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Sinta-se Bem

O “cheiro de mato” faz tão bem à saúde que pode combater o câncer, revela estudo

O aroma da natureza é muito mais poderoso do que imaginávamos.

Em tempos de cidades caóticas, vida corrida e muita poluição, sentir cheiro de mato tem sido uma experiência singular para todos que curtem estar mais perto da natureza. Andar em meio às árvores e sentir aquele cheirinho especial faz muitos se sentirem como em casa, e a tranquilidade que este momento proporciona não é segredo para ninguém.

Porém, o que muitos não sabem é que o famoso “cheiro de mato” não faz bem apenas para a alma, mas também para o corpo. E isto tem sido comprovado por meio de estudos científicos!

Já falamos em outro artigo sobre a “shinrin-yoku”, uma terapia conhecida no Brasil como banho na floresta, onde as pessoas tem algumas horas de contato com a natureza e podem obter benefícios como o fim do estresse, da insônia, tensão e até um alívio para a dor crônica.

Também contamos em outro artigo sobre os efeitos positivos que o ato de andar descalço sobre a terra (ou até abraçar árvores) pode ter sobre a nossa saúde e sobre o nosso bem estar, de acordo com a ciência.

Dessa vez, os cientistas da Nippon Medical School, no Japão, descobriram por meio de uma pesquisa que o aroma emitido pelas árvores produz um efeito importante nas células NK do nosso corpo. E o mais incrível é que isto pode melhorar o sistema imunitário inato e ajudar na luta contra o câncer.

Para entender os efeitos do cheiro de mato no nosso corpo é preciso antes saber sobre a importância das células NK. Também conhecidas como células exterminadoras naturais (Natural Killer Cells), elas destroem as células tumorais e as células infectadas por vírus, afastando estas ameaças do nosso organismo.

Em seu estudo, os cientistas japoneses exploraram o efeito do “banho na floresta” (também apontado por eles no estudo citado anteriormente), sobre o sistema imunológico humano.

Para isso, eles investigaram o efeito dos fitonídios (óleos essenciais de madeira) sobre a atividade das células NK e sobre a expressão da perforina, da granzima A e da granulisina nestas células. Com este estudo, os cientistas descobriram que os fitonídios aumentam de forma significativa a atividade das células NK.

Isto acontece, ao menos em partes, por causa da indução da perforina, da granzima A e da granulisina, importantes elementos naturais que fazem com que a membrana das células tumorais ou infectadas sejam abertas e que elas sejam atacadas e exterminadas por enzimas tóxicas.

É como se estas proteínas e enzimas atuassem como um grupo de exterminadores do bem, invadindo as células inimigas do nosso corpo para atacar e destruir cada uma delas.

Uma importante ferramenta para os dias atuais

Por melhorarem a ação das células NK do nosso corpo, os fitonídios podem atuar no fortalecimento do nosso sistema imunitário inato, o que ajuda na prevenção de doenças diversas.

Além disso, por atuarem na destruição de células tumorais, as células NK são consideradas uma ferramenta promissora na imunoterapia contra o câncer, o que foi demonstrado neste estudo e neste artigo.

Desta forma, se os fitonídios melhoram consideravelmente a atividade das células NK, a expectativa é que a influência deles sobre o corpo ajude no combate ao câncer.

Considerando que, segundo dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer postados em um artigo do El País, as estimativas indicam que as mortes por câncer no mundo chegarão a 9,6 milhões neste ano de 2018, por isso é fundamental que sejam encontradas mais alternativas para a cura.

Ainda segundo o artigo, os casos de câncer aumentaram 28% em seis anos no mundo. Será que isto tem a ver com a nossa rotina cada vez mais distante da natureza? 

Será que não estamos sacrificando o nosso sistema imunitário e outros aspectos da nossa saúde em prol de um modo de vida cada vez mais voltado para o materialismo e para o ambiente urbano?

De uma coisa, podemos ter certeza: os pesquisadores tem se atentado cada vez mais os benefícios que o contato direto com a natureza oferece à saúde de todos, e se considerarmos estes estudos e mudarmos nossos hábitos, provavelmente teremos resultados positivos.

É importante também que estejamos atentos à gestão das florestas urbanas, que deve contar com a participação tanto do poder público, quanto da população, pois são estas áreas verdes que possibilitam nosso contato com a natureza em meio à correria do dia a dia nas cidades.

Mas, é sempre bom considerar a possibilidade de viajar para lugares mais distantes do ambiente urbano, visitar florestas, fazer trilhas, entre outras ações que promovam um contato ainda mais direto com a natureza.

E, cá pra nós, quem resiste àquele maravilhoso cheiro de mato?

Fonte(s): NCBI, Infoescola, Biomedicina Padrão, El País
Tati Santana
Baiana com muito dendê, estudou Marketing e Cinema, mas seu maior crush é escrever. Adora noites de lua cheia, papo esotérico e o jeitinho "rock'n roll meio nonsense" de levar a vida.

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