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Atitude Coletiva

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O que aconteceria se você parasse de se masturbar?

Super poderes ou falta de apetite sexual? Veja o que a ciência diz.

Sexo é igual truco: ou você tem um bom parceiro(a), ou é melhor ter uma boa mão. Piadas de qualidade duvidosa à parte, a masturbação foi durante séculos um grande tabu para a sociedade. Bom, talvez ainda seja.

Mesmo só, você não está sozinho!

O “5 contra 1” já foi acusado de não ser saudável, causar cegueira e infertilidade, mas fato é que hoje em dia quase toda a população mundial “põe o vulcão em erupção” – e não há nada de errado nisso.

Pesquisam mostram que 95% dos homens e 72% das mulheres se masturbaram pelo menos uma vez na vida. Além disso, 50 % das mulheres e 70% dos homens admitem fazer pelo menos uma vez ao mês.

E se você acha que o mundo anda solitário demais saiba que 70% dos homens e 40% das mulheres que estão em um relacionamento declararam praticar o toque íntimo (em sí mesmas) pelo menos 4 vezes por semana.

Mas o que aconteceria se você parasse de se masturbar?

O lado bom:

Segundo um reporter da Vice, ao parar de se masturbar por 3 semanas, melhorou sua motivação, produtividade, autoestima e níveis de felicidade. Fato curioso, ele ficou excitado o tempo todo. Apesar dos benefícios, o jornalista não continuou em abstinência após o período.

Um estudo feito com homens, em 2003, revelou que depois de uma semana sem masturbação, os níveis de testosterona sobem em 40%. Porém, apesar do nível de testosterona aumentar inicialmente, ele volta para o nível normal no oitavo dia de abstinência, sem nenhuma razão aparente.

O lado neutro:

Outro estudo sobre abstinência não encontrou diferença entre os níveis de testosterona entre os dois grupos. O que sugere outra motivação, como mudança de dieta ou fazer exercícios, para o aumento do nível do hormônio em pessoas que deixaram de se masturbar.

Após 3 semanas, uma pesquisa mostrou que o tempo para a ejaculação foi similar a quem se masturbou nesse período, ou seja, a abstinência não tem influência no combate a ejaculação precoce.

O lado ruim:

A mesma pesquisa citada anteriormente revelou que os participantes abstinentes apresentaram aumento de testosterona apenas após o período, ou seja, após o orgasmo.

Sem se masturbar, você também pode:

  • Ficar doente facilmente: um estudo descobriu que, nos homens, alguns componentes do sistema imunológico são ativados durante a masturbação, aumentando o número de glóbulos brancos no sangue.
  • Ter câncer de próstata: A relação entre as duas coisas não foi comprovada, mas a hipótese levantada por pesquisadores é que um maior número de ejaculações ajudaria a eliminar potenciais secreções cancerígenas da próstata, que excretadas com regularidade reduziriam seu impacto no corpo.
  • Ter espermatozoides fracos: um estudo demonstrou que homens que ejaculam menos tem maior propensão a ter espermatozoides mais fracos, comparado com aqueles que tem mais orgasmos, o que diminui a possibilidade de fecundação do óvulo.
  • Diminuir a libido: O desejo sexual está ligado a produção de óxido nítrico, o que também pode diminuir com a idade, e reduzir a libido, mas cientistas descobriram que a masturbação pode aumentá-lo em seu sangue e reverter esse desânimo.
  • Ficar estressado e com dores: A ciência também aponta para o fato que, além de ajudar a melhorar o sono e o sistema imunológico, reduz o estresse, a dor e um monte de outros benefícios para saúde.
  • Piorar o desempenho sexual: homens e mulheres possuem um músculo na pelve que vai do púbis ao cóccix. Mas quando envelhecemos esse músculo enfraquece, causando disfunção sexual em mulheres e impotência nos homens. A masturbação se transforma em uma espécie de ginástica para esses músculos ligados aos órgãos sexuais, como provou este estudo.
  • Ter cólicas e insônia: nas mulheres, a “siririca” pode reduzir os efeitos das cólicas e ajudar a dormir, segundo essa pesquisa aqui.

E a abstinência das mulheres?

Pois é, não encontramos um estudo sobre abstinência de masturbação feminina, o que diz muito sobre nossa sociedade hoje – quando mulheres ainda lutam pelo simples direito de poder se masturbar sem serem julgadas.

Apesar disso, existem relatos, como o de Jim Pfaus, professor de neurociência da Concordia University, em Montreal, na entrevista para a Vice. Ao citar adeptos de sexo tântrico, onde mulheres se encaixam, o especialista explica que toda essa energia do “lado bom”, citada anteriormente pelo repórter, é um fator “mais psicológico do que outra coisa”.

Outro relato é da jornalista Amanda Chatel, para o site Bustle, que se desafiou a ficar um mês sem se masturbar. As sensações só vieram duas semanas depois, quando começou a se sentir frustrada sexualmente e irritada com qualquer tipo de pessoa.

Já na terceira semana, Amanda sentiu um avassalador impulso criativo, esquecendo-se inclusive de pensar em se masturbar. Na quarta, a jornalista teve seus sonhos visitados pelo desejo, chegando ao orgasmo enquanto dormia. Na última semana, decidiu que nunca mais se masturbaria; ao voltar para seu apartamento, não resistiu.

A tal polução noturna

Pesquisadores ainda acreditam que quem não se masturba por longos períodos de tempo pode ser conduzido a ter maiores incidências de poluções noturnas (ejaculações involuntárias que ocorrem durante o sono), o que seria um meio de o corpo expelir espermatozoides “velhos”.

Esse fato ocorreu com pelo menos 83% dos homens e 37% das mulheres, que confessaram ter passado por esse tipo de situação ao menos uma vez na vida. Porém, esta ligação está longe de ser uma conclusão, visto que não se pode fazer muitos estudos a respeito já que não é fácil prever para estudar as pessoas enquanto elas sonham e gozam.

Para os homens, ao não eliminar o esperma, ele pode ser quebrado pelo organismo e reciclar seus nutrientes, para que seja reaproveitado pelo corpo.

Outros animais se masturbam porque são tarados?

Um estudo demonstrou que a masturbação masculina diminuiu a quantidade de esperma ejaculado, mas não a quantidade apta para fecundar um óvulo. A partir disso, concluiu-se que o ato é uma estratégia masculina para melhorar o esperma, já que espermatozoides mais jovens tem maiores chances de inseminação.

Mas é importante maneirar a dose!

Se você deseja parar de se masturbar por razões pessoais, vá em frente, alguns até dirão que isso os ajudou em suas vidas. Porém, aqueles que desejam seguir fazendo isso moderadamente, fiquem tranquilos, já que se trata de uma atividade sadia e natural, que traz consigo um monte de benefícios genuínos, comprovados pela ciência.

Mas atenção ao “moderadamente”; o vício existe e é um problema sério!

A frequência desse hábito tem fortes impactos na sua motivação, autoestima e felicidade, de maneira positiva ou negativa. É que a masturbação tem o poder de liberar serotonina e dopamina no cérebro, substâncias relacionadas a uma sensação de “recompensa” em nossa mente.

O problema surge quando você se masturba demais e com isso injeta doses insanas de dopamina e serotonina em seu organismo, o que faz com que seu cérebro se insensibilize a essas substâncias e estímulos – querendo mais!

Quando nossa mente se vê submetida a condições como essas, constantemente, tende a precisar de maiores níveis de estímulo para avançar um nível normal de felicidade e motivação.

Caso isso aconteça, basta diminuir a frequência ou deixar de “brincar” por um tempo, assim ajudará seu cérebro a ter sensibilidade à serotonina e dopamina, com estímulos regulares.

Fica a dica!

Embora essa brincadeirinha tenha benefícios fisiológicos, é importante variar a técnica. Masturbar-se sempre do mesmo jeito pode deixar seu corpo acostumado apenas a aquele estímulo específico, fazendo com que ele não responda a outros. Isso pode diminuir sua excitação e até mesmo sua performance quando não estiver sozinho/a.

Fonte(s): AsapSCIENCE
Claussen Munhoz
Gaúcho paulistano. Colorado de nascimento, formado em mundanidades e viciado em inutilidades. Tarado por informação, literatura e churrasco. Roteirista, jornalista e ex-produtor de Hermes e Renato que gosta de estudar e de batata. Só mais um entre tantos meninos perdidos.

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