• Colabore!
  • Sobre nós
  • Contato
  • Anuncie

Atitude Coletiva

chevron_left
chevron_right

Você é tipo A, B ou C? O tipo de apego pode revelar quais experiências traumáticas vivenciamos na infância

Na Teoria do Apego, quem é você: Deboísta, Juju Carente ou Adolescente?

Já parou para pensar na forma como se envolve em relacionamentos? Será que existe um ou mais padrões de comportamento nessas afetividades?

A Teoria do Apego diz que sim, para ser exato, são três. O termo cunhado pelo psicólogo e psicanalista inglês John Bowlby, norteia discussões sobre as dinâmicas os indivíduos em relacionamentos monogâmicos e sua relação com traumas da infância.

Quem levantou esse assunto nas redes foi o professor e ator Guilherme Terreri de Lima Pereira, montadx em sua persona, a drag queen Rita Von Hunty, no seu canal sobre reflexões político-sociais, Tempero Drag.

Percebendo certa recorrência em padrões de comportamentos, Bowlby fez três grandes divisões sobre os tipos de pessoas e suas respectivas formas de se relacionar.

Foi com base nisso que, alguns anos depois, dois pesquisadores publicaram em um jornal local no interior do Colorado (EUA) um questionário que, posteriormente, se tornou o mais famoso da psicologia no século XX. Nessa publicação, Cynthia Hazan e Phillip Shaver lançaram a seguinte pergunta:

Em qual dessas três categorias você se encaixa quando diz respeito aos relacionamentos?

Com as seguintes alternativas de respostas (os nomes entre aspas a gente criou):

Tipo de Pessoa A: “Deboísta”

Eu acho relativamente fácil me aproximar dos outros e eu não fico desconfortável em depender deles ou de tê-los dependentes de mim. Eu não fico pensando se eu serei abandonado ou se alguém vai chegar perto demais de mim.”

Tô bem de boas com isso ai.

 

Tipo de Pessoa B: “Juju Carente”

Eu acho que os outros estão relutantes em chegar perto de mim tanto quanto eu gostaria. Muitas vezes eu me preocupo com o fato do meu parceiro não me amar de verdade ou não querer mais ficar comigo. Eu quero ficar muito perto do meu parceiro e isso às vezes assusta as pessoas.

 

Tipo de Pessoa C: “Adolescente dando oi para as visitas”

Eu me sinto um pouco desconfortável em estar perto dos outros. Eu acho difícil confiar neles completamente e é difícil me permitir depender deles. Eu fico desconfortável quando alguém chega perto demais de mim e muitas vezes os outros querem que eu seja mais íntimo do que eu me sinto confortável sendo.

reprodução

 

O que isso significa?

Dadas essas alternativas, a ideia da Teoria do Apego é que cada pessoa analise com qual tipo de identifica mais, qual padrão recorrente de seu comportamento é mais presente. Em tese:

  • o Tipo A seria o tipo seguro e saudável de apego: representa alguém que não teme proximidades ao mesmo tempo em que sabe que não ficará refém delas. Rita destaca que a maior parte de nós não se encaixa nesse padrão.
  • O Tipo B diz respeito a uma forma ansiosa de apego: o indivíduo sente uma necessidade enorme de estar sempre perto do parceiro e sente-se extremamente mal por imaginar que algum dia esse parceiro pode não mais querer relacionar-se com ele.
  • Já o Tipo C é uma maneira distante ou dissociativa de se relacionar: Nele, a pessoa não se sente confortável em estabelecer relações de muita proximidade com o outro; preferindo, por vezes, relacionar-se de maneira mais superficial.

Segundo a Teoria do Apego, esses padrões são reflexos de experiências traumáticas vivenciadas ainda na infância.

As que se identificam com o tipo B, normalmente foram crianças que tiveram relacionamentos com rompimentos repentinos, como a perda abrupta (ou abandono) de um cuidador; por isso, tendem a reproduzir comportamentos ansiosos na vida adulta, sempre temendo que o parceiro irá deixá-la.

Para aqueles que se veem na descrição do Tipo C, a Teoria aponta que isso pode se dar devido à figura de um cuidador que esteve presente fisicamente, mas não emocionalmente. Assim, estabelecem uma ligação direta entre conectar-se com o outro e sofrer. Por isso, acabam se tornando mais distantes.

Fantasma. Cortar abruptamente o contato com (alguém, como um parceiro afetivo) por não aceitar ou responder ligações, mensagens, etc.

Rita afirma que resolveu tratar do assunto porque a maior parte dos relacionamentos se dá entre uma pessoa com perfil ansioso e outra com perfil distante – o que sempre resultará em frustração.

É importante destacar que ninguém vai se encaixar completamente na descrição exata de um dos 3 perfis, bem como ao longo de relacionamentos, podermos desenvolver padrões de comportamento diferentes, transitando entre os tipos de apego.

Da mesma forma que nos identificar com os tipos B ou C não faz de nós pessoas ruins, apenas indivíduos feridos, que estão, de certa forma, reencenando traumas experienciados na infância. Rita finaliza com um conselho:

“Eu gostaria que, se esse é um tema que te interesse, você pudesse se educar emocionalmente e afetivamente e quem sabe no futuro desenvolver dinâmicas de apego menos nocivas. Quem sabe da próxima vez que olharmos para a Teoria do Apego a gente consiga se classificar como o Tipo A.”

 

Assista o vídeo na íntegra:

Fonte(s): Revista Educação, Carta Capital, A Mente é Maravilhosa, Psychologist World
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

Tá na rede!

Em caso de chefe
clique aqui