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Sinta-se Bem

O Álcool faz mais mal ao Cérebro do que a Maconha, revelam pesquisas

O álcool causou perda de massa cinzenta. A maconha só larica.

Apesar da onda conservadora que assola o mundo inteiro, cada vez mais a ciência vem descobrindo os poderes medicinais da maconha.

A mais recente descoberta vem chamando a atenção ao revelar que quando trata-se de saúde cerebral, a erva é significativamente menos prejudicial do que tomar uns bons drinks.

A pesquisa, desenvolvida pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, teve como objetivo entender como o cérebro reage aos efeitos da cannabis e quais possíveis problemas ela poderia causar.

Para isso, os cientistas analisaram uma série de imagens cerebrais de jovens e adultos, alguns usuários de maconha, outros de álcool.

Foi constatado então que, nas pessoas que consumiram álcool – em especial os adultos que já bebiam há algum tempo – , houve uma perda significativa de massa cinzenta (parte que controla o funcionamento do cérebro) e da massa branca (região que controla a comunicação entre os nervos e cérebro).

Segundo os cientistas, qualquer diminuição em uma dessas regiões podem atrapalhar, de maneira considerável, o funcionamento da nossa cachola.

Já os cérebros daqueles que fumaram um baseado, nenhuma mudança realmente significativa foi observada, tanto nos adultos como nos jovens. A maconha não causou impacto algum, a longo prazo, na saúde cerebral dos usuários.

Enquanto a maconha pode também trazer consequências negativas, ela não está definitivamente nem perto das consequências negativas do álcool, revela Kent Hutchison,  um dos responsáveis pela pesquisa, em entrevista ao site Medical News Today.

Bons Drinks

Além das já conhecidas doenças relacionadas a marvada, como cirrose, hepatite, problemas cardíacos, etc., um outro estudo publicado no começo desse ano (2018), declarou que o consumo da bebida alcoólica foi um fator influente para o aparecimento de todos os tipos de demência.

Depois de observarem mais de um milhão de pacientes diagnosticados com a doença, os cientistas concluíram que cerca de 57% dos casos de demência de início precoce (antes dos 65 anos) estavam relacionados ao consumo do álcool. Segundo o estudo, quem bebe em excesso tem cerca de três vez mais chances de desenvolver a doença.

Apesar dos estudos citado terem colocado em cheque o consumo de bebida alcoólica, ao mesmo tempo que “pegaram leve” com a maconha, as coisas não são tão simples assim.

Devido ao grande tabu que envolve a erva, ainda se sabe muito pouco sobre ela. Os estudos são recentes e, por isso, muitas vezes conflitantes. Por exemplo, já falamos aqui sobre estudos afirmando que o consumo da erva pode aumentar em até 6 vezes as chances do desenvolvimento da esquizofrenia em jovens.

E enquanto existem pesquisas falando que fumar um baseado é mais saudável que fumar cigarros – em relação ao câncer de pulmão -, há também pesquisas apontando que a erva é pior do que o cigarro em relação a saúde cardiovascular, já que seu uso pode aumentar 3 vezes as chances de alguém morrer de hipertensão arterial.

O debate sobre “maconha vs. álcool” ainda é muito nebuloso, portanto o melhor a fazer é simplesmente moderar o consumo.

O limite seguro de consumo de álcool varia muito de pessoa para pessoa e de país para país, mas existe uma tabelinha que você pode se basear, falamos tudo nesse artigo. Quanto ao consumo seguro da maconha, não existe um estudo sobre isso; no Brasil, por ainda ser ilegal, o melhor é não consumir.

Fonte(s): Super Interessante, O Glovo, Medical News Today
Redação - Almanaque SOS
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