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Professor cria prova onde aluno pode pedir ajuda para a família, igual ‘Quem Quer ser um Milionário’

O apoio familiar faz toda a diferença.

Quem tem as memórias de dias de avaliação ainda frescas, seja na escola ou na Universidade, sabe que o momento é sempre cheio de muita tensão. Uns mais, outros menos, a verdade é que não dá para ficar imune ao espírito que envolve dias ou semanas de prova.

Um professor da rede pública municipal de Maricá, Rio de Janeiro, teve uma ideia para amenizar a tensão e tornar o dia de avaliação menos temido pelos alunos: gameficar a prova. William Corrêa, docente de Ciências Físicas e Biológicas, compartilhou pelas redes sociais uma experiência inusitada:

Os meus alunos fizeram prova e podiam escolher 1 questão que tivessem dúvida pra ligar pra alguém da família de forma que a família ajudasse a fazer.

Passei autorização antes e aí eu sabia pra quem eu podia ligar sem atrapalhar a rotina de ninguém”, contou pelo Facebook.

Sim. A inspiração foi nos moldes do famoso concurso televisivo “Quer Quer Ser um Milionário” – “mas sem o milionário“, brincou o professor na publicação.

O concurso, que já virou filme, atualmente passa no programa Caldeirão do Huck, na Rede Globo.

A ideia, apesar de parecer simples, movimentou a escola onde William leciona e promoveu interação entre o professor, os alunos e seus familiares.

O principal objetivo não era que as famílias soubessem responder. Era estimular o processo de participação da família no processo avaliativo e me aproximar do contexto familiar. E, consequentemente, aproximar esse contexto do meu trabalho”, explicou o docente.

A ideia de William teve adesão total na escola e contou com participação inclusive dos profissionais que trabalham na inspeção. O professor contou que o dia de avaliação, geralmente carregado de tensão entre os alunos, virou um jogo; e que era exatamente essa a proposta.

Em entrevista ao SOS, William contou que as relações entre ações de atratividade das famílias e a melhora de desempenho escolar é uma das hipóteses do seu doutorado, ainda em curso.

“Existem várias evidências de que apoio familiar faz diferença. É uma coisa que está no senso comum, mas pra sair do senso comum a gente precisa ir para as evidências científicas”, destacou.

William deixa claro que a estratégia não foi perfeita, mas que funcionou dentro de seus limites. Perfeição, aliás, é algo que nunca passou pela cabeça do professor.

Apesar de ter conseguido a provocação que desejava e o bem estar dos alunos, o docente reconhece que precisa reavaliar alguns pontos e problemas que identificou na prática; mas sente que está no caminho certo, porque sabe que precisa fazer algo para melhorar e atrair as famílias.

Sabe o que me fez achar que funcionou? A receptividade das pessoas para quem liguei e a alegria dos alunos com essa possibilidade. Sei lá, talvez deu alguma segurança simbólica”, pontuou.

Na publicação, William destacou que o relato mais marcante foi de uma aluna dizendo que o pai, que sempre cobrou muito de seu desempenho escolar, deu a certeza de que estaria em casa, com livro na mão, aguardando a ligação da filha: “Disse pra eu dar o meu melhor e que ele estaria comigo”.

O docente menciona que seu principal foco é  ajudar a fomentar no espaço escolar onde leciona um clima escolar positivo; mas que pretende melhorar sua estratégia inclusive para que ela seja replicada em outros cenários.

Acima de tudo, William aponta que é preciso dar suporte aos alunos: “Cobrança precisa vir junto do apoio. E o apoio vem primeiro“, finaliza.

 

Leia a publicação completa:

Fonte(s): Facebook/William Corrêa
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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