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Música #Nacional Independente #PraOuvir

Ser independente é algo muito bom e necessário para a sobrevivência de todos nós, os solteiros!

Oi gente, tudo bem por aí?

 

Essa semana estava em dúvida de qual assunto tratar e conversando com meu amigo decidi jogar na roda hoje um tema bem importante para a música brasileira. Não diferente do bordão exclamado por Dom Pedro I, ser independente é algo muito bom e necessário para a sobrevivência de todos nós, os solteiros!

 

 

Já na música, ser um artista independente é absurdamente difícil. É preciso acreditar muito no seu trabalho, suar a camisa, lavá-la, suar denovo, lavar, suar, lavar, suar….

 

 

Afinal todo artista precisa de incentivos financeiros para conseguirem colocar em prática o que planeja com sua arte.

 

Olhando um pouco através dos anos, muitos artistas começaram de forma independente e depois que iam ganhando público, iam tendo mais e mais incentivos, seja de empresas, seja do Governo ou seja do público mesmo.

 

Antes não existia esse apelo capitalista que existe hoje. Um artista não ganhava rios de dinheiro como alguns ganham hoje, apenas com marketing. Eles não tinham planejamento de marketing. Veja só: Cartola morreu pobre. Pixinguinha morreu pobre. Adoniram Barbosa, pobre. Ou seja, quem não vinha de uma linhagem rica, morria como veio ao mundo.

 

 

Hoje em dia, é muito difícil manter-se puro na sua arte e não querer tomar a forma do mercado popular. Muita gente que só cantava bossa nova saiu do país nos anos 80 e começou a cantar lambada para ganhar dinheiro e poder sobreviver.

 

E eu não critico esses artistas. Eles precisavam comer, pagar suas contas, viver com mais conforto ou, pelo menos, trabalhando com o que sabiam fazer de melhor.

 

 

Alguns artistas até tentaram tirar o domínio das grandes gravadoras. Foi o caso do Supla, filho de Marta e Eduardo Suplicy, que vendia seus CDs em bancas de jornal, o que até rendeu mais dinheiro a ele devido ao sucesso de Green Hair (Japa Girl), com mais de 700 mil cópias vendidas.

 

 

Hoje em dia existe uma Assossiação de Música Independente Brasileira chamada ABM.I, que que cataloga os artistas independentes e faz a intermediação entre as gravadoras.

 

Algumas delas são bem ativas na busca de artistas novos, como a Borandá, a Kuarup Discos, a Eldorado, dando chance aos talentos escondidos no Brasil. Mesmo assim o trabalho precisa crescer mais. São muitos artistas que tem talento de sobra e não tem nem arroz na prateleira.

 

 

E claro que não ia deixar de comentar aqui a PÉSSIMA atuação do Ministério da Cultura na distribuição de recursos, que em sua forma injusta na análise de projetos, dá milhões para artistas que já tem milhões e desaprovam os projetos de pessoas que estão começando agora a expor sua arte.

 

Deixo até no ar uma pergunta que não sai da minha cabeça: Esses artistas que captam recursos brasileiros para expor seus trabalhos no exterior (vide alguns sertanejos), são mesmo artistas ou somente laranjas para exportar de forma legal os recursos que deveriam ser gastos aqui dentro do Brasil?

 

É para pensar… porque só isso explicaria a exportação de música de qualidade ínfima e a aceitação dos países por um tipo de cultura inútil…

 

 

 

PRA OUVIR

CÍCERO – Canções de Apartamento

 

As “Canções de Apartamento” de Cícero são dez pílulas confessionais sobre amores, saudades, encontros e descobertas, legitimados por este carioca de 25 anos, formado em Direito, em meio a mudanças e adaptações da vida adulta.

Composto e gravado inteiramente em seu ambiente caseiro, de forma independente, o disco foi disponibilizado gratuitamente em seu site. Bastaram três semanas para que mais de 10 mil downloads fossem registrados.

 

 

Baixe o disco grátis: http://www.cicero.net.br/ 

 

 

Gostou? Tem alguma sugestão de pauta?

Participe, espalhe e não se esqueça de curtir a página lá em cima =)

 

Até a próxima!

 

 

Ricco Nunes, paulistano, solteiro convicto (até que me provem o contrário), publicitário, designer gráfico e músico profissional, apaixonado por arte, culinária, estilo, livros com temas densos e pessoas com bom senso de humor. Detesto cantores de churrascaria, pegar metrô as 18h e acordar antes das 10h30. Tudo o que escrevo é baseado em fatos reais analisados sob o meu ponto de vista. Comentem, critiquem, elogiem e botem a borboleta para fora do casulo!

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