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Racismo não é raro no Brasil: dados contradizem declaração de Bolsonaro

Presidente demonstra total ignorância sobre as questões raciais do país.

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (07), em entrevista à Luciana Gimenez, que racismo no Brasil “é uma coisa rara” e que já está “de saco cheio” dessas questões.

Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou que não é racista, pois em 1978 teria salvo um soldado que afundava numa lagoa: “Se eu fosse racista, um negão caiu dentro da água eu ia fazer o que? Cruzar os braços”, afirmou o presidente.

Segundo o dicionário: “racismo é um conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias.” Partindo dessa premissa, o IBGE afirma que o Brasil está muito longe de se tornar um país racialmente democrático.

“A questão da escravidão é uma marca histórica. Durante esse período, os negros não tinham nem a condição de humanidade. E, pós-abolição, não houve nenhum projeto de inserção do negro na sociedade brasileira. Mesmo depois de libertos, os negros ficaram à própria sorte”, destacou o doutor em Ciências Sociais, Otair Fernandes, em entrevista ao IBGE.

Abaixo, elencamos alguns dados que ilustram como a questão racial no país é um grave problema estrutural:

Vale lembrar que, segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras.

Com as declarações dadas, o presidente demonstra não conhecer a realidade do país que governa. Ou pior: demostra desprezo por todos os estudos e estatísticas que colocam o Brasil numa situação de abismo racial.

Daiane Oliveira
Redatora, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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