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Setor Bugiganga

Nunca pegue a contra-mão! Um review bem diferente do Novo Ka

Nosso repórter mineiro conta sua experiência inusitada em SP a bordo do novo carro da Ford.

Fomos convidados pela Ford para testar a nova geração do Ka, aqueeeele carro popular que lota os estacionamentos universitários e divide espaço com Unos, Gols, QQs, Celtas, entre outros.

Como o objetivo da empresa era o de trazer a experiência real para o consumidor não expert, ou seja, que é “gente como a gente”, topamos. Saímos rumo à Paulicéia Desenfrada com o espírito sedento por novidades, usufruindo do nosso mais novo bem de consumo.

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– As fotos que ilustram esse artigo foram tiradas na Estrada Turística do Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município de São Paulo. 

Chique sem ser vulgar

Para início de conversa, a Ford seguiu a escola da Nova Schin e colocou o nome do carro de “Novo Ford Ka”. Sim, a montadora coloca a mão no fogo para dizer que revolucionou seu modelo mais popular no Brasil. O desafio, no caso, era criar um carro diferente das gerações anteriores e vendê-lo para o mesmo público que, por analogia, compraria o antigo Ka em anos anteriores.

Compraria?… No final desse artigo vamos falar sobre os preços.

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Nosso Novo Ka veio com ar-condicionado, chave-canivete, direção elétrica e travas elétricas. Além disso, um bônus: a versão com bunda (sedã).

Não é feitiçaria: o carro só liga se pisar na embreagem. Assim que todas as portas se fecham, são trancadas automaticamente, sendo possível destrancá-las com apenas um botão.

O fato é que ele liga para a ambulância sozinho em caso de acidente, e isso merece destaque. A gente resolveu não testar essa funcionalidade, mas isso não quer dizer que não nos colocamos em situação de risco, como você vai ler a seguir.

Aventura Urbana

Com o GPS do celular, saímos em busca dos lugares mais legais de Sampa, mêo.

Logo no primeiro dia rodamos – e muito – o centro da cidade para encontrar a Red Bull Station, um incrível espaço de integração de diferentes expressões artísticas, que fica ao lado da Praça da Bandeira.

Com um motorista que não entendia nada de São Paulo, como eu, e um santista que praticamente só andava de metrô, rodamos quase uma hora entrando em ruas erradas, passando na contra-mão sem querer, procurando vagas… Complicado!

O lado bom foi constatar que, por ter um motor 1.0, o Novo Ka é econômico mesmo na versão sedã. Mas decidi que, na próxima, iria me planejar melhor antes de pegar o volante.

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No segundo dia, o roteiro foi ainda mais intenso:

  • Feijoada na Baixa Augusta, no restaurante O Mineiro – uma delícia!
  • Rolê na Praça Benedito Calixto – CARO, MUITO CARO. Parar o carro é um drama, ainda mais na versão sedã. Indico pegar busão.
  • Ao cair do dia fomos à Praça Roosevelt – muito skate, drinks, gente bonita (ou não) e 420 legalize;
  • Na sequência, conheci a Igrejinha – bar com decoração autêntica e um ótimo atendimento. Pena que fecha cedo demais.
  • Foi então que descobrimos uma casa noturna bastante alternativa, a Casa da Luz. O local conserva uma aparência “abandonada” e underground. No andar de cima, sofás pra quem já desistiu da noite e um filme “conceito” com platéia cativa (também fui desses). Além disso, o espaço tem duas pistas e uma espécie de quintal onde as pessoas se reúnem para conversar e fumar.
  • Para fechar, um clássico fim de noite paulistano: uma passadinha no maior McDonald’s da América Latina, na Av. Henrique Schaumann.

Mas como nem tudo que reluz é ouro, o motorista da vez (se beber não dirija, amiguinhos) conseguiu pegar a contra-mão duas vezes. Na mesma rua. Isso, porém, foi bom para que carro passasse em outro teste: a resposta da aceleração foi realmente rápida, mesmo com o carro cheio de gente.

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– A elegância impressionou logo de cara. Um sedã vermelho de chamar a atenção.

Caminhos que o cume tinha

No último dia, resolvemos fazer algo épico (e extremamente turístico): subir o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto de São Paulo, para ver a cidade se perder no horizonte. E essa “viagem” pedia música, claro.

No carro, um painel multimídia bem completo, com teclado para discagem e viva-voz, tudo sincronizado com o celular. A conexão Bluetooth pareou rapidamente com o iPhone. Já com dispositivos Android, isso não rolou mesmo após insistentes tentativas; sobrou para a conexão USB.

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Vale ressaltar que existem versões do Novo Ka recheadas de recursos – e superiores ao modelo que testávamos. A central da tecnologia da empresa, chamada SYNC AppLink, está presente no modelo mais caro, e conta com uma ferramenta de compartilhamento de localização e até com Spotify – tudo adaptado a comandos de voz.

O motor do modelo mais básico do carro é 1.0, e isso não é surpresa para uma linha de entrada. Na primeira ladeira já senti a necessidade de pisar fundo (e céus, como tem ladeira em São Paulo). Claro que existem motores 1.5 também – para quem viaja, vale mais a pena.

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Ir até o Pico do Jaraguá foi rápido, mas deu para perceber que o carro é realmente um lugar confortável para viagens. Afinal, diferente das gerações anteriores, o Novo Ka é extremamente espaçoso, e os três passageiros do banco traseiro ficavam extremamente confortáveis. Além do espaço extra, existem vários “porta-treco” – amo/sou.

Se não fossem pelas ótimas caixas de som, certos barulhos estranhos no arranque do acelerador poderiam rebaixar a nossa avaliação do carro, principalmente durante curvas e ladeiras. Não sabemos se isso foi causado por um mal uso anterior do carro (e consequente desgaste), ou se era realmente um problema de fábrica. Na dúvida, portanto, faça um test drive antes de tomar qualquer decisão.

O porta-malas da versão testada pelo SOS teve uma avaliação, evidentemente, bem acima do esperado. Coube um imigrante ilegal e seis melancias, mas a versão de entrada é um pouco mais econômica nesse aspecto. 257 litros no modelo básico contra 445 no modelo sedã.

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O revestimento interno também não peca em um primeiro momento, já que aparenta ter bom acabamento. No entanto, alguns blogueiros que testaram o carro por mais tempo identificaram alguns defeitos.

Menos sal, por favor!

O Novo Ka é um carro versátil, de desempenho acima de média e, além de tudo, muito bonito. Porém não o consideramos um “modelo popular” semelhante a seus antecessores:  o preço é bastante salgado.

Modelo Hatch (sem bunda):

  • Ka SE 1.0: R$ 39.390
  • Ka SE Plus 1.0: R$ 41.490
  • Ka SEL 1.0: R$ 44.490
  • Ka SE 1.5: R$ 43.090
  • Ka SEL 1.5: R$ 45.190

Modelo Sedã | Ka+ (com bunda):

  • Ka+ SE 1.0: R$ 42.390
  • Ka+ SE Plus 1.0: R$ 44.490
  • Ka Hatch SEL 1.0: R$ 47.490
  • Ka+ SE 1.5: R$ 46.090
  • Ka+ SEL 1.5: R$ 51.190

Fonte: Assessoria de imprensa da Ford e icarros

– Agradecemos a Ford pela coragem e iniciativa de dar carta branca ao SOS poder produzir esse artigo de maneira livre e verdadeira.

Paulo Finotti
Redação criativa é sua praia e está sempre a espreita de um assunto pseudo-metafísico; melhor ainda se for astronáutico, astrológico e com gifs no meio. Acredita que tudo pode ser engolido se o gosto for palatável.

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