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Vai, planeta!

Talk Show dos EUA cria site ‘golden shower presidente’ para angariar doações à Amazônia

O talk show ‘Patriot Act with Hasan Minhaj’ foi responsável pela ideia inusitada.

Sucesso na crítica, o divertido e polêmico programa estadunidense Patriot Act with Hasan Minhaj, que estreou na Netflix em 2018, tem dado o que falar desde seu lançamento. Em cada episódio do talk show, Hasan Minhaj traz uma perspectiva incisiva e diferenciada para notícias globais – é claro, o Brasil já foi pauta algumas vezes.

Em um de seus episódios: “Brasil, Corrupção e Amazônia“, o apresentador abordou os impactos que a corrupção e o que ele chama de “quantidade insana de ganância política e corporativa” têm no desmatamento da Amazônia.

Nesse episódio, aponta superficialmente os escândalos de corrupção que o Brasil esteve envolvido nos últimos anos e menciona o histórico polêmico do atual presidente Jair Bolsonaro; incluindo o famoso tweet feito por ele e já deletado após polêmicas:

Além dos dados preocupantes, sobre o avanço do desmatamento da Amazônia nos últimos anos, que detalhamos abaixo, o apresentador ainda puxa a orelha da audiência estadunidense. Isso porque os EUA são responsáveis por 76% do faturamento da maior indústria brasileira de carne bovina, a JBS, enquanto a pecuária é responsável por 80% do desmatamento da região.

Fora mencionar a importância mundial da Amazônia, que abriga cerca de 10% de todas as espécies do Planeta Terra, Hansan Minhaj fez outros comentários ácidos sobre a postura de Bolsonaro e disse que os tweets de presidente são “insanos“:

“Bolsonaro soa como todo último comentário antes de alguém ser bloqueado no Twitter”, brinca o apresentador.

Como forma de retaliação, o apresentador encontrou uma maneira de “trollar” o presidente e, ao mesmo tempo, ajudar a Amazônia. O talk show comprou o domínio GoldenShowerPresidente.com para pedir doações à organizações que ajudam a preservar a Floresta Tropical.

“20% da floresta amazônica foi destruída nas últimas cinco décadas. Aqui estão algumas organizações que você pode apoiar na luta para proteger a Amazônia e seu povo”, diz a página inicial do site.

As ONGs mencionadas no site são:

  • Amazon Watch – uma organização sem fins lucrativos que, desde 1996, promove campanhas para proteção dos sistemas ecológicos e promoção dos direitos dos povos indígenas da Amazônia;
  • Fundo Socioambiental CASA – uma instituição que angaria apoio financeiro e oferece capacitação para iniciativas sociais e ambientais de ONGs e grupos comunitários da América do Sul;
  • ISA (Instituto Socioambiental) – instituto que, há 25 anos, atua como aliado dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhos e coletores florestais; buscando defender a herança ambiental do Brasil.

O que foi abordado no episódio

Sobre a questão da Amazônia, o programa levantou alguns dados preocupantes. Mostrou que, apesar de entre 2004 e 2012 os índices terem caído em 84%, a situação ainda não é boa:

  • Só em 2017, o desmatamento da Amazônia subiu 13,7%, o que significou uma perda de mais de 1 bilhão de árvores. E, como a Amazônia é considerada os “pulmões da Terra” – por absorver 25% das emissões de carbono capturadas pelas florestas do mundo – isso tem impacto no mundo inteiro.
  • A pecuária é responsável por até 80% do desmatamento e por transformar florestas em áreas de pastagem. Isso acaba sendo “maquiado” por dados econômicos, já que o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, sendo o agronegócio responsável por quase 1/4 da economia nacional.
  • Assim, a indústria da carne brasileira, dominada pelo grupo JBS (maior grupo de processamento de carne do mundo), é o grande impulsionador do desmatamento da Amazônia. 

Hasan lembrou que a JBS, uma das empresas mais corruptas do mundo e que faturou 46 bilhões de dólares só em 2018, tem fortes vínculos com o atual governo: Tereza Cristina, atual ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, concedeu incentivos fiscais à JBS enquanto fazia negócios pessoais com eles; e Ônyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, admitiu ter recebido Caixa 2  do Grupo.

Fonte(s): Folha, Congresso em Foco
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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