• Colabore!
  • Sobre nós
  • Contato

Vai, planeta!

Plantas em casa: soluções rápidas para os problemas mais comuns

As principais dicas para não matar as plantas da sua casa.

Adriano Ferreira Publicado: 26/03/2021 12:42 | Atualizado: 12/04/2021 13:09

Não se culpe por matar suas plantinhas, ninguém nasce sabendo. Veja a seguir as principais dicas para solucionar os problemas comuns de plantas no seu lar.

 

Ninguém gosta de ver as queridas plantas com uma aparência de “acabada” e ainda menos com folhas danificadas, afinal elas também são seres vivos e merecem dedicação.

O youtuber Henrique Butler, que dedica seu tempo para falar sobre o mundo das plantas e da sua vida em Itupeva, interior de São Paulo, deu algumas dicas importantes para ajudar em diversos problemas de plantas que são comuns no dia a dia.

A seguir, saiba quais são as principais técnicas para solucionar problemas comuns de plantas domésticas. A lista de soluções para o seu jardim também contou com auxílio da paisagista Lúcia Borges, do canal Vida no Jardim.

 

1. Planta que não floresce ou não frutifica

Plantas que não florescem e consequentemente não frutificam normalmente apresentam falta de fósforo no solo. O fósforo é essencial para o florescimento. Por isso, é recomendável adubar com Farinha de Osso ou NPK 04-14-08. Esses dois adubos são ricos em fósforo.

Se o solo já estiver adubado, pode ser que a planta não esteja recebendo a claridade que necessita. Então o ideal é saber se a planta gosta de sol pleno, sombra ou meia sombra.

Sol pleno é quando existe a exposição de mais de seis horas por dia. Meia sombra é quando o sol é filtrado ou está no limitado a quatro horas por dia. Já a sombra, os raios solares não atingem diretamente a planta, mas o local tem bastante claridade. A grande maioria não se desenvolve bem em ambientes escuros.

Aplicação de farinha de ossos no tomateiro.

 

2. Planta murchando, mesmo regada com frequência

Esse problema é um dos mais frequentes que o influenciador digital, especialista em plantas, Henrique Buttler recebe.

“Quando as pessoas percebem que a planta está começando a murchar, é natural deduzirem falta de água, por isso, normalmente regam a planta e ela fica murcha e molenga”, conta.

De acordo com Buttler, o problema indica substrato compactado, que acontece com a terra muito dura e sem material que auxilie na drenagem, provocando falta de oxigênio nas raízes.

É recomendável adicionar (escolha um):

  • carvão de churrasqueira limpo e picado;
  • casca de arroz carbonizada;
  • 50% de areia de construção – dependendo da planta;
  • ou um pouco de vermiculita – o método mais comum.

Todos esses materiais auxiliam na drenagem do solo.

Quando as plantas são regadas, essa água precisa passar pela terra e ir embora. No caso de acúmulo, acontece morte por falta de oxigenação.

 

3. Lagartas comendo as folhas

As lagartas não são nada mais do que filhotes de borboletas. Folhas bonitas e saudáveis são os alvos das borboletas para botar seus ovos, pois elas servem de alimento para as lagartas.

Uma casca de um ovo em um galho maior já é suficiente para espantar as borboletas que não vão querer se aproximar por medo de predadores. O tamanho do ovo, dizem, é responsável por afugentar o animal.

Além dessa solução simples, usar “calda de fumo” também pode resolver a invasão. Segundo o manual para controle de pragas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), esse é o passo a passo:

  • Pique meio palmo de fumo de corda e coloque-o em 1 litro de água com 1 xícara (café) de álcool.
  • Deixe de molho por 24 horas.
  • Depois, coe e guarde a calda num vidro que receberá tampa e um rótulo identificando o que tem dentro.

 

4. Formigas cortadeiras

As formigas cortadeiras ou carregadeiras deixam a planta careca da noite para o dia. O gergelim é uma estratégia eficiente. Basta deixar um punhado perto do alvo que está sendo atacado.

De acordo com Guilherme Barcellos Gjorup, doutor em agronomia, normalmente, as formigas carregam apenas folhas inofensivas para o formigueiro, mas o gergelim é uma exceção; segundo o especialista, ele mata o fungo que é o alimento das formigas e também as próprias formigas, ao consumirem a seiva.

Formiga levando gergelim para o ninho.

 

5. Fungos

Fungos são manchinhas amareladas, escuras ou esbranquiçadas que aparecem nas folhas e flores. Isso indica que a planta está recebendo pouca claridade ou está com muita umidade, inclusive gerando mofo nas raízes.

Além de resolver a luz e a drenagem, usar “Óleo de Neem” é excelente pois combate diversos tipos de fungos. Além disso, o chá de camomila é outro ótimo fungicida. Basta fazer uma mistura com água e borrifar nas folhagens ameaçadas pelos fungos.

Falamos mais sobre Óleo de Neem e outras ideias em outro artigo: 13 Receitas para afastar pragas de plantas (clique no texto em roxo).

 

6. Estiolamento (comum em suculentas)

Estiolamento afeta muitas plantas, principalmente as suculentas. Estiolamento é quando as folhas, hastes e caules se alongam de forma descontrolada, devido à falta de sol, por isso, o crescimento rapidamente tentando buscar a luz solar.

“Nesse caso recomendo fazer uma poda radical na suculenta e inseri-la aos poucos em um ambiente que receba bastante sol. A poda não é obrigatória, mas se for feita, podemos fazer novas mudas com a parte cortada”, recomenda Henrique Buttler.

 

7. Folhas amareladas

Durante adaptação ao novo local de cultivo

É comum algumas folhas, principalmente as inferiores e desgastadas, amarelarem durante o período de adaptação ao novo local de cultivo. Em geral, esse período de adaptação ocorre entre um a dois meses.

Importante fazer regas regulares nas novas plantas e retirar as partes amareladas e secas. E fique tranquilo, normalmente, após esse período novas folhas começam a surgir.

Por luminosidade inadequada do local de cultivo

As folhas das plantas podem amarelar tanto no excesso de luminosidade sobre elas, quanto na falta de luz.

No excesso de luz também ocorre um atrofiamento ou ressecamento.

“Nesse caso é importante colocar a planta em local com menos intensidade de luz, podar as regiões com maior prejuízo e fazer regas frequentes para a recuperação”, ressalta a paisagista Lúcia Borges.

Se a planta estiver em local com menos luz natural do que ela precisa, suas folhas também podem amarelar. E em geral há um estiolamento e ainda pode haver um aspecto apodrecido na base.

Nesse caso último caso, é bom colocar em local com maior intensidade de luminosidade e podar as partes mais amareladas, se a planta for do tipo arbustiva, convém fazer poda de desponta nos ramos superiores para estimular novas brotações.

Por rega inadequada

Tanto na falta, quanto no excesso de água, é comum as folhas ficarem amarelas. Na falta de água, a planta pode também estar murcha, com folhas de aspecto queimado. Se for esse o motivo, é bom podar onde estiver um amarelado maior e regar com frequência e abundância a planta.

Se a planta recebeu água em excesso, suas folhas também amarelam, e nesse caso ela pode ficar mole, com mau cheiro e com aspecto apodrecido. É necessário espaçar as regas. Se possível colocar a planta em local com passagem de ar e podar as folhas locais mais prejudicadas.

 

8. Folhas cortadas ou rasgadas

As folhas das plantas ficam cortadas ou rasgadas quando estão sendo atacadas por alguma praga ou se sofreram algum acidente, ou se o local está com muito vento.

As pragas, em geral, responsáveis por isso são: formigas, lagartas, lesmas e caracóis. Para controlar esse problema, é importante identificar qual animal fez isso. Porém pode acontecer de o vaso da planta cair, ou em seu desenvolvimento, invadir o local de circulação de pessoas,. Se as folhas ficam esbarrando em paredes, elas podem quebrar e rasgar.

“É comum as folhas rasgarem se estiverem em locais com muito vento. Nesses casos é importante retirar as regiões mais afetadas, fazer regas regulares e se possível colocar em um local adequado para o cultivo”, destaca a paisagista.

Ventos podem deixar as folhas cortadas.

 

9. Raízes enoveladas nos vasos

Plantas cultivadas em vasos necessitam ser re-envasadas depois de um período de tempo, pois com o crescimento das raízes, elas começam a não ter espaço para se desenvolver e ficam enoveladas. Se não fizermos o re-envasamento, é comum a o atrofiamento e também a suscetibilidade ao ataque de pragas e doenças.

Para fazer o re-envasamento, é fundamental retirar a planta e se possível recolocá-las em recipientes maiores com novo substrato. Caso queira colocar no mesmo vaso, é possível fazer uma poda superficial das raízes e replantá-las, completando com um novo substrato (adequado à espécie).

Troca de vasos é importante para plantas saudáveis

 

10. Pontas secas e enrolando

Normalmente indica falta de umidade do ar. Plantas nativas de florestas tropicais, por exemplo, estão acostumadas com um alto índice de umidade. Então, no caso das Marantas, se o clima estiver seco, elas vão enrolar e provavelmente ficam com a ponta queimada.

Plantas como a Palmeira Ráfia, apresentam normalmente as pontas secas também. É natural da planta para se proteger da desidratação. Nesse caso podemos cortar essas pontas.

Folhagens como a Alpínia se enrolam para se proteger do sol forte e da falta de umidade. Em dias chuvosos, ficam mais abertas, em dias quentes e secos, acabam enrolando as folhas para se proteger.

Para todos os casos a solução é borrifar água com frequência em dias secos – jamais faça isso enquanto o Sol estiver forte, pois pode queimar; opte pela manhã ou final da tarde. Se possível, deixe por perto um umidificador de ar, a planta vai amar!

Alpínia Zerumbet enrolando as folhas por falta de umidade ou calor excessivo e Palmeira Ráfia com pontas secas.

 

Fonte(s): Mundo naturarte, Revista casa e jardim, Embrapa
Adriano Ferreira
Autor do e-book cômico: "As Aventuras de um Jovem Chamado Adriano Ferreira", colaborador do UOL Nossa e fala de viagens no Insta: @dianoferreira. Também ama se divertir com os comentários hilários nas redes sociais. Só fica faltando a pipoca.
tags: horta , jardim , plantar , plantas

Tá na rede!

Em caso de chefe
clique aqui