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Vai, planeta!

Pelo amor aos animais: sempre corte o lacre plástico das garrafas!

Aves e animais marinhos estão morrendo por um descuido nosso.

Já parou pra pensar que enquanto você toma sua garrafinha de água mineral, um pássaro ao redor do mundo está perdendo a vida por conta de um lacre plástico? Pois é!

As aves tem sido vítimas de anéis plásticos usados para lacrar garrafas PET, por conta do descarte irregular no meio ambiente; as espécies que vivem em regiões marítimas são as mais afetadas. Só no litoral brasileiro, a maior parte de lixo marinho é plástico, resultado de resíduos deixado nas praias por banhistas, descartados por embarcações e inexistência de coleta seletiva em algumas regiões.

A bióloga Giulianna Tavares Dias, especialista em Geologia Ambiental, enfatiza que o plástico é um dos maiores males para o meio ambiente. Mesmo que reciclável, não existe política pública adequada para a destinação deste material.

“Isso faz com que o lixo não tenha um local certo pra ser descartado. Aí entra a parte social, que despeja seu lixo não só no mar, mas na rua (vai pro esgoto e depois pro mar), e nos rios. Em contraponto está a política de resíduos sólidos que não funciona, não tem estratégias e nem fiscalização”, lamenta.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos a cada ano.

Não existem números exatos da quantidade de animais que são afetados especificamente por lacres de garrafas não cortados, mas um estudo realizado pela Universidade de Plymouth, Reino Unido, em 2015, afirma que pelo menos 44 mil animais já engoliram ou ficaram presos em dejetos plásticos desde a década de 60.

Giulianna Tavares afirma que os animais confundem qualquer resíduo com alimento, eles não têm a noção do mal que pode causar:

“O plástico tem sido um grande fator que colabora para morte em massa de muitos grupos de animais. Isso gera desequilíbrio, pois se perde um determinado grupo animal que é predador de outro grupo, e esse outro grupo se multiplica”, explica.

Mas como os lacres interferem na vida de pássaros?

Com dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras:

Todos os materiais plásticos descartados no ambiente causam danos a vida animal e vegetal. Mas os lacres de garrafas PET, em específico, resultam tragicamente na morte de varias espécies (é bem grave, veja aqui).

O biólogo Marcello Mello, especialista em Gestão da Biodiversidade, descreve que a forma do material facilita as mortes:

“Temos diversos casos de animais mortos por sufocamento e estrangulamento. A forma anelada do lacre e a resistência do material que o compõe transforma essa peça em uma armadilha mortal, muitas vezes impossibilitando o animal de se locomover e se alimentar”, comenta.

Uma espécie bastante afetada por este problema é o pássaro-cetim, encontrado no leste da Austrália. A ave é muito galanteadora, os machos costumam montar um “ninho de amor” para atrair sua fêmea, nisso recolhem tudo que chame a atenção e brilhante que encontram na natureza.

Pássaro-Cetim

Como o pássaro-cetim gosta da cor azul, acaba utilizando diversos materiais plásticos com esta coloração para agradar sua amada. Um desses materiais, certamente, é o lacre de garrafa, então é comum guardas florestais da região, encontrarem este pássaro em situação de perigo ou até mesmo sem vida por causa desses anéis plásticos.

Existe até uma petição em prol da vida desta espécie.

Mas não são só os pássaros que sofrem deste mal, Marcello Mello conta que diversas espécies marinhas também são reféns. No ano passado uma espécie de golfinho em extinção, foi encontrado morto no litoral de São Paulo, com um lacre preso no bico.

“No mundo temos vários casos de cetáceos [golfinhos] e tartarugas que morreram por terem o lacre preso em partes de seus corpos, principalmente nos bicos.”

“Mesmo rompido ele acaba criando uma limosidade ao seu redor dando uma característica de alimento orgânico. Os animais em geral, inclusive os peixes, ingerem o plástico e isso compromete o aparelho digestivo”, complementa.

Golfinho encontrado morto na zona litorânea de São Paulo.

Devemos nos atentar ao descarte de lixo consciente

Na internet já existem campanhas que buscam amenizar a situação como a #corteolacre, uma forma de atentar a população sobre os perigos, incentivando cortar os anéis de plástico antes de jogar fora, no local correto.

Independente dos lacres, devemos sempre promover o consumo consciente, reduzir o consumo e produção de lixo plástico, bem como descartá-los com consciência.

Marcello Mello destaca a importância de repensar a forma de produção das garrafas PET. A reciclagem diminui os danos ao meio ambiente, mas grande parte da população não se preocupa com o descarte destes resíduos.

Ele acredita também na necessidade de um trabalho governamental para implementar uma política pública ambiental com investimentos na educação e na coleta seletiva.

“Campanhas publicitárias perenes também são necessárias para conscientizar a população, pois quanto mais informação dermos a sociedade, menos acidentes ambientais irão ocorrer”, completa.

Internautas incentivam a cortar os lacres plásticos.

A bióloga Giulianna Tavares Dias, comenta que alguns países desenvolvidos se atentaram ao impacto ambiental causado e zeraram o consumo de plástico em embalagem, sacolas de lixo e descartáveis.

No Brasil, algumas cidades já baniram o uso de canudos plásticos e passaram a cobrar por sacolas plásticas nos supermercados, mas ainda temos uma longa jornada pela frente.

Fonte(s): Evening Standard, Huffpost, ABC NEWS, Ecycle, G1
Monique Duarte
26 anos, jornalista, sonhadora que ama comer e dormir! Se cariocas não gostam de dias nublados, ela nasceu no lugar errado.

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