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Sinta-se Bem

Pesquisa revela que amar ou odiar coentro é genético (mas tem como mudar isso)

A preferência está no sangue, mas ela pode ser revertida.

Dario C L Barbosa Publicado: 17/07/2017 15:21 | Atualizado: 17/07/2017 15:56

O mundo se divide em dois tipos de pessoas: as que amam e as que odeiam coentro.

Eis que a ciência descobriu que a opinião sobre esse polêmico ingrediente, popular na culinária asiática e muito presente nos pratos do Brasil, tem origem genética e pode passar de geração para geração.

Família não termina no sangue

A informação se deu através de uma pesquisa, realizada pelo neurocientista comportamental Charles Wysocki, e publicada no site científico Nature, que observou a repulsa ao coentro por irmãos gêmeos.

Para o pesquisador, há uma forte evidência de que há no amor e ódio ao condimento, um componente hereditário em ambas as reações.

Segundo a pesquisa, 80% dos gêmeos idênticos têm a mesma opinião em relação ao coentro. Já os gêmeos bivitelinos (não idênticos), o índice de concordância na opinião cai para 50%.

A origem do “coentro, credo!”

Nicholas Ericksson, pesquisador da Universidade de Chicago realizou uma pesquisa em 2012, publicada no site da universidade e o resultado revelou que são variações genéticas ligadas ao olfato que definem se uma pessoa vai gostar ou odiar a planta.

Segundo os estudos de Ericksson, quem odeia coentro geralmente tem uma alteração genética que o torna mais sensível ao aldeído, um composto orgânico presente nas folhas de coentro e também na baunilha, canela e amêndoas amargas.

Esse aldeído semelhante ao álcool é muito usado na produção de perfumes. Para uma parte desses haters, o cheiro pode lembrar o aroma de sabão, por exemplo. Quando o cérebro sente cheiro do coentro e o associa ao sabão, a repulsa surge como uma forma do nosso corpo se proteger daquilo pois, pelo cheirinho, nossa “cabeça” entende que aquilo não é comestível – é sabão!

E unindo essa variação à cultura da região, a preferência ao coentro se define.

O ódio pelo mundo

Falando da forma como a cultura pode influenciar nosso amor (ou ódio) pelo coentro, uma outra pesquisa, desenvolvida pela pesquisadora em nutrição Lili Mauer, da Universidade de Toronto, e publicada no site científico Flavor, revelou como é a “relação” ao coentro nas diferentes populações.

Na Ásia Oriental, como no Japão e China, 21% da população odeia o ingrediente. Na Europa e na África a porcentagem de pessoas com repulsa ao condimento fica em, respectivamente, 17% e 14%.

Na América Latina, na Índia, Nepal e Bangladesh (entre outros países da região) e no Oriente Médio, eles somam cerca de 3% a 7%, isso porque nessas localidades o uso do coentro é muito mais comum e, por isso, é mais aceito.

Mudando de opinião

Embora os estudos apontem que o gosto é mesmo uma característica genética, o neurocientista Jay Gottfried revelou ao site do The New York Times que é possível mudar sua opinião em relação ao ingrediente.

Como esse lance do olfato é quem define tudo, o neurocientista revela que amplia nosso repertório de odores de pratos que levam o coentro pode ser uma boa maneira de começar a gostar do ingrediente.

Ou seja, você faz seu cérebro entender, inconscientemente, que aquele cheiro de sabão que ele acha que está sentindo, na verdade é uma refeição deliciosa. Mas como ele é “cabeça dura”, você vai precisar dar muitos exemplos, basta sair cheirando todas as delícias que levam coentro como tempero.

Além da técnica ter funcionado com o doutor, que antes se considerava um coentrófobo – quem tem aversão ao coentro – o site Nexo Jornal revela que essa artimanha também funcionou para a brasileira Neide Rigo, que disse a publicação antes odiar o ingrediente e hoje, após se “acostumar” com o cheiro, vem amando a ervinha.

“Comecei com os pratos tailandeses, com ele combinado com limão. Hoje adoro o cheiro do coentro em certas saladas, sopas com leite de coco e, claro, com peixes. E se pego nele e minha mão fica cheirando, fico com ela junto ao nariz me deliciando com o perfume” – declara a culinarista.

Se você quer se jogar nesse mundo do coentro, além de acostumar seu olfato com o ingrediente, há um outro truque para o sabor intenso da erva parecer mais agradável ao seu paladar.

Segundo este estudo japonês publicado no site científico CAS, você aumenta as chances de gostar de coentro se picar as folhas “bem picadinho”. Isso vai transformar o aldeído em outra substância, que não tem cheiro. Fazer molho pesto, por exemplo, é uma boa pedida para os iniciantes, aconselha a publicação.

Fonte(s): Nexo Jornal
Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão pela internet em 2012. Vegetariano, meditante e ecossocialista na luta por consciência e equidade. ( Twitter - Instagram ).

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