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Sinta-se Bem

Os perigos da Harmonização facial: procedimento que conquistou os brasileiros

Necrose, deformação, inchaços, cegueira e AVC estão entre os riscos.

Você já deve ter reparado como de um tempo pra cá muitos famosos têm exibido rostos mais angulosos. A chamada harmonização facial caiu no gosto das celebridades e tem conquistado muitos brasileiros.

Nomes conhecidos como Alok, Joelma, Carlinhos Maia, Gretchen e Thammy Miranda aderiram ao método e mostraram os seus resultados nas redes sociais.

DJ Alok antes e depois da harmonização facial.

Não há como negar, ficando bonito ou não, harmonização facial está super em alta. A técnica consiste em harmonizar traços faciais através de procedimentos estéticos. Segundo o cirurgião plástico, Dr. Elson Adorno, a procura pela harmonização aumentou bastante nos últimos anos, no que ele chama de “Era das Selfies”.

O que é harmonização facial?

Harmonização Facial é um conjunto de procedimentos estéticos combinados para melhorar a harmonia do rosto. Essa técnica promete mudar os traços e tratar o envelhecimento facial, caracterizado pela perda da elasticidade da pele, queda dos tecidos, músculos e gordura.

De maneira mais simplificada, a harmonização facial é uma forma de deixar o rosto com simetria, resultando em uma harmonia no sorriso, dentes, olhos, mandíbula, enfim no rosto de uma forma geral.

“O intuito é diminuir as linhas e melhorar os contornos da face em pontos estratégicos que permitem mais sustentação, preenchimento e volume”, explica Adriana Isaac, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Resumindo.

Essa técnica envolve vários procedimentos nas gengivas, boca, rosto e até nos músculos faciais e algumas linhas de expressão. Para determinar qual procedimento deve ser usado em cada caso, a dermatologista Rafaela Ranhel explica:

“É preciso realizar uma analise das proporções faciais, para indicar quais áreas estão em desarmonia e qual o procedimento irá deixar os rosto mais equilibrado e proporcional”.

Quais os procedimentos utilizados?

A harmonização facial é resultado de um conjunto de procedimentos estéticos. Por isso, diversos tratamentos podem ser utilizados para obter o resultado desejado. Entre as técnicas mais comuns utilizadas estão:

“Uso de toxina botulínica em rugas, ácido hialurônico para fazer preenchimento, seja na boca ou bigode chinês, fios de elevação facial para lifting, microagulhamento, procedimentos que estimulam a produção de colágeno contra o envelhecimento, bichectomia e lipo de papada”, explica Rafaela.

Quem pode fazer?

De acordo com especialistas, não há idade mínima para realização das técnicas de harmonização facial. No entanto, eles ressaltam que o melhor é procurar os procedimentos quando houver sinais de flacidez e envelhecimento, ou em casos médicos.

Resultado da harmonização facial da Gretchen.

Como é feito o procedimento?

O primeiro passo é entender o que o paciente espera dos procedimentos.

“Começamos com algumas perguntas para a pessoa, para entender quais traços ela gostaria que fossem maiores ou que não gostam de ter no rosto”, explica o cirurgião-dentista Jonas Lourenço.

Em seguida, o profissional irá realizar a analise facial do paciente, fotografando seu rosto de diferentes ângulos. Com um programa de computador o profissional irá modelar digitalmente o rosto do paciente.

“Se o cliente aprovar o planejamento, a próxima etapa é a definição de quais procedimentos serão feitos”, explica o cirurgião.

O tempo de duração de cada procedimento varia de 6 a 24 meses

Além disso, outros fatores podem influenciar na duração do tratamento.

O tipo de material utilizado irá depender do procedimento a ser realizado. A toxina botulínica (popularmente conhecida como botox) e o ácido hialurônico são as substâncias mais utilizadas nas técnicas de harmonização facial.

Cuidado!

A dermatologista Rafaela Ranhel ressalta que a fase de definição dos procedimentos deve ser cuidadosa.

“Muitos profissionais estão realizando harmonização facial sem conhecimento técnico sobre os produtos utilizados. Por isso, é importante procurar um médico de confiança”, alerta.

Quais profissionais podem realizar estes procedimentos?

Os profissionais que podem realizar esses procedimentos são: dermatologistas, cirurgiões plásticos e dentistas.

Ainda assim, em entrevista a Universa, o cirurgião plástico Juliano Souto Ferreira, afirmou que “os habilitados a fazer as técnicas injetáveis e algumas das cirurgias são o dermatologista ou cirurgião plástico. O dentista cuida de casos que mexam com a harmonização dos dentes e do maxilar”.

Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia reconheceu que cirurgiões-dentistas também podem fazer os procedimentos que envolvem preenchimento.

“Está liberada para tratamento com produtos injetáveis a área que vai do osso hióide até o início da área pilosa do terço superior da face; ou seja, o dentista agora pode harmonizar os três terços da face, trabalhando a musculatura relacionada à mastigação e equilibrando a estética”, esclarece a Drª Maristela Lobo em entrevista a Revista Ecoturismo.

Quais são os riscos?

Antes de tudo, harmonização facial só é considerada um procedimento indolor se for utilizado anestesia, como isso varia de especialista para especialista, a aplicação pode ser bastante dolorosa.

Outra coisa importante, nem sempre o resultado é o esperado.

Edu, do canal Diva Depressão, foi comparado à Lady Gaga, na época do album “Born This Way”.

Mas os riscos mais graves ligados aos procedimentos de harmonização facial estão relacionados a aplicação incorreta dos produtos. Caso o ácido seja aplicado no lugar errado ou em quantidade acima da permitida, pode haver complicações.

O cirurgião-dentista Jonas Lourenço alerta:

“Uma aplicação errada pode causar necrose, deformação, inchaços, cegueira ou até mesmo um AVC.”

Por isso, o cirurgião plástico Juliano Souto Ferreira reforça que os procedimentos devem ser realizados em hospitais, junto a uma equipe médica e estrutura preparada.

O que mais pode dar errado:

  • Toxica Botulínica: pode alterar as expressões faciais (de forma negativa), “migrar” para áreas vizinhas, causando problemas;
  • Preenchedores temporários: pode causar necrose, se um vaso for atingido na aplicação;
  • Preenchedores definitivos: pode causar reação do organismo e “migração” do produto.

 

Fonte(s): Universa, Metropolis, Pró-Corpo Estética, Lugar da Mulher, Ana Maria Braga
Aline Vilela
Jornalista, se acha blogueira de Instragram. Gosta de tirar selfies e fotos do look do dia. Não come queijo, só se for na pizza (como é que é?). Arroz é por baixo e feijão por cima. Ama ler e passou a adolescência entretida com romances água com açúcar.

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