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Sinta-se Bem

Nem todo capacete para ciclistas funciona contra acidentes, alertam cientistas

Os pesquisadores também indicaram o melhor modelo.

Na hora de enfrentar esse mundão nas pedaladas sob duas rodas, além de atenção redobrada, outros cuidados devem ser tomados, como o uso de equipamento de segurança, em especial, o capacete.

Mas um estudo, realizado pela Universidade de Estrasburgo e publicado no site científico NCBI, descobriu que nem todos podem te proteger de verdade durante um acidente de bike.

De acordo com a entrevista ao jornal alemão DWDr. Rémy Willinger, um dos responsáveis pelo estudo, explica que antigamente os testes para comprovar a eficiência dos capacetes eram feitos como se um tijolo caísse sob a pessoa, atingindo apenas o topo do capacete, o que na realidade, é bem difícil de acontecer.

Conforme esclarece o cientista, é mais comum em acidentes o impacto ser nas laterais da cabeça. E este é justamente o grande perigo.

Como boa parte dos capacetes para ciclistas são “rasos”, protegendo mais o topo da cabeça, as têmporas, localizada ao lado dos olhos, fica totalmente desprotegida. A região é tão sensível que uma pancada forte pode até levar à morte. Isso foi comprovado em dezenas de testes feitos em laboratório pelos cientistas da Universidade.

Usando essa informação, Willinger e sua equipe desenvolveram um novo modelo de capacete para ciclistas, com as laterais mais alongadas, criadas justamente para proteger as têmporas caso ocorra um acidente.

O capacete vermelho e branco possui as laterais mais alongadas, conforme sugeriu o estudo. O modelo amarelo não possui a proteção, por isso é contraindicado.

Os especialistas ainda pensaram naqueles que não gostam de usar capacete por algum motivo e desenvolveram também um tipo de proteção, nomeada como “Soft Protection” (“proteção leve“), uma tira circular para se usar na cabeça como uma viseira, feita de um material resistente e amortecedor.

Apesar de ser estranho e deixar o topo da cabeça livre, a invenção promete evitar que áreas mais sensíveis como a testa e as têmporas sofram algum impacto durante a queda.

A invenção “Soft Protection”.

Como o estudo foi originalmente publicado em 2013, diversas empresas levaram os dados da pesquisa para suas fábricas, e já estão produzindo capacetes adaptados.

Portanto, na hora de comprar um novo equipamento de proteção, fique de olho se o capacete protege as laterais da sua cabeça, caso contrário, o mais indicado é escolher outro modelo.

Fonte(s): DW Brasil - Youtube, Imperial College
Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão (SBT, Record, Band, etc.) pela internet em 2012. Vegano e meditante, busca evoluir junto com todos os seres enquanto caminham. ( Twitter - Instagram ).

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