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Pra assistir – The Help (Histórias Cruzadas)

Todo bom solteiro, vira e mexe se depara com a vontade de ver um filminho. Essa coluna não trará opiniões sobre filmes em cartaz nos Cinemas, até porque, ir no cinema sozinho é Fóda, então, sabe aquela noite chuvosa? Pois é, ficam aqui algumas dicas sobre os filmes que estão nas Locadoras…

Eu nunca fui pra Cannes, não tenho a Palma de ouro, não tenho Urso de Ouro, Globo de Ouro… nem dente de ouro. Oscar pra mim é o tiozinho da padaria. Não tenho vinculação, não tenho poder, não tenho prestígio… Tenho uma paixão, FILMES. AMO cinema, sou FISSURADO por filmes. Estou aqui, antes de mais nada para expor uma opinião pessoal sobre o que vejo, ouço, sinto e sonho. Não espero que vocês concordem com toda e qualquer opinião, apenas tratem essa coluna como ela é, uma opinião sincera e pessoal sobre filmes.

Todo bom solteiro, vira e mexe se depara com a vontade de ver um filminho. Essa coluna não trará opiniões sobre filmes em cartaz nos Cinemas, até porque, ir no cinema sozinho é Fóda, então, sabe aquela noite chuvosa? Pois é, ficam aqui algumas dicas sobre os filmes que estão nas Locadoras…

E não, isso aqui não é um Spoiler, nem uma Sinopse, é só pra você, que ainda não viu o filme e quer um ombro amigo, ou um tapinha nas costas dizendo “Vá em frente, assista” ou um “Vá de Retro, não perca tempo…”

Inaugurando a coluna, decidi trazer um filme meio polêmico. THE HELP ou Histórias Cruzadas – Título no Brasil (tradução impecável, by Herbert Richards, só que não),

Bom, este filme, foi um sucesso, mais de crítica do que de público, afinal, cutuca a ferida de grande parte da história americana. Ambientado no Mississippi, estado Amerciano onde o Ku Klux Klan tinha grande influência. Lá, ser negro era fóda… Assim, em qualquer lugar do mundo, na época em que o filme se passa, por volta de 1960, ser negro era fóda, mas no Mississippi era ainda pior.

As mulheres negras possuíam a única e exclusiva função de servir, não havia nenhuma utilidade para uma mulher negra a não ser a de doméstica, e olhe lá. O filme retrata essa situação com perfeição, chega até a dar raiva das branquelas desgraçadas que tinham a audácia de marcar o papel higiênico dos banheiros com medo que suas empregadas usassem os mesmos banheiros que elas.

Bom, o filme tem como movimento a jovem Skeeter

(Emma Stone, princesa ruiva),

que é uma jornalista, tentando fugir do esteriótipo de “Mulher”, daquela época, pois até mesmo as mulheres caucasianas sofriam preconceito, esperava-se delas: casar, parir e criar, mas não a Skeeter, ela tinha a ambição de quebrar este dogma. Sua ideia brilhante pra fugir da vida de dondóca? Um livro chamado “The Help”, que contaria a história das empregadas negras, que enquanto as madames não faziam porra nenhuma, elas estavam lá, trocando a fralda dos filhos, fazendo comida, limpando, passando, engomando, sem nem ao menos saber o que é ser uma Empreguete, gravar vídeo no Youtube, nem nada do tipo. Mas no fim, eu acabei simpatizando com a Skeeter, pensei que ela fez tudo o que podia pra mudar o panorama em que vivam aquelas pobres mulheres.

As domésticas são EXTRAORDINÁRIAS, eu, no decorrer do filme, fui me envolvendo com as histórias das duas personagens que lideravam o pelotão da vassoura e do Bombril, Aibileen Clark e Minny Jacson, Viola Davis e Octavia Spencer, respectivamente, a dupla dinâmica, imbatível e inseparável, atuações excelentes e marcantes do começo ao fim do filme, alternando entre o emocionante e o divertido, cada qual com sua patroa, elas acabam ganhando o seu afeto no decorrer do filme.

Então o enredo é esse, a menininha branca, que sofre com a classe social em que vive, tentando escrever um livro sobre as empregadas negras, que aproveitavam a oportunidade pra desabafar e meter a boca nas patroas. As vezes é chocante, as vezes é emocionante, as vezes é divertido.

Em suma, o filme ganhou:

Oscar – Octavia Spencer – Atriz Coadjuvante

Bafta – Octavia Spencer – Atriz Coadjuvante

Globo de Ouro – Octavia Spencer – Atriz Coadjuvante

Screen Actors Guild Award – Melhor Elenco em Cinema
Viola Davis – Melhor Atriz

Octavia Spencer – Atriz Coadjuvante

Indicações que não vingaram…: O filme foi indicado como Melhor Filme, Melhor Atriz e Duas participantes concorreram a Melhor Atriz Coadjuvante

Na minha opinião, não foi o melhor filme do ano, nem tem o que comentar pra defender ou pra atacar, simplesmente não foi.

Bom, não sei se vocês acompanharam o Oscar esse ano, mas na briga de Tapa pro Oscar de melhor atriz, estava claro como água quem ganharia. Por melhor que fossem as atuações, ninguém ganharia da Meryl Streep.

No caso de Melhor Atriz Coadjuvante a treta foi acirrada, a vencedora de todos os prêmios, Octavia Spencer, essa negona arretada, concorreu com a princesa da Jessica Chastain

Na minha opinião, foi a disputa mais equivalente do Oscar desse ano. Eu não queria ter sido jurado nessa categoria… iria sentar, chorar e no fim, votar por afinidade.. nada pessoal.

Trilha sonora:

Nada de mais, águinha com açucar… Mas eu chorei e não foi pouco.

Vale a pipoca?

Vale até duas.

Vale quanto  (0 a 10)?

9.5

 

Pedro Lenti

SOS Solteiros
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