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Atitude Coletiva

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O que usar no lugar de ‘negro’ em palavras pejorativas, como ‘denegrir’

Mercado negro, magia negra, lista negra… é possível falar outras coisas no lugar.

Denegrir, lista negra, magia negra… Utilizamos com frequência no dia a dia palavras e expressões que associam negro a algo sempre ruim. Sim, isso é resquício da escravidão, quando negro nem era visto como gente de verdade.

Pode até ser que você nunca tenha parado para pensar na associação negativa desses termos, mas depois de alguma reflexão, vale a pena deixar de lado o racismo estruturalmente velado e utilizar palavras mais adequadas.

Pois é. Ainda que você utilize expressões sem ser intencionalmente racista, há quem faça isso. E, sendo a Língua Portuguesa tão diversa como ela é, não faz o menor sentido perpetuar essa associação que é tão dolorosa para muita gente.

Por exemplo: a palavra denegrir, segundo o Dicionário Etimológico, vem do latim denigrare – que significa literalmente, tornar mais escuro. Por que demos uma conotação negativa ao termo “tornar mais escuro”? Basta trocarmos por difamar e pronto.

Uma discussão sobre esse assunto foi levantada pelo Quebrando o Tabu no Twitter:

  • Mercado negro = mercado clandestino.

  • Que negra bonita = que mulher bonita.

  • Você está me denegrindo = você está me difamando.

  • A coisa tá preta = a coisa tá feia.

Vamos além:

  • Magia negra = feitiçaria.

  • Lista negra = lista maldita.

  • Ovelha negra = diferentão/ona.

  • Não sou tuas negas = não sou tuas amigas.

  • Serviço de preto = serviço mal feito.

Apesar de muita gente não conseguir perceber o racismo velado que existe por trás dessas e outras expressões (como “na cor do pecado”) e até lançarem o famoso “mimimi” como argumento de reprovação do conteúdo, a publicação gerou um debate sobre as várias formas de expressão do racismo.

 

Se você nunca tinha se dado conta disso, tudo bem.

Mas já sabendo do teor preconceituoso que essas palavras carregam, não custa nada eliminá-las do seu dia a dia.

Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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