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Atitude Coletiva

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Por que as pessoas respondem de forma diferente às mesmas drogas?

Colunista do The New York Times e sua experiência com a maconha.

Rodrigo Guarizo Publicado: 01/08/2014 11:55 | Atualizado: 04/08/2014 22:25

 

No começo deste ano, Maureen Dowd, colunista do New York Times e vencedora do Prêmio Pulitzer – por essas obras aqui – experimentou um pouco de maconha, mas a sua viagem não foi das melhores.

Como parte de sua pesquisa sobre a legalização da maconha recreativa no Colorado, ela comeu uma barra de chocolate “batizada” e chapou forte (também conhecido por “entrar em estado alucinatório”).

— “Cara, tô muito doido.”

Passou oito horas com pura paranóia em cima de sua cama em um quarto de hotel, enrolada em um cobertor. Dowd usou a experiência como ponto de partida para discutir os riscos do consumo excessivo de maconha comestível, uma questão importante nos estados americanos “amigos da erva”.

 

Mas por que isso acontece?

No entanto, deve ser levado em conta que Dowd pode não ser muito receptiva à maconha, mas por que as pessoas reagem de forma diferente a maconha?

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Em 2010, pesquisadores mostraram que o pré-tratamento de pessoas com surtos psicóticos com uma dose de CBD (cannabidiol) pode proteger contra os efeitos menos agradáveis ​​do THC (tetrahidrocanabinol), tais como paranóia.

Em um estudo similar de 2012, os participantes tomaram comprimidos que continham apenas um dos dois produtos químicos – ao invés dos dois ao mesmo tempo que você recebe quando fuma ou ingere a maconha. Os indivíduos que tomaram pílulas de THC foram mais propensos a sofrer paranóia e ilusão do que aqueles que tomaram as de CBD.

Para os pesquisadores, o THC é quem prejudica a nossa atenção e nos faz ignorar alguns estímulos rotineiros, dando foco para coisas insignificantes, e isso pode contribuir para a paranóia. O cérebro de Maureen Dowd pode ter não ser preparado para o THC, enquanto, bem como outras pessoas recebem o CBD mais eficientemente.

 

Resumindo

A noite difícil de Maureen Dowd em Denver tinha algo a ver com a quantidade e o tipo de droga que ela consumiu, bem como sua própria reação a certas substâncias químicas psicoativas, mas sua constituição psicológica também provavelmente desempenhou um papel.

Com isso, deixamos a dica aqui: não abuse das drogas.

 

Rodrigo Guarizo
Jornalista em formação, já passou pelo Portal ObaOba e já brincou de social media, além de produzir festas por São Paulo e rodar o país tocando em baladas. Dono do incrível poder da memória inútil, conta histórias ricas em detalhes que ninguém se importa. Mas são legais.

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