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Sinta-se Bem

Aumento de 300%: Sarampo está ganhando o mundo porque voltamos no tempo

Isso se deve essencialmente à força de movimentos anti-vacinas.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, com transmissão fácil parecida com a da gripe. Mas graças a cobertura vacinal que o Brasil oferece – e à procura da população pela vacina – a doença era considerada erradicada no país.

O selo de erradicação do sarampo foi concedido ao Brasil pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2016. Mas apenas dois anos depois, o país se encontrou em meio a um surto da doença: segundo o Ministério da Saúde, em 2018 mais de 10 mil casos foram confirmados no país. Com isso, o Brasil perdeu o selo de erradicação do sarampo no início desse ano.

A volta da doença não ocorreu apenas no Brasil. Segundo a ONU, casos aumentaram 300% no mundo no primeiro trimestre de 2019. Países desenvolvidos também sentem esse impacto, uma publicação do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos também demonstra preocupação com a baixa vacinação e a volta da doença em território estadunidense.

Isso se deve essencialmente à força de movimentos antivacinas que disseminam notícias e teorias científicas falsas, alarmando a população mundo afora.

O problema é grave pois essa doença mata! Contra tanta desinformação sendo distribuída de maneira inescrupulosa, só existe uma arma: a boa informação. Abaixo, dados atualizados da Associação Pan-Americana de Saúde:

  • Em 2017, cerca de 110 mil pessoas morreram no mundo todo em decorrência do sarampo;
  • Entre 2000 e 2017, houve redução de 80% das mortes por sarampo – graças à vacina;
  • Também entre 2000 e 2017 mais de 21 milhões de mortes foram evitadas pela vacinação contra sarampo – tornando-a um dos melhores investimentos em Saúde Pública;
  • A vacina contra sarampo já é utilizada há mais de 50 anos, com segurança e eficiência.

Cobertura de imunização sobre a 1ª dose da vacina contra sarampo ao longos dos anos (até 2016).

Fonte(s): Science Daily, Estadão
Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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