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Senadores defendem a volta do Amianto, cancerígeno proibido no Brasil (e no mundo)

Cientistas dizem que não existe níveis seguros de exposição ao mineral.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) esteve em Minaçu, interior de Goiás, com outros três senadores e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), para defender que a extração de Amianto, proibida desde 2017 pelo STF, volte a ser permitida no país.

Amianto é uma fibra mineral muito utilizada na construção civil com alto potencial cancerígeno. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) destaca que não existe níveis seguros de exposição ao amianto. As principais formas de exposição apontadas pelo instituto são:

  • com o trabalho direto, dentre eles a mineração e a moagem;
  • a exposição ambiental, que pode ocorrer pelo contato com roupas contaminadas pela fibra;
  • pela permanência em áreas contaminada;
  • e também pela presença das fibras livres na natureza (em pontos de depósito ou descarte).

Em defesa, o senador Chico Rodrigues (DEM) disse que “os trabalhos científicos estão mostrando que não existe nenhum problema que causa câncer“, quando a verdade mostra justamente o contrário. Dados levantados pela OMS (Organização Mudial da Saúde) alertam que todos os tipos de amianto causam câncer.

Em uma matéria especial feito pelo UOL sobre o assunto, ex-funcionários de empresas que trabalhavam com Amianto contaram que realizavam exames periódicos, mas nunca tiveram acesso aos resultados. Vários deles adoeceram posteriormente.

“Trabalhei 13 anos na Eternit lixando e cortando peças, sempre em contato com o pó do amianto. Não tinha ideia dos problemas que esse veneno causava”, contou Eliezer João de Souza, ex-funcionário da Eternit.

Ao falar sobre empregos, o presidente do Senado afirmou: “não é possível que a frieza de uma alínea de lei possa se sobrepor à vida das pessoas”. O que soa incoerente, afinal, essa atividade insalubre comprovadamente oferece riscos à vida do trabalhador. Além do Brasil, o Amianto é proibido em mais de 50 países, sendo que na Islândia, Cingapura, Dinamarca, Suécia e Suíça a proibição ocorreu ainda na década de 80.

Fonte(s): OMS, Twitter - Senado Federal, STF, Abrea
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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