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Atitude Coletiva

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O que ninguém fala sobre ser solteiro…

Você não é, e nunca será, apenas um.

…é que algumas noites serão difíceis de sobreviver, quando perder na luta contra a carência. Claro que o lado bom de estar solteiro é se envolver com corpos e personalidades diversas e sanar essa falta de toques com esbanjados banhos de narcisismo e curiosidade antropológica.

Porém, ao menos meia dúzia de noites no ano — quase com certeza de serem noites de sábado após 8 shots de tequila —, você vai desejar UM alguém. Real ou imaginário. Que fale sua língua, leia suas emoções e te dê um abraço que vale a pena se asfixiar.

Que vale a pena desistir de quem você é para sentir.

Também vai invejar amigos que namoram, vai chorar com a menor melação de blockbuster americano e se perguntar tanto o que está fazendo de errado que mergulhará na solidão a ponto de esquecer que está triste pela carência, pois novos motivos para sofrer surgirão: dívidas que não consegue pagar, o maltrato de alguém do trabalho, por não conseguir ajudar o mundo inteiro, por procrastinar, ter pouco tempo, por se amar pouco… a lista cresce!

Mesmo que o amargo da solidão perdure com gosto de bunda suada na boca por dias, vai perceber que depois das tempestades que levam às colossais tormentas, você SEMPRE reaprenderá a conviver com você.

Os filmes vão fazer rir sem escravizar. Comida vai entrar na boca pelo prazer livre de culpa, não por ansiedade, desespero ou rigidez, e depois de se achar a pessoa mais perdedora do universo, você vai se notar com sorte por enxergar que o futuro não pertence a ninguém, e expectativas podem nos motivar a mover montanhas, mas também nos viciar em esperar demais de tudo — mesmo sabendo que nos frustraremos por isso.

É certo que um dia você pode, e provavelmente irá, esbarrar com alguém para amar tanto quanto você se ama — e será recíproco, porraaaa!

E aí está outra coisa doida que ninguém fala sobre ser solteiro: que ao menos uma dúzia de vezes no ano você sentirá falta de estar sozinho, de ser mais egoísta, de encher sua autoestima e agir como — ou com quem — quiser.

Será nesses momentos que você vai reavaliar toda a sua vida até aqui e se perguntar se esse alguém ainda vale para você. Se você vale para ele. Se não está esquecendo de quem é para precisar ser alguma coisa.

Se você sabe, com todos os prós e contras, qual é e como alcançar seu real estado de felicidade.

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reprodução – Yu Tsai Photo Booth

 

Enrique Coimbra
"Sem H" mesmo. Escreveu os livros "Sobre um garoto que beija garotos", "Um Gay Suicida em Shangri-la" e "Os Hereges de Santa Cruz". Também grava vídeos para o canal "enriquesemh" do YouTube, é capista, e criou o site Discípulos de Peter Pan , sobre comportamento e bem-estar!

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