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Atitude Coletiva

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“Tentando ser louco acabei sendo feliz”

Tudo que sempre fui batia contra as normas do que é considerado certo por seres humanos.

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Já pensou que a vida é mesmo uma só? Que nada parece ter sentido se não tivermos um “objetivo maior”?

Eu penso nisso todos os dias. De maneiras diferentes, pensei na mesma coisa durante toda minha vida.

Quando comecei a fazer terapia depois de tentar suicídio por não encontrar uma “razão” para existir, percebendo que tudo que sempre fui batia contra as normas do que é considerado certo por seres humanos, minha terapeuta expandiu meu conhecimento sobre mim mesmo quando disse:

“Você não é tão racional quanto acha. Você é emotivo, passional, e para essa sua faceta tão latente, as explicações racionais do ‘porquê’ de existir não serão suficientes enquanto não entender que cada pessoa é protagonista da própria história. Seu porquê você inventa e reinventa. É um poder humano, diferente de outros animais.”

Foi quando minha jornada tomou outro rumo: não ter porra de jornada alguma.

Pra piorar, coloquei meus pés ainda mais no chão quando olhei para as pessoas e vi um monte de tubarões que comerão qualquer outro tubarão — ou até a si próprios — por um papel colorido e sujo chamado dinheiro.

Olhei para o passado histórico e impedi o pessimismo de dominar minhas manhãs ao somar os fatos e perceber que a humanidade evolui para melhor, sim, mas ainda está longe de ser um animal racional.

Como humanos, somos passionais, selvagens mesmo sem necessidade, e megalomaníacos donos da verdade — que nunca é uma só!

O efeito dominó me deu uma porrada para desconstruir tudo que eu achava que sabia sobre mim como criatura individual. Eu, assim como todo mundo, sou manipulado para gastar minha existência seguindo rebanhos que alimentam o bem-estar de outras ovelhas — mas essas com jatinhos VIP e grana suficiente para acabar com a fome do mundo.

Se antes a faculdade e minha carreira eram tudo que eu aspirava de futuro e tinha como “objetivo maior”, mesmo que um arquiteto encaixotado que não oferecesse novas soluções para o mundo e apenas projete para milionários, abandonei a faculdade e fui escrever os livros que sempre quis — mas que sempre temi por ser uma investida “incerta” — e abri um canal no YouTube.

Citando quase todas as pessoas que ouvem minha história: “Você é louco!”

Já pensou se o louco é quem tem vontade de ser astronauta, que mesmo com as dificuldades para alcançar esse sonho pode fazê-lo de alguma forma, mas desiste porque é mais cômodo se formar em administração do que percorrer um caminho pouco pavimentado por outros?

E já pensou se essa pessoa pode nem ser doida? Que pode ser apenas feliz? Difícil dizer qual é a resposta certa, né?

Não dá para mentir: fazer dinheiro é ótimo porque me permite alcançar coisas legais nesse mundo capitalista. Só que essa necessidade social não pode me tornar escravo de uma vida sem caminhos absolutamente meus.

A velha história de preferir me arrepender pelo que corri atrás e dei meu máximo para concretizar — mesmo falhando colossalmente — do que morrer com a dúvida por nunca ter tentado.

Já pensou se eu morro amanhã?

Enrique Coimbra
"Sem H" mesmo. Escreveu os livros "Sobre um garoto que beija garotos", "Um Gay Suicida em Shangri-la" e "Os Hereges de Santa Cruz". Também grava vídeos para o canal "enriquesemh" do YouTube, é capista, e criou o site Discípulos de Peter Pan , sobre comportamento e bem-estar!

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