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R$403 milhões: Parada LGBT ultrapassa F1 como evento mais lucrativo de São Paulo

Mais do que o carnaval, é o evento com maior índice de arrecadação diária na cidade.

  • Movimentou 40% mais a economia da cidade do que em 2018.

  • Se consolidou como o evento com maior índice de arrecadação diária.

  • Prefeitura de São Paulo fecha o Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD).

“O Brasil não pode ser o país do turismo gay”, disse Jair Bolsonaro aos jornalistas em Abril desse ano. Apesar do desejo do presidente, a Parada LGBT movimentou na cidade de São Paulo 403 milhões de reais em um só dia. Valor 40% maior que o registrado em 2018, quando inseriu R$ 288 milhões na economia local.

O evento é a prova de que o turismo gay, tão criticado pelo presidente – que até excluiu do Plano Nacional de Turismo de seu governo -, está em constante ascensão e tem enorme potencial de crescimento econômico; inclusive avançando mais do que o turismo geral no país.

Com tamanho sucesso de arrecadação, a parada LBGT ultrapassa o Grande Prêmio de Fórmula 1 e se consolida como segundo maior evento da cidade de São Paulo: o GP de 2018 movimentou R$334 milhões no município. Como a corrida acontece em 3 dias, a média de arrecadação diária fica em torno de R$111 milhões, contra os mais de R$400 milhões que a Parada movimenta no único dia.

Vale dizer que o Carnaval, também alvo de críticas obscenas de Bolsonaro, é o evento que mais rende para a cidade atualmente. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo, a festa popular fez circular mais de R$2 bilhões durante os desfiles que aconteceram entre os dias 23 de fevereiro e 10 de março de 2019.

Ainda que a arrecadação do Carnaval seja mais expressiva, a média diária é também menor que a Parada LGBT. Considerando os 16 dias contabilizados pela prefeitura no Carnaval, o evento faz circular cerca de R$125 milhões por dia.

Ironicamente, enquanto a Parada LGBT se consolida como o evento com maior índice de arrecadação diária, na maior cidade do país, a prefeitura de São Paulo corta verba do Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD). Segundo a Folha, o local que atende mil pessoas por mês deve fechar as portas nesta segunda-feira (1º), após cortes nos serviços de proteção básica e especial da prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB).

Fonte(s): HuffPost Brasil, O Globo, Põe na Roda
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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