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Atitude Coletiva

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O que fazer para socializar e conquistar novos amigos fora da internet, segundo psicólogos

O início para a socialização e de toda amizade é a empatia.

No Brasil, de acordo com pesquisas do IBGE, apenas 9% dos lares são formados por pessoas que moram sozinhas, ou seja, aproximadamente vinte milhões de pessoas. Mesmo assim, segundo o El País, vários estudos internacionais indicam que mais de uma em cada três pessoas nos países ocidentais sente-se sozinha habitualmente ou com frequência.

Muito se deve às redes sociais, que redefiniram as nossas relações com nossos familiares, amigos e o mundo ao nosso redor. Apesar de trazerem praticidade aos relacionamentos, temos a sensação de estarmos distantes do mundo idealizado das redes, enquanto nos isolamos cada vez mais do mundo real.

A psicóloga Andressa Gaya explicou ao SOS que as possibilidades de interação proporcionadas pelas redes sociais são um marco importante, “porém, todo desenvolvimento alcançado, se não for bem administrado, pode gerar prejuízos aos próprios usuários”. Apesar disso, a psicóloga afirma que há pessoas que conseguem utilizá-las de forma benéfica, para se sentirem pertencidas a um grupo.

Já Robinson Romani, psicólogo e especialista em Gestão de Pessoas, lembra a ideia do filósofo Zygmunt Balman ao afirmar que os tempos agora são de desapego. Vivemos um processo de individualização, onde consumimos um grande número de informações, mas não há aproximação ou socialização a partir desse consumo.

O psicólogo clínico Igor Haskel complementa que o isolamento social não tem uma única causa, mas sim um conjunto de fatores causadores:

“O mundo moderno que estamos vivendo faz com que as pessoas busquem por algo tecnológico e dispensem a presença do outro real, o que pode contribuir para o isolamento social”.

Os especialistas concordam em uma coisa: passar um tempo sozinho pode ser benéfico. Alguns sinais não significam necessariamente que estamos nos prejudicando.

Quando ficar sozinho é ruim?

Segundo os psicólogos, um conjunto de comportamentos e sentimentos, que ocorrem de maneira única para cada pessoa, podem indicar um quadro de isolamento prejudicial.

É preciso observar todos os aspectos da vida social, familiar, amizades, relações no trabalho e a forma como ocupamos nosso próprio tempo e, a partir disso, reconhecer se há necessidade de mudar algo. Andressa Gaya elenca situações para as quais devemos nos atentar:

  • “Vergonha de mostrar-se em público;

  • Medo extremo de sua vulnerabilidade;

  • Não conseguir ter empatia com o outro;

  • Ter prejuízos no dia a dia por sentir medo ou vergonha;

  • Sentir que não se pode confiar em ninguém;

  • Sentir que ninguém se importa;

  • Não ter vontade de cuidar-se,

  • Ter medo do que os outros irão pensar”.

O que fazer para socializar mais?

Sem entrar muito na questão comportamental, pois isso muda de indivíduo para indivíduo, o início para a socialização e de toda amizade é a empatia.

Portanto, o ideal é que busque por atividades que proporcionem prazer e lugares que pessoas com os mesmos gostos que você; assim, com trabalho em equipe, é mais fácil e orgânico criar elos de amizade:

  • Se gosta de acompanhar futebol, talvez seja o caso de procurar um clube e começar a treinar.
  • Se gosta de música, pode ser o caso de procurar um curso de dança ou aprender um instrumento novo.
  • Se gosta de jogos virtuais, que tal montar um clube de RPG de mesa?

Outra ideia é buscar alguma atividade que deixou de fazer e tenha vontade de retomar, como:

  • pedalar em grupo,
  • caminhada/corrida em grupo,
  • aulas de natação/hidroginástica em grupo,
  • prática de jogos/esportes coletivos,
  • karaokê (sim!),
  • grupos de reza,
  • cursos presenciais na sua área de atuação,
  • se unir a uma causa (meio ambiente tá precisando!),
  • ou tentar algo coletivo que sempre teve curiosidade e nunca se deu a oportunidade.

Uma dica do nosso editor é praticar o voluntariado. Ser voluntário em causas que acredita, além de ajudar a trabalhar a empatia, faz com que conheça muitas pessoas em contextos cheios de emoção e simpatia. Muitas amizades podem surgir dessa dinâmica.

As atividades aqui descritas são apenas uma alternativa para buscar uma vida mais sociável. De qualquer forma, buscar acompanhamento psicológico é sempre indicado quando não encontrar uma saída viável. O importante é sair dessa telinha um pouco e viver a vida lá fora.

Fonte(s): Inesul

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