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Atitude Coletiva

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Se fazer de difícil realmente funciona? A ciência responde!

Dossiê científico sobre o eterno dilema em relacionamentos, os joguinhos.

Existe uma coisa sobre relacionamentos que pode gelar a alma de qualquer um que queira marcar o segundo encontro, o famoso “joguinho”.

A super querida e engajada youtuber Jout Jout, do canal Jout Jout Prazer, fez um vídeo falando a respeito.

Além de analisar o comportamentos dos “jogadores”, ela dá dicas para você perceber se está numa situação dessas, além de explicar porque que esse tipo de comportamento pode ser a pior opção.

Como a mente humana é uma verdadeira bagunça, a gente foi atrás da ciência para trazer algumas respostas e tentar entender porque as pessoas fingem não estarem a fim, quando na verdade estão muito a fim de alguém.

Por que as pessoas fazem isso?

Quem gosta de fazer esses joguinhos não age somente por birra ou pelo simples fato de querer “ser difícil”. É tudo uma questão psicológica.

Em seu livro “As Armas da Persuasão“, o professor emérito de Psicologia e Marketing da Arizona State UniversityDr. Robert Cialdini, nos dá uma pista dos motivos pelos quais isso pode acontecer.

De acordo com o autor, essa maneira de agir passa pelo que ele chama de “Norma da Escassez”, que nada mais é do que uma resposta humana semelhante à “Lei da Oferta e Procura

Sabe, algumas vezes as pessoas se fazem de difíceis porque querem saber se os sentimentos da outra pessoa são verdadeiros.

Dr. Cialdini explica que, após muitos estudos com seus colegas, ele descobriu que o princípio funciona com a ideia de reatância também.

Ou seja, ninguém gosta de ouvir um não como resposta, ou de ser privado de algo por causa disso.

Por essa razão, quando alguém fica “se fazendo de difícil”, nós teríamos uma necessidade em não perder a chance, em tentar ainda mai conquistar aquilo que, tecnicamente, não poderíamos ter.

É como se ouvir uma resposta negativa aumentasse mais a nossa vontade, tudo porque não gostamos de ser convencidos tão facilmente.

Sendo assim, de acordo com a ciência, quem faz joguinho acredita que a pessoa do outro lado vai querer ficar com ela mais e mais a cada nova mensagem ignorada.

Mas isso realmente funciona?

Não existe uma resposta absoluta para isso. Um estudo, realizado por cientistas de três diferentes universidades do mundo e publicado no site Research Gate, concluiu que pode, sim, existir uma maneira de isso dar certo. Infelizmente.

Para realizar o teste, os pesquisadores convidaram estudantes heterossexuais do sexo masculino para ler uma história sobre um encontro fictício ou sair direto para encontrar uma garota.

Tanto nas histórias quanto nos encontros, existiam garotas que deixavam as coisas rolarem mais “facilmente” e aquelas que “se faziam de difíceis”.

Além disso, os homens que quiseram ir aos encontros reais, ainda podiam escolher a garota que sairiam olhando algumas fotos ou simplesmente ir ao encontro “as escuras”.

A pesquisa chegou às seguintes conclusões:

1. Deixar as coisas mais fáceis ou mais difíceis afeta de maneira oposta as emoções da outra pessoa

Os cientistas constataram que as meninas que deixaram as coisas mais fáceis foram vistas como mais positivas e agradáveis, enquanto as que fizeram o tal joguinho, despertaram mais interesse e/ou desejo, uma coisa “de momento”.

Portanto, nenhuma das maneiras de agir atraíram mais os homens em todos os sentidos – ou eles queriam algo mais casual, ou um relacionamento, e não os dois.

2. Fazer joguinhos só funciona quando alguém já está previamente interessado

Outra descoberta dos pesquisadores foi o fato de que aqueles caras que escolheram a garota pela foto gostaram mais daquelas difíceis de conquistar. Por sua vez, aqueles que não ligaram para as fotos e saíram com qualquer menina achavam mais legal quando tudo era mais fácil.

Resumindo, os caras que realmente se interessaram pela garota, gostaram de ter um certo trabalho para tentar conquistá-la, mas os que largaram mão de escolher antes as meninas por foto, preferiram quando tudo foi mais tranquilo, sem muito trabalho.

Quando o papo é relacionamento, as coisas mudam…

Bem como pode funcionar, existem provas de que esse comportamento pode ser desastroso para qualquer possível relacionamento.

O professor de Psicologia Social Viren Swami, em uma matéria para o Daily Mail, explicou que um dos maiores problemas é que pode parecer que quem fizer “joguinho” não quer o mesmo daquele que “corre atrás”.

“‘Se fazer de difícil’ quase nunca funciona. Na verdade, dar a impressão de que não há interesse não aumenta as chances de surgir uma atração maior, pois tudo vai contra o princípio de reciprocidade.”, disse.

De acordo com Swami, não mostrar interesse pela outra pessoa pode ferir totalmente a confiança de um pelo outro, pois sempre existe a possibilidade da pessoa que está sendo “enrolada” saber que o interesse existe de fato, e considerar aquilo tudo pura falta de comprometimento.

No fim das contas, o que importa é que você e seu parceiro estejam querendo a mesma coisa. Portanto, pode até fazer um joguinho de vez em quando, mas certifique-se que o crush também seja um jogador e por favor, se fizer, saiba quando parar!

Fonte(s): Research Gate, Daily Mail, Huffington Post, Psychology Today, Telegraph, EliteDaily, Dissonância Cognitiva
Lucas De Vivo
Um estudante de Jornalismo meio maluco, geek, que tem mais brinquedos do que móveis no quarto, apaixonado por essa coisa insana chamada criatividade e fino apreciador de omelete de queijo com arroz e banana.

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