da novela, em quem vai vencer o reality ou em censurar movimentos artísticos que provocam a reflexão.

2. Crie problemas e depois ofereça soluções

Essa estratégia também também é conhecida como “problema-reação-solução”, consiste em criar um problema para causar uma grande reação da população, para depois apresentar a solução para esse problema.

Mas tem um detalhe, essa solução já era prevista. O problema criado serve apenas de estopim para a população acreditar que tal solução é realmente necessária: “infelizmente o jeito é fazer isso mesmo!” ¯\_(ツ)_/¯.

Que tal deixar a violência correr solta para a própria população, chocada com a realidade, ser à favor de leis mais rígidas, desfavoráveis à liberdade? Ou ainda estimular uma super crise econômica para justificar retrocessos nos direitos da população?

Você já deve ter ouvido falar sobre pedidos de intervenção militar, a recente mudança nas nossas leis trabalhistas ou o famoso “é só ela sair que tudo melhora“, então…

3. A estratégia da gradualidade

Como fazer a população aceitar uma mudança aparentemente inaceitável? Vá fazendo aos pouquinhos, uma “gotinha” por vez. É exatamente assim que dezenas de medidas, que provavelmente seriam desaprovadas pela população caso fossem feitas “de uma vez”, são aplicadas na sociedade.

Um exemplo clássico aconteceu na Alemanha pré-nazista, com a liderança de Hitler. Nada muito diferente do que vemos hoje: “primeiro a gente proíbe nudez no museu, amanhã proibimos música, depois rasgamos os livros e daqui há três anos poderemos queimar os revolucionários na fogueira.” O final parece absurdo, mas isso já aconteceu.

4. A estratégia diferida

Mas a gradualidade não é a única maneira de fazer com que aceitem uma decisão absurda. Outra tática usada para nos manipular é apresentar a mudança como uma medida muito difícil, porém extremamente necessária para a sociedade. Mas relaxe, ela só vai acontecer ano que vem!

Dessa forma, a aceitação pública é favorável por ser um sacrifício futuro, já que não vamos sofrer de imediato. Além disso, como uma parcela da população ingênua costuma acreditar que as coisas realmente vão melhorar “até lá”, isso contribui para que eles consigam o que querem.

Confie em mim, tudo vai ficar bem

5. Trate o público como crianças

Boa parte das propagandas, até as voltadas ao público adulto, utilizam um tom, argumentos e até personagens bastante infantis, de acordo com Chomsky e Timsit, quanto mais infantil for o tom do recurso usado, é um sinal claro de que estão querendo nos enganar.

Inclusive argumentos simplistas, sem muito aprofundamento, entram nessa lista “infantilóide”. A explicação para isso se deve ao fato de que, quando nos tratam feito crianças, inconscientemente reagimos e respondemos ao estímulo da forma com que fomos tratados, como uma criança. E convencer os pequenos é bem mais fácil, não é mesmo?

6. Apele ao emocional e não à reflexão

Apelar para o sentimentalismo, tentar tocar no coraçãozinho das pessoas, é uma excelente estratégia para causar um atraso na resposta racional à situação, e assim acabamos perdendo também o nosso senso crítico.

E ao falar emoção, é importante citar a raiva, o ódio ou medo. Trabalhar com sensações destrutivas é ainda mais simples para manipulação, pois o cérebro entra em estado de atenção, de sobrevivência. Assim, usando esses sentimentos como ingrediente, praticamente tudo o que dizem é rapidamente absorvido. Não é a toa que matérias sensacionalistas, que pingam sangue, fazem tanto sucesso.

Normalmente, essa forma apelativa vem sempre acompanhada da estratégia de número 4 ou 5. Além disso, quando se consegue atingir o lado emocional da pessoa, é extremamente simples implantar ideias e induzir comportamentos.

7. Mantenha-os na ignorância e mediocridade

Quem tem acesso as informações, a cultura e toda as tecnologias, provavelmente será mais sagaz na hora de ser ludibriado. Então, limite esse acesso ao povão. Manter o população na ignorância, sem conseguir acompanhar os passos e avanços que a sociedade dá é uma ótima maneira de manipular.

Podemos ter um exemplo claro disso na qualidade da educação brasileira. Enquanto as condições de estudo dos menos favorecidos se tornam cada vez mais precárias, a da classe dominante só melhora, tornando quase impossível que um garoto pobre alcance os conhecimentos de um garoto rico, por exemplo.

8. Estimule o público a aceitar a mediocridade

Ao limitar o acesso de conhecimento à população, induza a crença de que essa situação é comum e aceitável. Repare como filmes e a grande mídia sempre retratam o intelectual como chato, o nerd como “estranho”, enquanto super valoriza personagem chulos e celebridades sem conteúdo.

Outro exemplo são os programas populares da televisão que se utilizam desse método, valorizando a ignorância e mediocridade, apelando à bizarrice para manterem-se no ar. Faça com que todos pensem que é mais legal ser burro, ignorante e até mesmo vulgar, assim fica tudo resolvido – beijos, Kardashian!

9. Substitua a revolta pela culpa

Em contrapartida, apesar das pessoas acreditarem que está na moda ser medíocre, deixe claro que a situação desfavorável em que se encontram é unicamente culpa da ignorância delas.

Seguindo esse modelo, não é a falta de uma política socioeconômica focada em realmente melhorar a vida das pessoas ou a falta de oportunidades iguais para toda a população. A culpa de estar em uma situação desagradável é única e exclusivamente da pessoa.

Implantando esse pensamento na sociedade, no lugar da população se revoltar contra a falta de iniciativas governamentais, gera um sentimento de incapacidade e depressão. Esses sentimentos tendem a inibir a ação das pessoas, ou seja, elas não questionam mais. No fundo acreditam que a culpa é dela, ou ainda pior, do outro.

10. Conheça o povão melhor do que ele se conhece

Nos últimos anos, foram grandes os avanços alcançados pela ciência, porém, todo esse conhecimento adquirido não foi totalmente “repassado” para a população. Informações no ramo da biologia, neurobiologia e da psicologia já são capazes de desvendar alguns “segredos” do ser humano, tanto físicos quanto psicológicos.

Deixar todo esse conhecimento fora do alcance das classes inferiores dá às oligarquias dominantes controle total da sociedade, pois acaba conhecendo o indivíduo mais profundamente do que ele mesmo se conhece.

Fonte(s): Syti.Net, Felipe Alvez - Youtube, Yogui, Psicologias do Brasil, Hypescience, El Clarin
Redação - Almanaque SOS
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