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Vai, planeta!

Revelação sobre a origem das Nozes chocou a galera na internet; infelizmente

Quantos anos você tinha quando descobriu que não sabe nada?

Você já deve ter visto pelas redes sociais uma brincadeira que chama “quantos anos você tinha quando descobriu (tal coisa)? (veja aqui). Vários adultos estão aprendendo a utilidade de muitos produtos por meio dessa dinâmica.

A mais nova descoberta nos revelou de onde vem as nozes:

Pois é, as nozes vêm de dentro de um fruto verde! A descoberta chocou a redação do SOS muitos internautas que não sabiam a origem do fruto seco mais famoso do Natal. Para ter uma ideia foram quase 5 milhões de visualizações, até agora.

Uma coisa ainda mais curiosa aconteceu quando essas nozes foram confundidas com a tal bolotinha que o Scrat persegue, o esquilo da Era do Gelo. Sendo que na animação se trata de uma avelã, um outro fruto seco.

Como pudemos observar, existe uma onda de desinformação a respeito dos alimentos. A praticidade de ir até o supermercado comprar o que deseja pode ter apagado uma importante parte do processo evolutivo da humanidade.

O consumo, a praticidade e a alienação

Há poucas décadas, era normal saber de onde vinha cada alimento: a banana vem da bananeira, o chocolate vem do cacau e o leite de vaca, obviamente, vem da vaca. Óbvio? Nem tanto. A alienação das pessoas está muito mais aprofundada do que imaginávamos.

Um estudo realizada pelo Centro de Pesquisa de Laticínios dos Estados Unidos (Innovation Center of U.S. Dairy) mostrou que mais de 16 milhões de americanos acham que o achocolatado vem das vacas marrons. Nada menos do que 7% dos estadunidenses adultos. Chocante né?

Pois é, o país símbolo da praticidade e do consumo pode ter criado um problema bastante grave à população. Isso também foi constatado pelo famoso chef de cozinha, Jamie Oliver, quando visitou uma escola estadunidense.

Ao mostrar uma variedade de frutas e vegetais para alunos da 1ª série, nenhum deles soube identificá-los. O momento mais inusitado foi quando uma criança confundiu tomates com batatas. Chocado, o chef questionou se alguém conhecia o catchup; instantaneamente todos levantaram a mão.

Mas esse desconhecimento preocupante não é algo exclusivo dos Estados Unidos, recentemente aqui no Brasil a Amil, empresa de assistência médica, fez uma campanha contra a obesidade infantil, em uma dinâmica semelhante a que Jamie Oliver fez.

A apresentadora pediu para que crianças desenhassem o que elas mais gostavam de comer: pizza, chocolate, maionese e mostarda foram alguns dos itens lembrados por elas. Depois, foi pedido que ilustrassem vegetais como: beterraba, abobrinha, chuchu e rúcula. Resultado, as crianças não souberam fazer os desenhos.

Os pais então perceberam a importância de envolver os filhos no preparo dos alimentos, bem como na hora de escolher quais vegetais levar para casa.

Nós somos aquilo o que comemos

“É importante mostrar de onde os alimentos vêm, como eles são. Não tem como as crianças saberem o que é um abacaxi se a fruta já vier cortada em um prato para ela”, explica a pedagoga Juliana Santana.

Mas o cenário piora quando crianças são expostas a salgadinhos, lanches, produtos artificiais e ultraprocessados cada vez mais cedo.

“Muitos pais optam por dar alimentos industrializados aos seus filhos pela praticidade, outros para evitar que a criança se suje, quando come uma manga, por exemplo”, ressalta a pedagoga.

No entanto, a má alimentação da criança pode gerar vários problemas. No Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren) da Vila Jacuí, São Paulo, já foram atendidas crianças que sofriam, ao mesmo tempo, de anemia (carência de nutrientes essenciais como ferro e zinco) e de colesterol alto (causado, muitas vezes, pela ingestão excessiva de alimentos gordurosos).

O Programa de Saúde nas Escolas do Ministério da Saúde busca disseminar o conhecimento sobre os alimentos a crianças de todas as idades desde os pequenos até os adolescentes. No entanto, a nutricionista do programa, Juliana Pizzocolo alerta que a família tem que ajudar.

“O que peca é que, não adianta a criança aprender sobre o alimento e as suas funções na saúde, a família não dá continuidade”, diz.

Na correria do dia a dia, as pessoas não têm mais tempo para se dedicar à alimentação. A comida perdeu valor, sendo apenas mais uma mercadoria, quanto mais prática melhor; gerando bilhões à indústria alimentícia. Quem sai ganhando?

Enquanto isso, as feiras são cada vez mais raras nos principais centros urbanos. Afinal, os supermercados oferecem “tudo” que o consumidor precisa: prateleiras cheias de comida de mentira que facilitam a vida.

Os valores contemporâneos são outros, há muito o que pensar sobre o bolso e pouco para pensar sobre o resto. A nutricionista Juliana Pizzocolo explica:

“Quando você vai falar sobre um alimento, a sua origem e quais as suas funções, você cria um emaranhado de raciocínio. Ou seja, o individuo precisa olhar, absorver informação e raciocinar e chegar a uma conclusão. Isso faz com que a pessoa muitas vezes precise sair da zona de conforto e isso atrapalha, isso incomoda.”

Não importa mais como as coisas chegam na nossa mesa, ou como ela é feita. Não sabemos mais o que estamos colocando para dentro do corpo. Isso não importa, afinal, temos outras prioridades. Hmm… será?

Se somos aquilo o que comemos, como dizem os especialistas, então nós estamos com um problema sério.

Fonte(s): G1, BuzzFeed, BBC, Época, Novos Alunos
Aline Vilela
Jornalista, se acha blogueira de Instragram. Gosta de tirar selfies e fotos do look do dia. Não come queijo, só se for na pizza (como é que é?). Arroz é por baixo e feijão por cima. Ama ler e passou a adolescência entretida com romances água com açúcar.

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