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Vai, planeta!

Nosso protetor solar está destruindo os recifes de coral; mas existem alternativas

Cada gota é capaz de contaminar equivalente ao tamanho de uma piscina olímpica.

O uso do protetor solar é cada vez mais recomendado para previnir o câncer de pele, já que as pessoas estão mais expostas a altas temperaturas e índices de radiação solar crescente junto ao aquecimento global.

O que quase ninguém imagina, é que apesar de previnir doenças e o envelhecimento da pele humana, o filtro solar tem causado graves danos a vida marinha e a biodiversidade.

O branqueamento do coral é a morte dos pólipos responsáveis pela construção dos recifes de coral.

O verdadeiro culpado!

O grandes culpados são a oxibenzona e o octinoxato, substâncias presentes na maioria dos protetores. Estudos mostram que quando os corais são infectados com esses produtos químicos entram em um processo de estresse e despertam seus vírus.

Após o adoecimento, expelem suas algas vitais; o resultado é o branqueamento do coral seguido da morte do mesmo.

Apesar do calor registrado nos últimos anos, a poluição e outros fatores ambientais terem causado o branqueamento de mais de 50% dos corais da Grande Barreira de Corais da Austrália, os cientistas apontam que o protetor solar é a terceira maior causa do incidente.

Com base nas últimas tendências, estima-se que cerca de 90% dos corais do mundo estará ameaçado até 2030, segundo o NOAA Coral Reef Risk Outlook. Os oceanos são responsáveis por grande parte do oxigênio que respiramos, por isso devemos nos atentar e preservar ao máximo a biodiversidade marinha, seu desequilíbrio interfere diretamente na vida humana.

Aposte nas alternativas e salve os corais

As indústrias já apostam em cosméticos biodegradáveis e menos agressivos ao meio ambiente, já que parar de usar o protetor solar não é uma opção, pois evita o câncer de pele. Inclusive algumas regiões do Caribe e no Havaí, os protetores compostos por oxibenzona e octinoxato serão proibidos a partir do dia 1 de janeiro de 2021.

Algumas alternativas são os protetores que não possuem nanopartículas. As partículas “não nanos”, deixam um efeito esbranquiçado na pele, porém não são absorvidas pelos corais. As nanopartículas tem uma função estética, por conta do efeito translúcido, mas podem ser mais prejudiciais à pele e certamente a vida marinha.

Não-nao e Nanopartículas de óxido de zinco. A maioria dos protetores com oxibenzona ou octinoxato têm como ingrediente ativo o óxido de zinco, dióxido de titânio ou ambos.

Existem também os protetores orgânicos, que utilizam óleos vegetais em sua composição como Aloe Vera, Chá Verde, Camomila, Alecrim, entre outros. A maioria dos filtros orgânicos são de marcas gringas, mas facilmente encontrados nos e-commerces como:

  • Aliv-Sol, Aliv Gaia;

  • Hydrolotion, da ISDIN;

  • Rose Face, Alteya Organics;

  • Green Screen, Kabana Skin Care;

  • All Natural Sunscreen, Soleo Organics;

  • Badger Damascus Rose;

  • Suntegrity Skincare Natural Mineral;

  • Color Stick, Shock.

Além dos protetores, muitas marcas de roupas de praia incorporam fatores de proteção UV diretamente nos tecidos que usam. Essas roupas são uma ótima alternativa para protetor solar, ajudando você a limitar seu uso em até 90% quando não está tomando banho de sol.

Fonte(s): Snorkels And Fins, Ecycle, Glamour
Monique Duarte
26 anos, jornalista, sonhadora que ama comer e dormir! Se cariocas não gostam de dias nublados, ela nasceu no lugar errado.

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