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Música Nacional, como amar? #PraOuvir #Nacional

Dizer que SÓ produzimos coisas ruins é um crime inafiançável! Temos muitos artistas novos, poetas, intérpretes, compositores, pintores, escultores, designers, etc. que não são conhecidos por pura falta de incentivo nosso, os consumidores finais.

SOS Solteiros Publicado: 28/08/2012 15:59 | Atualizado: 08/06/2013 14:06

Certa vez me perguntaram que tipo de música eu ouço. Aí pensei: O que será que eu respondo? 

Eu ouço tudo. Aliás, não só por ser músico, mas a minha concepção de Música é a de que existe um estilo para cada situação da nossa vida. Por exemplo: se você está indo para a praia, nada como o reggaezinho de Céu, se está indo para o campo, um regional raíz cai muito bem, se está voltando de Cuba a música latina estará bombando no seu ipod, se terminou ou sofre por um relacionamento, Maysa, Nana Caymmi, e tantos outros, porque curtir uma fossa é importante!

 

 

Ao mesmo tempo, o estilo que você está mais acostumado a ouvir diz muito sobre sua personalidade: Se gosta de Tom Jobim, você é uma pessoa mais tranquila, centrada, ao passo de que se curte Fernanda Abreu, mais moderninho, curte balada e por aí vai.

A música, assim como qualquer arte, tem como objetivo principal nos elevar a um outro plano.

Pode nos transportar a um estado de Nirvana…

 

…como também nos motivar a pisar no acelerador!

 

Hoje em dia a produção musical é extensa, com infinitos estilos e infinitas possibilidades, tanto na mistura quanto na originalidade.

Acho válido quebrar preconceitos e provar outros “sabores”. Em todos eles há coisas boas e ruins, cabe a cada um de nós decidirmos o que se adapta mais à nossa realidade.

Sim, realidade, porque a questão cultural é algo bem particular. Eu posso gostar de Caetano Veloso e você odiar. Mas para gostar ou odiar é necessário ver/ouvir/sentir a obra e depois tirar suas conclusões.

 

 

Muitos dizem que a música no Brasil, atualmente, só trata da sexualidade e coisas fúteis. Concordo que temos produzido e exportado materiais desse porte, mas não podemos generalizar.

Dizer que produzimos coisas ruins é um crime inafiançável! Temos muitos artistas novos, poetas, intérpretes, compositores, pintores, escultores, designers, etc. que não são conhecidos por pura falta de incentivo nosso, os consumidores finais.

 

 

O que vivemos hoje é produto do desinvestimento em educação de nosso país e sem ela não se pode compreender a arte. O resultado é que se vende aquilo que condiz com a bagagem cultural de quem compra. Essa é a pegada do bambolê!

 

 

Arte é para quem tem bagagem intelectual. Eu só vou dar o real valor a uma pintura de Renoir, se estudar o Impressionismo.

Voltando à pergunta inicial, estar aberto a vários estilos, não me torna uma pessoa sem personalidade. Mas sim uma pessoa versátil e apta a receber o belo e o novo. Aquele tipo de pessoa que não se importará em ir a um show que não goste, mas estará aberta a escutar algo do setlist que toque a alma, sem preconceitos.

 

 

INDICAÇÃO DA SEMANA:

Solteiros de plantão, fiquem com essa primeira dica, fruto da união de cinco músicos multi-instrumentistas incríveis e que estão atuando cada vez mais na cena brasileira. Vale a pena abrir a mente e o coração para 5 A SECO (Vinicius Calderoni, Tó Brandileone, Leo Bianchini, Pedro Altério e Pedro Viáfora).

 

 

Concorda? Discorda? Me conta aqui nos comentários.. e se gostou, não esquece de apertar o “curti” lá em cima

Abração!

 

 

Ricco Nunes, paulistano, solteiro convicto (até que me provem o contrário), publicitário, designer gráfico e músico profissional, apaixonado por arte, culinária, estilo, livros com temas densos e pessoas com bom senso de humor. Detesto cantores de churrascaria, pegar metrô as 18h e acordar antes das 10h30. Tudo o que escrevo é baseado em fatos reais analisados sob o meu ponto de vista. Comentem, critiquem, elogiem e botem a borboleta para fora do casulo!

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