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Atitude Coletiva

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A ciência explica porque somos fascinados pelo Apocalipse

Saber quando será o fim dos tempos é um sistema de defesa do cérebro.

Já parou para pensar porque todos os anos, para não dizer meses, sempre pinta uma matéria dizendo que o mundo vai acabar em tal data? Pois saiba que isso tem uma explicação científica.

O interesse em clicar para ler esse tipo de conteúdo pode ser explicado pela neurociência. Segundo um estudo, estar ciente de quando as coisas ruins vão acontecer pode tornar tudo menos sofrido.

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De acordo com um estudo realizado pelo professor de psicologia Stewart Shankman da Universidade de Illinois, em Chicago, e mencionado no programa de TV apresentado pelo ator Morgan Freeman, “A história de Deus” (disponível na Netflix), saber que o mal se aproxima e vai acontecer, pode realmente fazer você ficar mais tranquilo e aliviado.

Para chegar nessa constatação, o professor realizou um experimento em seu laboratório que tinha como objetivo analisar como o cérebro reage a situações ruins, sabendo previamente que elas acontecerão e qual a diferença nessa reação quando a bad news vem em forma de surpresa, sem sabermos com antecedência.

Durante o experimento, o cientista colocou vários eletrodos espalhados pela cabeça de uma voluntária, que tinham a função de capturar dados sobre o medo, atividade cerebral e níveis de estresse.

Segundo o especialista, esses três itens juntos são capazes de medir a intensidade da resposta à um susto, por exemplo, ou uma má notícia.

Professor de psicologia Stewart Shankman e a voluntária

A voluntária já “equipada” com os eletrodos foi informada que na primeira fase do estudo, em um determinado prazo de tempo, ela poderia receber uma descarga elétrica. Mas não a informaram exatamente quando o choque aconteceria, nem se ele iria ocorrer de fato. Dado a descarga elétrica, foram analisados os dados registrados.

Na segunda fase, ao contrário da primeira, foi avisado à voluntária exatamente quando a descarga elétrica seria liberada. Feito isso, os resultados de ambas as fases foram comparados.

De acordo com os resultados apresentados, saber quando uma coisa está para acontecer cria uma experiência emocional qualitativamente diferente de quando não sabemos.

No experimento, o susto, os níveis de estresse e o ritmo dos batimentos cardíacos da voluntária foram bem menos intensos quando ela já estava ciente de quando aconteceriam as descargas elétricas.

De acordo com o especialista, isso sugere que tornar previsível algo ruim, por mais difícil que seja essa situação, trará muito mais conforto ao cérebro do que saber absolutamente nada e ficar na expectativa.

O fim dos tempos!

Ainda de acordo com o programa de TV, esse resultado curioso pode explicar a fascinação de muitas pessoas pelo juízo final. Ou seja, acreditar que o fim do mundo está próximo e tem até uma data certa para ocorrer pode representar o alívio que muitos buscam para tocar suas vidas.

O fim está próximo

Fonte(s): Netflix
Redação - Almanaque SOS
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