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Os 3 Maiores argumentos para continuar comendo Carne

E como eles podem estar equivocados.

Segundo a Forbes, 70% da população mundial está deixando de consumir carne, sendo que o número de veganos nos EUA cresceu 600%. Segundo o Ibope, o Brasil acompanhou esse crescimento, dobrando em 6 anos, com 29 milhões de pessoas vegetarianas.

Apesar desse grande aumento, o veganismo e vegetarianismo ainda causam muita controvérsia. São inúmeros os argumentos para continuar comendo carne, desde tradições culturais à benefícios nutricionais.

Por esse motivo, inspirados nos dados apresentados no vídeo do canal After Skool, decidimos nos aprofundar nos 3 principais motivos mais utilizados quando o assunto é continuar a consumir carne. Acompanhe!

 

1. “A carne é fundamental para a dieta humana”

Esse argumento é um dos mais utilizados para convencer uma pessoa a continuar comendo carne. No entanto, de acordo com a pesquisa publicada pela revista Proceedings of the Nutrition Society, foi concluído que uma dieta vegetariana/vegana bem planejada pode ser ideal para todas as fases da vida. Isso inclui também o período da infância.

Uma das grandes preocupações é que ao deixar de ingerir carne, a ingestão de proteína também diminuirá, causando danos como perda de massa muscular. Entretanto, poucos sabem que as proteínas presentes na carne são de origem vegetal. (Falamos mais sobre isso aqui)

Todas as plantas contém um percentual de proteínas, algumas delas apresentam o mesmo valor encontrada na carne ou até mais, como é o caso do grão de bico, lentilha, castanhas, feijão, quinoa e outros. (Falamos mais sobre isso aqui)

Dietas sem carne também são ricas em ferro, carboidratos, vitaminas, fibras, ácidos graxos e outros nutrientes essenciais para nosso desenvolvimento e sobrevivência. Isso nos permite entender a grande ascensão de atletas veganos e vegetarianos.

Serena Williams, a maior tenista da atualidade somando mais de 72 títulos, é vegana.

 

2. “Comemos carne há milhares de anos”

Esse argumento para continuar comendo carne é o mais conhecido. Os registros mais antigos da existência humana afirmam que o homem caçava animais para se alimentar. Fato.

Mas se formos sustentar o paradigma que comer carne é natural, também devemos nos assegurar que a carne da qual nos alimentamos também é natural. No entanto, a carne consumida hoje em dia está muito longe da que nossos ancestrais comiam.

carne orgânica x carne industrializada

Das carnes vendidas nos EUA, apenas 3% são orgânicas, enquanto 97% ainda são de carnes industrializadas, geneticamente modificadas e com altos níveis de hormônios.

Segundo a WWF, o Brasil tem um histórico de aproximadamente 10 anos na produção de carne orgânica, mas só nestes últimos três anos a cadeia produtiva vem se estruturando comercialmente; ou seja, quase toda carne que consumimos por aqui é industrializada.

As carnes orgânicas são produzidas da seguinte maneira:

  • o gado não recebe substâncias químicas como hormônios, com exceção das vacinas;
  • é criado sem confinamento, em áreas extensas de pastagem;
  • o pasto para a nutrição é natural, sem agrotóxicos.

Além dessas, outras regras são exigidas para que o sistema produtivo seja ambientalmente correto, viável de forma econômica, e justo socialmente.

Vale dizer que frangos e peixes, como o salmão, fogem dessa regra “orgânico vs. industrializado”. (Sobre os frangos leia aqui, sobre os peixes leia aqui)

Pecuária orgânica

Ainda assim, o hábito de consumir carne prejudica o meio ambiente. A pecuária ainda é responsável por 65% do desmatamento da Amazônia.

Segundo o Environmental Working Group (EWG), todo o ciclo entre produção, processamento e distribuição de carne, exige grande uso de pesticidas, fertilizantes, combustíveis, além de água e ração. (Falamos sobre isso aqui)

Para produzir 1/2 quilo de carne bovina, é necessário quase 70 mil litros de água. Isso é o equivalente ao que usamos para tomar banho por 6 meses!

Tudo isso é feito enquanto ocorre a liberação de esterco, produtos químicos tóxicos e gases de efeito estufa. Em uma análise realizada pelo grupo, descobriu-se que esse ciclo é responsável por 10 a 40 vezes mais emissões desses gases em relação a produção de vegetais e grãos. O impacto seria maior do que o setor de transporte!

 

3. “Comer carne faz parte da cultura”

Mesmo com o aumento das dietas livres de produtos de origem animal, 96% da população mundial ainda tem carne de variados tipos presente em sua dieta, mesmo em poucas quantidades. Em sua maioria, o motivo para continuar comendo carne está relacionado a identidade cultural.

O que seria do churrasco de domingo sem a carne? Da feijoada em família, ou da moqueca? Todas as culturas desenvolveram um cardápio em que esse alimento se tornou o centro da refeição.

Por essa razão, acredita-se que as receitas passadas de geração para geração possam se perder caso a carne seja abolida dos hábitos alimentares. Muitos sentem que desistir de comê-la é sacrificar um pedaço da identidade cultural.

Carne como o centro das refeições familiares

Contudo, é preciso diferenciar cultura da ética.

Isso porque muitas culturas mantiveram tradições nem um pouco éticas por gerações. A escravidão é um exemplo desse preceito cultural. Assim como o canibalismo, tortura e sacrifícios humanos.

Todos esses são rituais do passado que foram abolidos. As pessoas começaram a se perguntar se comer carne é realmente ético, ou apenas um ritual que deveria ter sido deixado no passado. Vale a pena o sacrifício animal e o enorme impacto ambiental? Isso sem falar nos benefícios para a saúde.

 

Desafie-se a mudar!

Se realmente nos importamos com o meio ambiente e queremos contribuir com o bem-estar e sustentabilidade do nosso planeta, podemos começar reduzindo o consumo de carne.

Você pôde perceber acima que a carne não é necessária para alimentar-se de forma saudável, já que existem infinitas maneiras de ter uma alimentação completa sem que seja necessário o sacrifício de outro animal.

Se você estiver disposto a tentar, aqui vai uma dica: comece comendo carne em apenas uma refeição no dia. Depois, corte a ingestão desse alimento em alguns dias da semana. Logo você conseguirá passar 1 mês sem carne.

A sua decisão contribuirá para melhorar o meio ambiente, sustentar o ecossistema e o teu bem estar, tenha isso em mente para continuar motivado!

Fonte(s): WWF, Gastronomia verde, Scientific American, Vegetarian Procon, Medical News Today, Diabetesed, After Skool
Eliza Inaê
Redatora freelancer, sagitariana e canhota. Apaixonada por séries, livros, Florence + The Machine, sol e comida. Aprendendo a bordar, enxergar o melhor nas pessoas, e a fazer uma bio maneira.

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