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Sinta-se Bem

Jovens estão sofrendo com a impotência, entenda o motivo e veja como resolver

Existem milhões de homens com o mesmo sintoma, não tenha medo de procurar ajuda.

Se você tem menos de 50 anos e já disse algumas vezes “isso nunca aconteceu comigo antes”, fica tranquilo, você não está sozinho.

De acordo com uma matéria do portal de conteúdos Mic, é cada vez mais comum os jovens sofrerem com a impotência sexual, e por diversos motivos.

Um estudo realizado em 2013 publicado no Journal of Sexual Medicine estima que pelo menos um em cada 4 pacientes com disfunções eréteis tem menos 40 anos de idade, e muito poucas pessoas sabem disso.

É normal que os primeiros sinais sejam relacionados a problemas psicológicos ou estresse, mas esse é um problema que merece mais atenção.

Isso não acontece só com os mais velhos?

Quando ouvimos falar sobre problemas de impotência, relacionamos direto a questão aos homens mais velhos, lá pelos seus 60 ou 70 anos, mas não é bem assim.

Definida como “a inabilidade de ter ou manter uma ereção firme o suficiente para relações sexuais”, a disfunção erétil afeta quase 30 milhões de homens só nos Estados Unidos, de acordo com dados do centro de pesquisa médica americano National Institutes of Health (NIH).

O site voltado ao público masculino Mens Health, também publicou uma matéria onde afirma que médicos detectaram um aumento no número de pacientes mais jovens.

Em uma matéria da Vanity Fair sobre a “hookup culture”, que seria algo como “cultura do sexo casual”, a jornalista Nancy Jo Sales falou com mulheres que notaram que muitos de seus encontros do Tinder sofriam com o problema.

“Se um cara não consegue ficar duro, e eu tenho que dizer, isso acontece muito, eles agem como se fosse o fim do mundo”, disse uma delas.

Quais são as causas?

Sales diz que há a possibilidade da disfunção erétil em homens mais jovens ser causada por qualquer coisa, desde agentes químicos presentes nas comidas processadas até a ansiedade com os frequentes encontros casuais.

Ao falar sobre esse assunto, é importante deixar claro que existem muitas causas possíveis, que podem ser divididas em duas categorias: físicas e psicológicas.

Também é importante explicar que existe uma grande diferença entre a disfunção erétil crônica e alguns problemas ocasionais para ter ereções durante o sexo (que são muito comuns).

De acordo com a entrevista cedida ao Mic, o Dr. Irwin Goldstein, diretor de medicina sexual do Alvarado Hospital, em San Diego, e o diretor do centro de saúde sexual San Diego Sexual Medicine, quando as disfunções ocorrem com muita frequência e são persistentes, não importa a idade, é bem provável que sejam fruto de fatores biológicos.

As causas também podem ser psicológicas. Caso um homem consiga manter seu pênis ereto sozinho mas não consiga fazer isso com seu parceiro/a, é provável que a raiz do problema seja uma ansiedade em relação à performance na cama ou um problema psicológico mais grave.

No caso dos homens mais velhos, problemas como diabetes, hipertensão e ataques cardíacos podem contribuir para uma possível impotência, mas de acordo com o Dr. Goldstein, nos mais jovens é mais provável que a disfunção erétil tenha a ver com traumas físicos como lesões e machucados na área do pênis e testículos.

No entanto, lesões causadas durante o sexo, principalmente na posição “cavalgada“, também podem levar à impotência. Sim, de acordo com este estudo publicado no Advances of Urology, ela/e por cima pode ser um perigo, cara!

Além disso, fumar muito, beber em excesso ou usar drogas também estão na lista de coisas que podem causar a disfunção. Existem inclusive termos como  “com pó ou com pau?”, “pau de whisky” e “pau de maconha”.

Dr. Justin Lehmiller, um psicólogo social na Ball State University e autor do blog Sex and Psychology disse, em um artigo da Playboy, que a impotência é 3 vezes mais comum em homens que fumam maconha diariamente do que para quem não usa a droga. Vale ressaltar que o cigarro (tabaco) é um dos principais responsáveis pela disfunção erétil, segundo o Dr. Drauzio Varella.

Como os jovens reagem a situação?

É lógico que a maneira como os jovens veem a impotência é completamente diferente de como os mais velhos entendem o problema.

“Eles tiveram uma vida inteira de boas ereções para se lembrar”, disse Rose Hartzell, uma terapeuta sexual do centro San Diego Sexual Medicine, também ao Mic.

Porém, é comum que os mais jovens sintam-se “traídos” pelo próprio pênis por não ter uma boa vida sexual.

“Eu pensei que estava deprimido ou havia perdido o interesse na minha namorada com o tempo”, disse Francis, de 42 anos, ao Mic.

É muito comum que a disfunção erétil leve à problemas com a auto-estima, principalmente nos mais jovens.

“Eu me sinto muito envergonhado quando os caras começam a brincar com meu pênis e ele não fica ereto. Por causa disso, eu evito encontros casuais, e quando eu decido ir, eu me certifico de que meus parceiros não tenham nenhum contato social comigo.”, escreveu um usuário do Reddit.

Segundo Hartzell, abordar o assunto é muito difícil para os homens solteiros, afinal não é a melhor conversa para a hora do jantar em um encontro, né?

“Como é que você vai dizer para alguém: ‘Eu preciso de uma injeção para ter uma ereção’?” – disse ela.

A solução: o Viagra sempre resolve?

Ainda de acordo com o Dr. Goldstein, os jovens com impotência precisam ficar pulando mais de médico em médico para conseguir um tratamento. Tudo porque, para eles, os doutores tendem a dizer que a disfunção é temporária ou somente psicológica.

Coisas como: “É tudo da sua cabeça” e “Encontre a mulher certa e tudo ficará perfeito” é o que eles mais ouvem, disse o doutor ao Mic.

Porém, para aqueles que conseguem finalmente um tratamento existem muitas opções viáveis, que pouco dependem da idade, e sim da causa do problema.

“A disfunção erétil não é um diagnóstico, e sim um sintoma”, disse o doutor. “Você tem disfunções e você precisa de um diagnóstico para saber a base disso”.

Se o problema for físico, existem tratamentos como injeções penianas intracavernosas ou uma cirurgia de revascularização, que aumenta o fluxo de sangue para a artéria cavernosa do pênis.

Existem também os conhecidos Viagra, Cialis e Levitra, por exemplo, mas o Dr. Lehmiller avisa: não é bom se automedicar! O ideal é conversar com um médico antes, principalmente por causa dos efeitos colaterais negativos que esses remédios podem causar, como dores no peito e faltas de ar.

Dr. Lehmiller diz também que não é porque você está impotente que você deve assumir que precisa de Viagra.

“Pode ser que não seja um problema fisiológico, e em muitos casos isso pode ser resolvido sem necessidade nenhuma de medicação”, explica.

Quem pode ajudar?

Depois de anos tomando Viagra e indo em psicólogos, Mher, de 27 anos, descobriu que seu problema era um bloqueio na artéria localizada na base de seu pênis, que o Dr. Goldstein tratou com uma cirurgia.

O jovem contou ao Mic que muitas parceiras terminavam com ele pois não conseguiam entender o por que de ele não sustentar uma ereção.

“Aquilo abalou muito minha masculinidade”, disse o jovem ao Mic. “Não ajudou muito o fato de que na época, a minha mulher disse que eu provavelmente era gay por não conseguir mantê-lo duro para ela.”

Para evitar esses conflitos, a Dra. Hartzell diz que é normal que ela conheça tanto o paciente quanto seu parceiro, para deixar claro que é um problema dos dois, e não só do homem. Ela diz inclusive que isso pode “mudar a mente” daqueles que veem as ereções como a única forma de medir o desejo do parceiro.

“Eu gosto de recomendar que os casais pensem fora da caixa”, disse, “A relação sexual não precisa sempre ser o objetivo; olhe para o sexo como orientado pelo prazer vs. orientado pelo objetivo.”

Ela sugere que os casais adicionem o sexo oral e as estimulações manuais à rotina entre quatro paredes, e também aconselha que eles façam da vida sexual algo divertido, sem aderir a algo repetitivo ou programado.

Mher nunca falou sobre a disfunção com nenhum de seus amigos homens, pois não pensou que eles entenderiam o problema. Agora, o conselho dele para todos que sofrem com a impotência é que eles saibam que não estão sozinhos.

“Existem milhões de homens por aí com o mesmo problema”, disse ele. “Não tenham medo de procurar ajuda médica. No começo vocês terão vergonha de falar sobre isso, mas depois de agir vocês serão muito mais felizes”.

Fonte(s): Mic
Lucas De Vivo
Um estudante de Jornalismo meio maluco, geek, que tem mais brinquedos do que móveis no quarto, apaixonado por essa coisa insana chamada criatividade e fino apreciador de omelete de queijo com arroz e banana.

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