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Mais milho! “Cerveja” brasileira têm padrão flexibilizado em decreto do Governo

A nova medida não limita percentual para adição de cereais na bebida.

  • Decreto assinado por Bolsonaro enxuga diversos requisitos de classificação das cervejas.

  • A adição de cereais agora pode ser feita de acordo com a vontade do fabricante.

  • A redação também permite a utilização de aromatizante, corante e espuma artificial.

Uma medida do presidente Jair Bolsonaro mexeu com uma coisa sagrada para muitos brasileiros: a cerveja. Apesar da qualidade da bebida no Brasil ser questionada, nosso líquido tão amado e precioso tinha alguns critérios como padronização, denominação e registro regulamentados por decreto.

Em junho de 2009 o então presidente Lula publicou um extenso decreto, com 130 artigos que ditavam as regras do padrão de qualidade da cerveja brasileira.

Agora, o Decreto nº 9.902/2019, assinado por Bolsonaro e publicado no Diário Oficial de hoje (09), enxuga diversos requisitos de classificação das bebidas fermentadas e altera o limite para adição de adjuntos cervejeiros, ou melhor: exclui esse limite.

A redação atual diz apenas que “uma parte da cevada malteada ou do extrato de malte poderá ser substituída parcialmente por adjunto cervejeiro“, sem limitar um percentual, que antes era de 45%. Dessa forma, a adição de milho, arroz e demais cereais pode ser feita de acordo com a vontade do fabricante.

Além disso, passa a ser permitida também a adição de ingredientes inclusive de origem animal, como mel e lactose. A nova redação também exclui regras anteriores que tratavam sobre uso de corantes, permitindo agora a utilização de aromatizante, corante e espuma artificial.

Principais alterações do decreto.

Em nota, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) afirmou ver com bom olhos a publicação do decreto, pois acredita que a flexibilização das normas impulsionará o mercado de cerveja artesanal.

Essa é uma mudança fundamental e de grande avanço para o universo das artesanais, pois permite a criação de produtos ainda mais diferenciados”, afirmou Carlo Lapolli, presidente da Associação.

A publicação já provocou reações intensas no Twitter, especialmente de usuários temendo que as cervejas populares, fabricadas em grandes quantidades, tenham o padrão de qualidade negativamente afetado.

 

Fonte(s): Valor
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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