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Silêncio vs. Escândalo | Como se proteger da violência contra a mulher

CUIDADO com campanhas virais, sem ao menos refletir sobre elas. Pode piorar (e muito) a situação!

Uma mulher com um pontinho preto na palma da mão pode parecer uma daquelas piadas que a gente contava quando criança, mas dessa vez falar sobre isso é uma coisa séria e recorrente: violência doméstica e abuso contra a mulher.

Com o intuito de ajudar mulheres vítimas de violência pelo mundo, a campanha Black Dot, que viralizou nas redes sociais, sugere que a vítima faça um ponto preto na palma da mão e mostre aos outros para pedir ajuda, caso seja violentada.

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A ideia partiu de uma inglesa, que não revelou seu nome, com objetivo de fazer com que mulheres peçam socorros ao sofrer algum tipo de violência, sem ficar exposta à situações de risco.

O problema da boa intenção

A iniciativa gerou polêmica na Inglaterra, fazendo com que a página da campanha no Facebook fosse tirada do ar. Apesar da boa intenção, o problema do ponto preto é que a mulher violentada passa a ficar ainda mais exposta, e não o contrário, podendo sofrer perseguições e ameaças do agressor.

“Acredito que o ofensor, ao ter a vítima com esse sinal perto de si, poderá ficar mais agressivo ainda, além do que o socorro pode demorar a chegar e assim causar mais perigos do que benefícios à mulher.”, afirma Dra. Maria Alice de Azevedo Marques, advogada especializada em Direito da Mulher.

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O objetivo também pode ser perdido facilmente, já que pessoas que apenas simpatizavam com a campanha passaram a postar selfies com o pontinho preto na mão, nas redes sociais.

Não há dados que comprovem quantas mulheres que sofreram violência doméstica ou abuso foram de fato ajudadas com a ideia do pontinho. Além disso tudo, nenhuma ONG ou órgãos de combate à violência contra a mulher apoiou a campanha.

Na contramão do “Pontinho Preto”

Mesmo com todas as falhas da campanha do ponto preto, ela ganhou vários adeptos no Brasil e conta com dois grupos fechados no Facebook como “Eu apoio The Black Dot Campaign Brasil” e “Black Dot Campaign Brasil”, ambos administrados por homens.

Por isso, na contramão do silêncio, apareceu o ~maravilhoso~ vídeo “Vamos Fazer um Escândalo”, postado pela ~também maravilhosa~ vlogueira Jout Jout, questionando várias atitudes abusivas que as mulheres sofrem no dia a dia, e como devem reagir.

Confira, é imperdível:

Afinal, o que deve ser feito?

Toda vítima que sofreu violência doméstica ou abuso, deve denunciar no 180, o número da Central de Atendimento à Mulher.

Ela contará com todo apoio profissional pra isso e ficará segura, “uma coisa fundamental é a mulher saber o que é ter empoderamento de sua própria vida em todos os aspectos.”, aponta a advogada.

Fontes: BBC | Veja São Paulo | E-farsas

Kelly Christi
Cronista, jornalista, criadora do blog literário Pequenos Deleites, curiosa, louca por livros e sem paciência com paranoicos.

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