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Atitude Coletiva

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Ter poucos (e bons) amigos aos 30 é um indicativo de felicidade, segundo estudo

O estudo demorou trinta anos para chegar nessa conclusão.

Se você passou dos 30 anos, deve ter notado que boa parte de nossos numerosos amigos de Facebook da juventude já não são tão presentes em nossa vida.

Contudo, não precisa abrir o berreiro e se sentir forever alone por não ter tantos amigos quanto antes. Porque, segundo a ciência, isso é um bom sinal.

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Um estudo recente, compilado pelos pesquisadores Cheryl L. Carmichael da Brooklyn College, Harry T. Reis e Paul R. Duberstein da University of Rochester, afirma que, ao longo do tempo, fazemos uma troca de quantidade pela qualidade das amizades em nossas relações.

Além disso, também foi concluído que a nossa felicidade na faixa dos 50 anos pode ser prevista pela análise de duas fases:

1. Quantidade de amigos que possuímos quando estamos com 20 anos.

2. Qualidade das nossas amizades quando possuímos 30 anos.

TESTE: Fase 1

O estudo iniciou-se entre os anos 70 e 80, envolvendo cerca de 200 alunos da University of Rochester. Durante esse tempo, os estudantes precisavam escrever diariamente sobre todas as interações e relações que haviam tido dentro de 15 dias.

Além disso, ainda era necessário ranquear o grau de afinidade e bem-estar que esses relacionamentos proporcionavam.

Aos 20 anos.

Eles realizaram essas atividades quando tinham 20 anos e, em seguida, retornaram a realizá-la quando tinham 30.

huffingtonpost

Aos 30 anos

theguardian

TESTE: Fase 2

Entre 2007 e 2008, cerca de 100 voluntários que participaram das primeiras etapas da pesquisa – realizada nas décadas de 70 e 80 e agora com 50 anos de idade – foram submetidos a uma série de testes psicológicos, o que incluía a análise do nível de solidão, depressão e bem-estar.

Aos 50 anos

huffingtonpost

O Resultado

Notou-se que precisamos das experiências das duas etapas, tanto dos 20 quanto dos 30 anos, para alcançarmos a felicidade na meia idade. Mas se já estivermos na casa dos 30, com poucos e bons amigos, estamos realmente no caminho certo, pois, esse é um forte indicativo que pode prever a nossa felicidade aos 50.

Segundo Carmichael:

“Nossa referência aos 20 anos como início da fase adulta, atualmente, pode ser interpretada como o início precoce da fase adulta. Porém, a partir dos 30 anos, as pessoas sentem que efetivamente atingiram a maioridade.”

Segundo a pesquisa, é comum ter muitos amigos aos 20 anos, pois, estamos nos autoconhecendo. Porém, quando a fase dos 30 anos chega, damos a ela maior importância, pois já sabemos quem somos, o que queremos e com quem efetivamente desejamos partilhar e conceder espaço em nossas histórias de vida.

Ou seja, com 30 anos fazemos uma “peneira” em nossas amizades, deixando apenas aquelas que realmente valem a pena, e que provavelmente irão nos acompanhar até a meia idade, tornando essa fase menos solitária e muito mais animada.

Afinal, já dizia a música de abertura de Friends – “Eu estarei lá por você, porque você também estará lá por mim”.

Fonte(s): Science of Us
Raphael Domingos
Acredita que o processo de autoconhecimento é o melhor trampolim para encontrar propósito de vida, o que gera significado para toda uma existência, incluindo o aperfeiçoamento de performance profissional. Também crê no poder do colaborativismo e no sistema de conhecimento compartilhado.

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