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Mapa do coronavírus: plataformas mostram qual é o risco da tua rua

Apesar da iniciativa, o Ministério da Saúde dificulta a vida dos pesquisadores.

Daiane Oliveira Publicado: 15/06/2020 11:10 | Atualizado: 15/06/2020 11:33

Nesse artigo, detalharemos duas plataformas interativas que contam com um mapa do coronavírus, avaliando de maneira ágil o risco que a sua região oferece.

Com o novo coronavírus criamos algumas rotinas diferentes: lavar as mãos com muito mais frequência e eficácia, adotar o uso de álcool em gel, voltar para buscar a máscara – quem nunca? – e até mesmo dar banho nas embalagens quando chegamos do supermercado.

Na busca de prevenção, é melhor cometer excessos do que negligenciar alguns cuidados, até porque não sabemos exatamente onde há risco efetivo de contaminação.

Mas já existem algumas iniciativas que visam apontar se precisamos redobrar o sinal de alerta, de acordo com nossa localização. É o caso de dois mapas idealizados de maneira distinta, mas com a mesma finalidade: informar e alertar.

 

1. Mapa “Juntos contra o COVID”

Uma busca pelo endereço da sua casa e você rapidamente descobre se o risco de infecção pelo novo coronavírus é alto (pontos vermelhos), médio (pontos amarelos) ou baixo (pontos azuis).

A plataforma virtual Juntos contra o Covid, que vale para todo Brasil, faz uso de um algoritmo validado pelo Ministério da Saúde por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para calcular esse risco.

Esse cálculo é feito com base nas respostas dadas por voluntários a um pequeno questionário no site Juntos contra o Covid. Pessoas de qualquer lugar do Brasil podem responder e colaborar.

O questionário pede informações como nome, gênero biológico, endereço residencial, e-mail e faz algumas perguntas como, se a pessoa já foi vacinada contra gripe este ano, se já realizou teste para detecção do novo coronavírus, entre outras.

Além disso, a plataforma interroga se existe presença de sintomas específicos como febre, tosse, dificuldade para respirar e perda de olfato ou paladar; bem como se o respondente é portador de alguma condição considerada de risco.

A iniciativa, encabeçada por Faissal Nemer Hajar, acadêmico de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR),  pede, ainda, que cada pessoa responda semanalmente o questionário, mesmo que não haja nenhum sintoma ou suspeita – isso é importante para que a plataforma mantenha-se sempre atualizada.

Acesse a plataforma aqui.

 

2. Mapa “LabCidade”

O mapa LabCidade, restrito a São Paulo, foi elaborado pelo Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade, pertencente à USP. A partir da busca por algum Código de Endereçamento Postal (CEP) da região metropolitana da capital, era possível verificar a incidência de casos, óbitos e suspeitas de Covid-19.

A precisão dos dados apontados é bastante alta. Tendo em vista que as informações que alimentam o mapa eram extraídas diretamente de registros disponibilizadas pelo Ministério da Saúde por meio do DATASUS.

Entretanto, o Ministério da Saúde deixou de disponibilizar o CEP dos pacientes no DATASUS, o que impede a atualização do mapa e continuação do projeto.

Por meio do site, os responsáveis pelo LabCidade denunciaram tal ação do Ministério da Saúde:

“Essa mudança dificulta ainda mais a compreensão sobre a disseminação da pandemia no território brasileiro, limitando inclusive a formulação de estratégias adequadas para seu enfrentamento”, destacaram.

Até que a ação do Ministério da Saúde seja revertida, o mapa permanecerá sem atualizações. A última atualização foi dia 05 de junho.

Acesse a plataforma aqui.

 

Fonte(s): Estado de Minas, El País
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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