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Sinta-se Bem

Medo de ficar sem celular? Cuidado, você pode ter Nomofobia

NO MObile PHone PhoBIA: a condição é muito comum no mundo, principalmente no Brasil.

Denisson Soares Publicado: 07/05/2021 11:23 | Atualizado: 07/05/2021 11:23

Angustia só de pensar em ter que ficar sem o celular? O dia todo conferindo notificações? Perde a cabeça quando está sem sinal? Se a resposta for afirmativa, é possível que tenha desenvolvido uma condição conhecida como Nomofobia. Entenda a seguir.

 

Esse termo nasce de “NO MObile PHone PhoBIA”, em português: fobia de estar sem o celular. Ele é usado para caracterizar uma série de comportamentos relacionados ao uso da tecnologia. De forma direta, como o nome diz, significa um medo anormal de não poder usar o celular.

A propósito, o Brasil merece uma atenção especial. Afinal, o país está no ‘Top 5’ entre as nações que mais usam celulares no mundo.

De acordo com um levantamento feito pela consultoria de mídia App Annie, cada brasileiro costuma passar mais de 3 horas por dia usando o smartphone. Em termos comparativos, ficamos atrás apenas da Coreia do Sul, China, Tailândia e Indonésia.

 

Entendendo a Nomofobia

As pessoas que apresentam essa fobia passam muitas horas do dia usando seus aparelhos. Além disso, apresentam outros sinais característicos, por exemplo, ao ficar sem o smartphone o indivíduo se sente impotente.

Também pode acontecer de a pessoa não conseguir se comunicar de forma efetiva com outras pessoas. Por fim, carregam seus dispositivos para todo lugar, incluindo quando vão tomar banho ou usar o vaso sanitário.

Nos últimos anos, alguns estudos foram feitos em torno dessa condição. Além dos sinais apontados, as pesquisas revelaram que o uso compulsivo de celulares e smartphones pode levar a pessoa a desenvolver problemas relacionados a depressão e ansiedade. Além disso, os níveis de estresse aumentam significativamente com o uso exagerado.

E a lista continua. Menor satisfação com a vida, falta de vontade, diminuição da sensação de bem-estar e, baixo de desempenho na escola ou no trabalho, também são problemas associados ao uso excessivo dessa tecnologia.

O estudo brasileiro, “Novas tecnologias: uso e abuso” revelou que 44% dos participantes do grupo de transtornos do pânico se sentiam “seguros” quando tinham seus telefones celulares. Enquanto 46% das pessoas do grupo saudável relataram que não sentiram o mesmo sem telefones celulares.

Os participantes com transtorno de pânico relataram significativamente mais sintomas emocionais e dependência de telefones celulares em comparação com o grupo de controle quando seu acesso ao telefone era restrito.

 

Sintomas

Antes de tudo, uma consideração importante: fobia é definido como um transtorno de ansiedade no qual a principal característica é o medo irracional de uma situação ou objeto.

No caso que estamos tratando aqui, envolve o medo de ficar fora do alcance de sinal de celular (internet, Wi-Fi…) ou sem o aparelho.

Outra observação que deve ser feita, a que a nomofobia ainda não é considerada (ainda) uma condição de diagnóstico clínico, entretanto, ao longo dos anos especialistas em saúde mental identificaram os sintomas mais comuns:

  • não conseguir se desgrudar do celular em nenhum momento;
  • carregar a bateria do telefone, mesmo que ela esteja quase cheia;
  • conferir com frequência o celular em busca de chamadas, e-mails, mensagens etc.;
  • conferir frequentemente se está com o telefone no bolso ou na bolsa;
  • imaginar que coisas ruins vão acontecer e que não terá como pedir ajuda;
  • medo de ficar sem Wi-Fi ou de não poder se conectar a alguma rede;
  • estresse e irritabilidade por estar desconectado;
  • atrasar atividades e até pular compromissos para passar mais tempo no smartphone.

Como se trata de uma fobia, além dos sintomas cognitivos e emocionais, segundo estudo, ainda existem sinais físicos que podem ser notados:

  • tremores;
  • tontura;
  • fraqueza;
  • dificuldades para respirar;
  • respiração acelerada;
  • e frequência cardíaca mais rápida.

Em situações mais complexas, os sintomas podem evoluir provocando um ataque de pânico na pessoa.

 

Prevenção e tratamento

Se você suspeita que possa ter nomofobia ou apenas quer melhorar sua relação com seu smartphone, há alguns comportamentos que podem ser úteis para gerenciar melhor as coisas. Confira:

  1. Defina regras para usar o aparelho: por exemplo, não levá-lo para a mesa de jantar ou para a cama na hora de dormir;
  2. Procure fazer hobbys: é uma maneira muito legal de diminuir o uso do smartphone, afinal, muitas pessoas desenvolvem o problema por não se ocuparem com outras coisas;
  3. Jejum de dopamina: técnica criada pelo psiquiatra Camaron Sepah, escolha um período para se desconectar do aparelho, com regularidade.
  4. Crie o dia sem celular: isto é, escolha um dia da semana para ficar longe do aparelho;
  5. Deixe o smartphone longe da cama: assim, você evitará pegá-lo assim que acordar ou prejudicar o sono, usando-o a noite;
  6. Deixe o aparelho de lado por alguns momentos: pode ser difícil, mas ao fazer pequenas pausas é possível começar a quebrar o hábito de estar sempre com o aparelho nas mãos;
  7. Faça terapia: um terapeuta profissional provavelmente recomendará um tratamento se você sentir angústia significativa ou tiver dificuldade em administrar sua vida diária.

 

Considerações importantes

Mesmo tendo em vista os sintomas da nomofobia, como o medo ou ansiedade, a condição ainda não é muito clara em diversos aspectos ou reconhecida por vários manuais de saúde, não sendo considerada (ainda) como um transtorno mental.

Entretanto, especialistas estudam as particularidades da nomofobia com o objetivo de criar linhas de diagnóstico mais detalhadas e eficientes, com a finalidade de poder classificar essa condição como distúrbio, compulsão ou vício.

No mais, sabendo que os sintomas podem impactar significativamente a vida da pessoa, vale lembrar da importância de buscar ajuda especializada, seja com um psicólogo ou psiquiatra para lidar melhor com a situação caso perceba uma dificuldade extrema de mudar o comportamento.

Afinal, o problema do uso compulsivo do celular pode estar enraizado em coisas mais profundas, que apenas um especialista poderá identificar e ajudar a resolver.

Fonte(s): Canal Tech, Heath Line, NBCI
Denisson Soares
Editor e Redator que encontrou na comunicação digital uma das melhores formas de difundir ideias, conhecimentos e tornar o mundo mais solidário e sem preconceitos. Amante de café, rock e séries de ficção sonha com o dia em que as coisas no planeta não pareçam um filme pós-apocalíptico.

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