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Atitude Coletiva

Revolta dos R$0,20, contra quem lutamos?

E afinal, a verdadeira solução está nas urnas?

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Por Lucas Guimarães
 

Às pessoas que dizem que a corrupção dos políticos é culpa “do povo que botou eles lá”, ou que “a manifestação tem que acontecer é nas urnas”, que “temos que acordar na hora do voto”, gostaria de lhes expor minha reflexão sobre essa afirmativa.

Nas eleições, os candidatos têm seus discursos, prometem fazer milagres e milagres para o povo. Isso é a campanha política!

Porém, quando chegam ao poder, se deparam com a burocracia do Estado, e também com a sedução do poder. Assim, normalmente a maior parte do que foi prometido não é cumprido. Isso é empírico!

O problema não se resume apenas à figura do presidente. Os problemas políticos no país são muito mais abrangentes do que apenas “não recebermos o que foi prometido”.

Não vêem aí o congresso votando seus próprios salários? Escolhendo “no escuro” os presidentes das comissões do parlamento? Resultando (ridiculamente) num ruralista presidindo a Comissão do Meio Ambiente, um racista presidindo a Comissão de Direitos Humanos e diversos corruptos integrando a Comissão de Constituição e Justiça?! Uma pimenta nos olhos da nossa ética e da nossa moral.

E o povo teve a chance de decidir sobre isto nas urnas?

Além disso, o que mais pesa atualmente é vermos que o dinheiro público não está sendo aplicado nos setores que realmente necessitam. Olha aí a copa do mundo. Será linda, não?! Porém olhemos pra fora dos estádios: e a educação, e nossos hospitais, e nosso dinheiro? Bem, isso todo mundo está cansado de saber, nem vou entrar no mérito.

Porém, é fato que na nossa democracia temos a chance de escolher os candidatos a ocuparem os cargos de deputados, senadores, governadores, presidentes… Mas, como já disse, nem sempre eles cumprem o que foi prometido, nem sempre correspondem às expectativas do povo que os colocou lá. Então, o que fazer? Esperar pela próxima eleição? Não.

A democracia diz respeito à participação. Todo cidadão deve ser juiz das questões públicas. As condutas dos políticos no Brasil estão depredando o nosso dinheiro. Se a Constituição de 1988 nos permite ter oportunidades, possibilidades e, mais importante, a participação política, temos que exercê-las.

Vamos tornar a ‘possibilidade de participação’ em participação efetiva! O povo está se manifestando, isso é lindo.

Na minha visão, as manifestações que têm acontecido são mais legítimas que o próprio ato de votar, pois o voto no Brasil é obrigatório, nem todo mundo vota com o intuito de mudança, já as manifestações não: elas demonstram o desejo de mudança, expressam a insatisfação do povo com toda essa sujeira política que vivemos. Ninguém é obrigado a manifestar, e olha aí, o povo enchendo a esplanada, a Terceira Ponte em Vitória, as avenidas do Rio, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, BH… em todo o Brasil.

O povo quer mudança!

E não nos deixemos influenciar pela “minoria radical” (como a própria mídia se refere), que tem usado dos movimentos de manifestação para depredar o patrimônio público e privado. Os vândalos são covardes, eles distorcem a imagem das manifestações. O Brasil é uma democracia, não precisamos queimar e destruir as coisas para conseguir sensibilizar o governo. Isso é burrice. Enfim…

Aos que discordam das manifestações unilateralmente, saibam que postura da alienação (ou seja, o “não saber, e não querer saber”) contribui para maximizar o poder de quem já o tem. Quem está no poder normalmente tentará corromper a nossa democracia em prol de seus próprios interesses, e isso não é um pensamento “revolucionário”, “rebelde”, “marxista”… é O QUE ACONTECE NO BRASIL!

Discordem do vandalismo, e não da mobilização da massa, do exercício da nossa democracia!

Portanto, aos amigos que acham que a mudança só deve ocorrer nas eleições, se não tivessem condição de pegar ônibus todos os dias devido à tarifa cara; ou se concordassem que a qualidade do transporte público é horrenda; ou se concordassem que a copa não deveria ser financiada com o dinheiro público; ou se dependessem dos péssimos hospitais públicos para tratar um problema de saúde grave; ou se fossem homossexuais e aprovassem uma lei que te trata como doente; ou se se incomodassem com a má infra-estrutura das escolas públicas; ou se se comovessem com pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, morrendo de fome, estudando numa escola sem teto, sem chão (…)

Enfim… se tivessem alguma proposta que melhorasse o Brasil dos desvios de corrupção e do uso do dinheiro público que vivenciamos,

Eu duvido que esperariam apenas a próxima eleição para tomar alguma atitude.

 

Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão (SBT, Record, Band, etc.) pela internet em 2012. Vegano e meditante, busca evoluir junto com todos os seres enquanto caminha. ( Twitter - Instagram ).

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