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Setor Bugiganga

O golpe dos Cartuchos de Impressora que está destruindo o nosso planeta

Comprar uma impressora baratinha é só a ponta desse iceberg.

Você tem uma impressora? Então essa é uma informação que você precisa saber. Os cartuchos de tintas que você tem que comprar para poder fazer uso da sua máquina, são um verdadeiro golpe para tirar seu dinheiro.

Isso mesmo! Pelo menos é o que o cineasta e youtuber estadunidense Gregory Austin McConnell acusa em um vídeo que já conta mais de 4 milhões de visualizações. De acordo com ele, marcas como HP e Epson usam seus cartuchos de tintas para lucrar de forma sombria.

Para começar, o custo de fabricação de um cartucho não chega a US$ 0,30. Enquanto isso eles são vendidos em média a US$ 59,95. Para nossa supresa, no Brasil o preço médio não é muito diferente, custa cerca de R$ 60 – isso por 6,5 ml de tinta. Ou seja, o litro de tinta para impressora custa inacreditáveis R$ 9 mil!

Exatamente por esse motivo as impressoras são vendidas por preços mais acessíveis, uma bela jogada de marketing. Isso sem contar que o lucro aumenta exponencialmente, uma vez que a impressora só vai funcionar de maneira adequada se o usuário comprar cartuchos originais da empresa.

Segundo o site Tecnoblog, “a HP confirmou que o firmware de vários modelos de impressoras foi atualizado para não aceitar cartuchos de terceiros a partir de uma data específica. A empresa justificou a decisão dizendo que a medida serve para proteger a inovação e a propriedade intelectual, além de reforçar a segurança de seus produtos”.

McConnell ainda mostra que as impressoras são feitas de forma a acusar que a tinta acaba antes delas terem de fato acabado – COMPRE! COMPRE! – e, para piorar, que elas usam a cor ciano em impressões preto e branco. Por isso, tantos modelos param de funcionar se uma cor está abaixo do nível recomendado, mesmo quando a impressão não tiver cores.

Em 2017, na França, foi aberto uma investigação contra a HP, Canon, Brother e especialmente a Epson, segundo os autores da acusação, acusando-as de “obsolescência programada” e “fraude” por esse tipo de prática. O país é um dos lugares com uma legislação mais rígida em relação a isso. Empresas condenadas podem pagar multas de até 300 mil euros.

“O preço do conserto e da troca da almofada absorvente de tinta de uma impressora Epson equivale mais ou menos ao preço de compra de uma impressora nova”, segundo a denúncia publicada pelo Jornal de Santa Catarina.

Apesar disso, ao Olhar Digital, “a Epson negou que praticasse a obsolescência programada e disse que dá muita atenção à qualidade dos produtos, além de se preocupar com o meio ambiente.”

Infelizmente essa é uma prática comum para se obter cada vez mais lucro, como mostra o documentário “Obsolescência Programada – The Light bulb Conspiracy” – que conta a história de um consumidor cuja impressora parou de funcionar, com isso descobre que a fabricante incluía um chip que causava a pane após certo número de impressões, incentivando comprar uma nova.

Em busca de mais dinheiro, as marcas renunciam melhorar seus produtos, fazendo-os com data de validade próxima, assim o consumidor é obrigado a comprar um novo pouco tempo depois. O resultado é uma infinidade de lixo sendo descartado e depositado, principalmente, em países africanos.

Como alternativa, você pode apostar em uma impressora bulk ink, também conhecida como tanque de tinta, que não usa toner e nem cartucho. No lugar, elas têm recipientes que podem ser reabastecidos com tinta, vendidas em garrafinhas. O único problema é que costumam ser mais caras, mas vale a pena para quem usa muito.

Acima de tudo, nosso papel agora é refletir. Além de críticas aos políticos, está na hora de questionarmos essas grandes marcas e corporações, bem como repensarmos nosso consumo desenfreado e descarte alienado.

 

Veja o vídeo completo (em inglês, com legenda em português):

Fonte(s): Youtube - @austinmcconnell, El Pais, Obsolescência Programada - The Light bulb Conspiracy, Americanas, Tecnoblog, Jornal de Santa Catarina, Superinteressante
Thays Martins
Estudante de jornalismo, acredita que ainda existe humanidade nas pessoas. Amante de viagens, boas conversas, discutir filmes loucos e contar histórias. Não faz nada sem os fones de ouvido e tem uma playlist que vai de Anitta a Johnny Cash. Acha que a beleza está nas pequenas coisas e ainda está tentando descobrir como não enlouquecer neste mundo.

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