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Sinta-se Bem

Saiba identificar se teu ronco está dando sinal de um problema grave

Saber se o ronco virou apneia pode salvar a sua vida.

  • 54% dos adultos brasileiros roncam.

  • Se o ronco é inconstante e intenso, pode sugerir algo grave.

  • Ao se transformar em apneia, o ronco para a respiração durante o sono.

Quem nunca levou aquela sacudida durante o sono por causa do ronco, que atire a primeira pedra. O problema é muito comum: mais de 54% dos adultos brasileiros são roncadores de carteirinha. É o que aponta um levantamento da Universidade de São Paulo (USP), percentual que deve continuar crescendo.

Contudo, mais do que um mero incômodo para quem tenta dormir perto de você, o ronco pode ser um indicador de problemas bastante sérios; podendo levar a óbito em alguns casos, segundo publicação da Universidade de Harvard. Por isso, é importante estar atento aos sinais.

Alerta de complicações

Há quem pense que ao roncar se atingiu o sono profundo, mas não há qualquer comprovação científica dessa crença. Em entrevista ao site da NPR, o especialista em sono e membro do comitê de educação da Academia Americana de Otorrinolaringologia, Erich Voigt, explica como identificar o ronco perigoso:

  • Se o barulho noturno é discreto e ritmado, não há muito com o que se preocupar.

  • No entanto, se o ronco é inconstante e intenso, e quando nem um empurrão dá jeito, então é sinal de que há problemas na passagem do ar entre o nariz e a boca. O primeiro sinal é “um crescendo onde o ronco fica cada vez mais alto”. Esse som é seguido por períodos sem som, e então um suspiro que pode soar como um bufo.

Consequências

O ronco pode evoluir para a famigerada Apneia do Sono.

“A apnéia do sono é literalmente quando uma pessoa para de respirar durante o sono. Como resultado, o cérebro passa por momentos repetidos de sufocamento”, alerta Paul G. Mathew, professor assistente de Neurologia na faculdade de medicina de Harvard.

Esse diagnóstico precisa ser tratado, pois aumenta o risco de problemas no coração, como pressão alta e infarto. Como a pessoa não consegue respirar direito com a obstrução da passagem de ar entre o nariz e a boca (tem paradas respiratórias de até 30 segundos!), a circulação do oxigênio fica comprometida.

Tratamento

Paciente usando o CPAP.

Uma das estratégias para diminuir o estrago na qualidade do seu sono e de quem tenta dormir perto de você, é evitar os chamados “gatilhos” do ronco. Entre eles estão a ingestão de bebidas alcoólicas e o sobrepeso. Esses são fatores que podem ser controlados.

Para ajudar quem sofre do ronco (e também quem perde o sono por conta), pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em parceria com o Hospital das Clínicas desenvolveram uma série de exercícios para fortalecer os músculos da respiração e reduzir o problema:

  • Empurre a língua contra o céu da boca e deslize-a para trás;
  • Sugue a língua para cima e mantenha pressionada por completo contra o céu da boca;
  • Force a parte posterior da língua contra o “chão” da boca, mantendo a sua ponta em contato com os dentes incisivos inferiores;
  • Eleve a parte de trás do céu da boca e a úvula (conhecida popularmente como “campainha”) enquanto diz a vogal “A”;
  • Posicionar o dedo na parte interna da bochecha entre os dentes e pressione a bochecha para fora (cada lado da boca);
  • Durante a alimentação, mantenha uma mastigação bilateral alternada e deglutição usando a língua no palato.

Também existe o CPAP, uma pequena máquina, semelhante a um compressor de ar, que fornece, de maneira contínua, um fluxo de ar para o paciente. Já no caso de quem tem alergias, deformações e infecções respiratórias demanda um tratamento mais específico para que o ronco não seja tão intenso, que incluem cirurgias e implantes. Assim, dormir vai deixar de ser um privilégio.

Então já sabe. Caso desconfie que o seu ronco é do tipo perigoso, não hesite em consultar um médico o quanto antes.

Fonte(s): National Public Radio, Governo de São Paulo, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, Harvard, Bernafon
Jessica Moura
Jornalista, curiosa, aprendiz de cozinheira e astrônoma.

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