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Atitude Coletiva

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Mudar é preciso?

Em vez de apenas reclamar, coragem para enfrentar seus desafios.

Dario C L Barbosa Publicado: 17/06/2013 11:55 | Atualizado: 02/10/2017 16:52

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Algumas transformações chegam de repente na vida, outras porém, são desejadas. E é muito comum termos esse desejo de mudança e ficarmos, a princípio, em estado de inércia, paralisados – ou por preguiça, ou por medo – o que nos dá a sensação de falta de foco, de estarmos perdidos sem saber o que fazer ou para onde ir.

Para uma mudança se concretizar na vida de alguém, é necessário transformar o pensamento antes do comportamento, o que não é tão fácil assim. Se comportar de maneira diferente faz com que mudemos de fora para dentro. Pensar de maneira diferente faz com que mudemos de dentro para fora, e através de um novo pensamento temos um novo comportamento. Apenas se comportar diferente sem mudar o pensamento é algo temporário, não é uma mudança definitiva. Complicado?

Vou facilitar com um exemplo básico: Um homem termina o namoro com uma mulher, por ter se apaixonado por outra. Ela está triste mas para mostrar que mudou, que se adaptou à nova vida faz o quê? Muda o cabelo, muda o estilo, arruma novos amigos. Não é errado, até recomendo. E “dar um up”, uma revigorada, é sempre bom. Mas pode ser algo temporário. No fundo o pensamento dela é o mesmo: o amor por aquele homem que a deixou, pelo qual ela sente talvez mágoa, raiva por a ter deixado, trocado por outra, enfim. Ele ainda é, para ela, o homem ideal, quem ela ama, aquele que ela deseja. Os outros são só os outros.

É mais ou menos por aí, compreenderam? Pode funcionar temporariamente, até que o pensamento mude. O comportamento é reflexo do pensamento, o que você pensa é exposto no que você faz e fala. Mas o que você faz/fala não necessariamente é o que pensa.

Dalai Lama disse algo que gosto muito: “Se quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior.”

Isso não serve para um indivíduo, mas para uma sociedade. O comportamento de uma sociedade é reflexo do pensamento da mesma. Talvez você saiba o que quer, mas talvez não saiba como chegar no seu objetivo. Ou talvez nem saiba o objetivo, apenas quer algo diferente. Vou aproveitar a explosão de sentimentos que as manifestações no Brasil estão expondo e tentar fazer uma analogia das mudanças individuais com as coletivas.

O texto do Pablo Villaça é uma ótima base para tentarmos compreender melhor a situação das manifestações. Muito bom para análise.

Vejam bem, não estou aqui para julgar ninguém que seja contra ou a favor das manifestações; tenho minha opinião já formada sobre este assunto e não me cabe julgar o próximo. Seja você contra ou a favor, entenda que estou falando de processos de mudança que podem caber tanto na sua vida pessoal quanto na atual situação do nosso país.

Quanto às mudanças que tanto protestam Brasil afora: Quer manifestar? Não vá só seguindo a massa e “ir contra tudo, contra qualquer coisa” vá pelas razões que acredita de verdade, não seja um “adolescente revoltado fazendo draminha”, vá como adulto que é, maduro e convicto dos seus princípios e valores. Pense antes de seguir alguém. Está seguindo o outro por concordar mesmo ou só pelo furor do momento?

Para mudar: acredite em você, na sua capacidade de desafiar o comodismo que está vivendo, entenda que perdas vêm para que ganhos venham também. Mudanças não são necessárias, são essenciais. Nós só vivemos de verdade quando temos pelo que buscar e nos mover. Manifestar seu desejo de mudança (nos protestos públicos, ou na mudança que você quer dentro da sua família, por exemplo) já faz com que você tenha um posicionamento inicial.

Mas para saber onde você quer chegar, como quer chegar, somente compreendendo bem a situação. Não se pode levantar uma bandeira sem compreender o fenômeno das situações. Saber os fatos, analisá-los, aprender e apreender, concordar ou discordar.

Quer uma mudança? Não enxergue apenas fatos, mas fenômenos. Citei antes a palavra comportamento e que apenas muda-lo não faz da mudança algo legítimo e autêntico. É necessário mudar o pensamento. É mais ou menos a mesma coisa que o conceito de fato – fenômeno. Fato é o comportamento, fenômeno é aquilo que está por trás do fato, sendo algo mais complexo e profundo.

Analise primeiro o que você quer, entenda que as mudanças vão trazer perdas, afinal qualquer escolha – até se você escolher não fazer nada e não sair de onde está – traz perdas. Mas isso não significa que ficar onde está seja a melhor solução. O medo e a preguiça são as duas coisas que paralisam o homem. Reflita sobre não mudar. Até quando será válido? Até quando será bom? Até quando você vai deixar de ganhar coisas novas para apenas não perder o que já tem? Perdas sempre existirão.

Por fim, crie coragem para impulsionar essa nova fase da sua vida. A coragem é um dos pontos principais para tudo isso. Ter desejo não é sinônimo de ter coragem. Como eu já disse, o medo pode paralisar. A coragem é a capacidade que todos nós temos para enfrentar novos desafios na vida. Caso você tenha real vontade de transformação, o medo não deve ser maior que ela.

 

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Enfrente e em frente. Entende?

 

 

Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão pela internet em 2012. Vegetariano, meditante e ecossocialista na luta por consciência e equidade. ( Twitter - Instagram ).

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