• Colabore!
  • Sobre nós
  • Contato

Crossfit Mental

chevron_left
chevron_right

35 Livros incríveis para começar a gostar de ler, segundo especialistas

Dicas preciosas de por onde começar e quais livros ler.

Taís Lenny Publicado: 16/11/2020 14:49 | Atualizado: 16/11/2020 14:49

Prepare-se para iniciar uma paixão, pela literatura! Quem realmente entende do assunto, vai dar dicas preciosas de por onde começar e quais livros ler.

 

Você pode não saber, mas existe um apetite voraz contido naqueles que consomem a literatura. Seja como forma de entretenimento ou como um meio para adquirir conhecimento. É como um “bichinho” da leitura que te pica. Aí, não há escapatória: há sempre o desejo de mais.

Mas e para aqueles leitores que não são tão assíduos assim? Como será que começa o interesse pela literatura? Melhor ainda, como adquirir o hábito?

Não é possível entrar na mente de Agatha Christie ou Sophie Kinsella, ou mesmo tomar um cafezinho com Mia Couto e assim, conquistar o amor pelas palavras. Mas, então, vamos imaginar algo parecido com isso: um delicioso bate-papo num café de uma livraria na Avenida Paulista.

Lá, estamos conversando com sete especialistas em literatura e eles irão nos ajudar a desvendar não somente os mistérios dos personagens mais fascinantes dos livros, mas também dar dicas preciosas de leitura que serão capazes de fisgar a atenção de qualquer um. Eles são:

  • Larissa Siriani, escritora e professora de Produção Editorial;
  • Janaina Soggia, idealizadora e organizadora do clube de leitura “Café Literário”;
  • Maria Helena de Barros Antunes, bibliotecária e professora por 43 anos;
  • Raphael Draccon, escritor e roteirista;
  • Ibraima Tavares, revisora e professora da UNESP;
  • Plácido Rodrigues, professor de língua portuguesa e literatura;
  • e Sabrina Inserra, formada em jornalismo e atua no mercado editorial desde 2013.

 

Larissa Siriani: livros divertidos, leves, de leituras rápidas e que estimulam a imaginação.

Primeiro, começamos com a Larissa Siriani, que além de contabilizar dez livros de autoria própria, é professora e estudante de Produção Editorial. Para ela, a leitura é algo que precisa ser cultivada: “se você não tem hábito de ler no dia a dia, separe um tempinho pra isso, nem que seja meia horinha antes de dormir ou na hora do almoço”.

Além disso, ela recomenda começar pelo básico: encontrar temas de seu interesse. “Se possível, gaste um tempo em uma biblioteca, livraria, ou mesmo em um site olhando livros dos gêneros que você acha mais legais, lendo as sinopses, as avaliações. Não tenha medo de comprar um livro só pela capa ou um livro que as pessoas falam mal”.

Que tal, você pode se surpreender!

1. Eu Sou o Mensageiro, de Markus Zusak

O autor australiano também escreveu “A Menina que Roubava Livros”. Larissa jura que não o indicou só por ser seu livro preferido, “mas porque acho um livro fácil, divertido e com uma mensagem muito bonita”.

Aqui é possível acompanhar a história de vida de Ed Kennedy, que depois de impedir um assalto, começa a receber cartas anônimas, algumas sem sentido. As mensagens fazem com que ele chegue até pessoas que precisam de ajuda.

 

2. O Garoto da Casa ao Lado, da Meg Cabot

Para os românticos de plantão, ela indica a Meg Cabot, famosa autora da série “O Diário da Princesa”. Neste outro livro, conheça Melissa Fuller, uma jornalista de celebridades que precisa desvendar um mistério.

Sua vizinha de oitenta anos foi golpeada na cabeça e ela quer descobrir o que de fato aconteceu. Larissa indica esse livro, “porque tem um estilo de narrativa muito diferente (em formato de e-mail!) e é uma das leituras mais rápidas que já fiz na vida”.

 

3. Quinze Dias, de Vitor Martins

Valorizando a produção nacional, Larissa destaca esta obra “porque é leve, rápida e tem uma representatividade incrível!”. Delicie-se com a história de Felipe, que por 15 dias, precisará hospedar o seu vizinho que “foi” sua paixão na infância.

 

4. Lugar Nenhum, de Neil Gaiman

Este livro é considerado sombrio e hipnótico. E foi indicado por Larissa, “porque é uma fantasia urbana muito bem escrita e nada maçante”.

Apresentamos Richard Mayhew, que ao ajudar uma jovem ferida, passa a se tornar invisível em Londres, sem trabalho, sem noiva e sem casa… Precisando recuperar sua vida de volta, ele passa a viver em um mundo novo, a chamada Londres de Baixo, com cenários mirabolantes e personagens singulares.

 

5. Jogos Vorazes, da Suzanne Collins

O filme você já conhece, mas o livro consegue surpreender! Trata-se aqui de uma distopia, com muita ação e aventura. Indicado tanto para jovens quanto para adultos, esta obra acompanha Katniss Everdeen que vive em um país dominado por uma metrópole tecnologicamente avançada.

Lá, periodicamente são realizados os chamados Jogos Vorazes, onde os participantes de doze a dezoito anos de idade, cada um dos 12 distritos da Capital, são selecionados para uma batalha televisionada na qual vão lutar até a morte. Quem sobreviver, vence.

Larissa o indica, “porque é um livro muito ágil, que a gente devora sem perceber, e com uma mensagem política muito forte”.

 

Janaina Soggia: pérolas da língua portuguesa.

O bate-papo aumenta e agora, temos algumas histórias com temáticas mais complexas ou dramáticas. Nossa próxima especialista é Janaina Soggia – mestra em Literatura, Crítica Literária e idealizadora e curadora do Clube do Livro Café Literário.

6. O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei

Uma mulher dos 8 aos 52 anos conta sua história e tudo que pode acontecer de mais surpreendente e belo na vida de alguém, com situações cotidianas e também tragédias.

Janaina classifica o livro como “lindo tocante, edificante e reflexivo. A peregrinação de uma mulher em processo de maturação, diante de uma série inenarrável de dores e perdas”. Separa o lencinho e vem!

 

7. O Fio das Missangas, de Mia Couto

“Belíssimo”! Contos são uma ótima pedida para quem está querendo criar o hábito da leitura. Até porque você não precisa ler tudo de uma vez – embora, acredite!, vá chegar um momento em que você vai devorar o que vir pela frente. Neste livro de Mia Couto, Janaina vê o autor tratando o feminino “sob uma perspectiva poética e humana”.

 

Maria Helena de Barros Antunes: livros que começam flertando com as fábulas e literaturas mais fantasiosas. Depois, caímos nos mistérios e romances e por último duas das distopias mais famosas da história.

Agora, é natural querer começar por temas um pouco mais leves e ir inserindo a complexidade aos poucos. Se você ainda está em dúvida, quem mais pode te ajudar além de uma bibliotecária?

Maria Helena de Barros Antunes exerceu a profissão de biblioteconomista por 40 anos e criou projetos de clubes de leitura no colégio onde trabalhou. Ela destaca que não tem como uma pessoa se interessar pela leitura se ela não tem acesso fácil a qualquer material que a estimule.

“As pessoas precisam ter acessos a livros, revistas e textos sobre assuntos de seu interesse, mesmo que as leituras de obras não sejam propriamente literárias. Só quando internalizam o hábito é que começam a buscar outras referências”, explica.

Isso só confirma aquela frase que todo mundo está cansado de ouvir que é: leitura por obrigação é a coisa mais chata do mundo.

8. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry

Esta obra é daquelas que costumamos ler “em uma sentada” e não poderia estar de fora dessa lista. Um livro inspirador e que gerou frases que nos fazem refletir, é a primeira indicação de Maria Helena.

Ao cair com seu avião, um piloto conhece uma criança que diz ter vindo de um planeta distante. A convivência entre os dois faz com que sejam repensados valores e encontrado um novo sentido na vida.

 

9. Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos

Este livro já contou com duas adaptações para o cinema e três novelas! O autor escreve uma autobiografia e narra momentos de sua infância, sempre conversando com o pé de laranja lima do quintal de sua casa. Nossa bibliotecária indica este por ser “uma leitura leve e agradável, assim como todas as obras do autor”.

 

10. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach

Já ouviu falar de uma gaivota insatisfeita com seu estilo de vida e padrões da sociedade? Pois este é Fernão, uma ave que se recusa a voar somente para se movimentar e se manter viva. Fernão quer ir além e torna seu dom algo prazeroso ao se aperfeiçoar e lentamente passa a apostar em seu verdadeiro potencial como gaivota.

Uma história inspiradora sobre liberdade, amor e muito aprendizado, com apenas 152 páginas. Para Maria Helena, a obra clássica “narra as dificuldades envolvidas em romper com o estabelecido, ficção que estimula a liberdade e o fazer além da mesmice”.

 

11. Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado

Ainda que você nunca tenha lido um livro de Jorge Amado, você deve ter ouvido falar de Gabriela – ou visto, né? É uma das personagens mais sedutoras da literatura nacional.

Mesmo se tratando de um romance, percebemos que estamos lendo uma crônica de costumes populares. O autor usa e abusa de uma linguagem simples e de tom informal. Para Maria Helena, é um “relato do momento social da época onde os coronéis, donos das terras e mandantes dos locais se envolviam com mulheres pra lá de sedutoras”.

 

Saindo das fábulas e dos romances, começamos a esquentar o clima, das distopias. Afinal, às vezes não há nada que dê conta de retratar o que vivemos no mundo real.

12. A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Esta indicação é considerada indispensável. É um clássico moderno – e isso não quer dizer que seja chato. Trata-se de uma fábula sobre o poder, feita por um dos maiores escritores do século XX.

Uma pequena narrativa, que diverte ao conhecermos a história de um grupo de animais revolucionários que tomam o poder de uma fazenda, pregando a igualdade e justiça. Mas existe uma ameaça: porcos totalitários.

Publicada em plena Segunda Guerra Mundial, em 1945, a obra foi rejeitada por várias editoras por satirizar a ditadura moderna. Com certeza um livro bem atual!

 

13. 1984, de George Orwell

Do mesmo autor, essa é uma distopia clássica e nos obrigada a pensar fora da caixa. Para Maria Helena, 1984 “relata bem a era atual, ficção sobre a vida e formas políticas, ao denunciar o totalitarismo”.

Ele foi escrito em 1948. Seu título, porém, contém os dois dígitos deste ano invertidos. Isso por si só já nos dá uma lição importante: a distopia pode não estar tão distante.

Neste drama, depois de uma guerra de escala global, o Grande Irmão assume o poder, elimina as nações e cria três estados totalitários. Para resumir, a realidade vira algo opressivo e medonho. Leitura imperdível!

 

14. Os Cinco Porquinhos, de Agatha Christie

Neste livro, existe a possibilidade de ser comprovada a inocência de uma acusada que foi condenada e morta por um crime cometido há mais de 16 anos. Essa é a missão de Hercule Poirot, um dos detetives mais famosos da literatura, criado por Agatha Christie.

O título faz alusão aos cinco suspeitos do crime. Sem dúvidas a autora que não pode faltar quando citamos mistérios e foi uma indicação certeira de Maria Helena de Barros Antunes.

 

Raphael Draccon: um trio de clássicos inusitados.

É curioso perceber as indicações de cada um de nossos especialistas. Certamente esse encontro fictício num café por aí renderia horas e horas de conversa. Aliás, é importante não só ler alguma coisa, mas conversar sobre o que se está lendo, sabia?

Raphael Draccon, romancista best-seller, autor da trilogia de fantasia “Dragões de Éter” e roteirista da série “O Escolhido”, do serviço de streaming Netflix, fala um pouco sobre como a literatura, hoje, ocupa um espaço muito peculiar, já que existem outros meios de consumir histórias.

“O leitor de hoje está decidindo em sua viagem de ônibus se ele vai ler um livro, ver um programa de TV ao vivo no celular, ou um episódio de série”, reflete.

Tudo isso, segundo ele, contribui para que o leitor de hoje tenha um nível de atenção mais reduzido e um raciocínio que busca muitas coisas ao mesmo tempo.

Ou seja: um leitor precisa que um livro prenda sua atenção desde o começo, fazendo com que ele se importe com os personagens e sinta “uma roda de emoções com a história tão intensa ou maior do que a série preferida que ele esteja acompanhando no momento”, diz Draccon.

Ainda quando pergunto sobre questões essenciais para se formar um leitor, Draccon complementa o que nossos primeiros convidados falaram: é necessário buscar algo do seu interesse e não se importar com o que as pessoas vão pensar sobre isto.

Ele afirma ainda que “é preciso formar leitores, não desestimulá-los, e a literatura não é definida por um gênero, da mesma forma que o cinema não é definido por um gênero. Há espaço para tudo, menos para o preconceito”.

15. O Hobbit , de J. R. R. Tolkien

Para começar uma aventura completamente inesquecível! Bilbo Bolseiro é um Hobbit pacato e satisfeito com sua vida tranquila no Condado. Tudo estava muito bem, até que sua vida vira de cabeça para baixo quando Galdalf bate à sua porta e ele é intimado a se juntar a um grupo de treze anões comilões e bagunceiros para reaver um tesouro roubado.

O Hobbit foi escrito pelo mesmo autor de “O Senhor dos Anéis”. E se você é do tipo que prefere ver o filme a ler o livro, é uma boa indicação para começar!

Já existem adaptações cinematográficas de tirar o fôlego que com certeza são um ponto de partida para levar ao livro. É sempre curioso perceber as nuances das adaptações: já parou para pensar no que se perde do livro quando ele vira filme?

 

16. Capitães da Areia, de Jorge Amado

Novamente um de nossos experts cita o nome de Jorge Amado. Este autor foi um dos mais importantes da Língua Portuguesa; um brasileiro com o total de 49 livros traduzidos para diversas línguas e adaptados para múltiplos meios.

Neste clássico, encontramos Pedro Bala, Professor, Gato, Sem Pernas e Boa Vida – adolescentes abandonados por suas famílias, que crescem perambulando pelas ruas de Salvador, vivendo em comunidade no Trapiche.

O bando pratica diversos assaltos e é constantemente perseguido pela polícia, até que um dia, Professor conhece Dora – um momento que mudará para sempre a vida de todos.

 

17. Série Vaga-lume

Aquele que escolher qualquer título desta série vai se envolver com histórias que marcaram uma geração de leitores. Não são livros grandes – o que é ótimo, pois não assustam.

A série foi lançada originalmente pela Editora Ática no ano de 1973 justamente com o objetivo de formar leitores, oferecendo literatura de qualidade para o público juvenil. São muitos títulos de aventuras e mistério que prendem o leitor e estimulam a imaginação do começo ao fim e podem ganhar as graças de muitos adultos. Vale a pena pesquisar!

Alguns livros da inesquecível série literária.

 

Ibraíma Tavares: começar por algo leve ou mesmo um livro de contos pode ser muito útil.

É curioso pensar como o gênero escolhido pode influenciar no gosto de alguém pela literatura. Se você dá sorte de cair num livro que está de acordo com o que gosta de consumir em outros meios, séries de mistério, por exemplo, ou até comédia, o processo todo se torna muito mais prazeroso.

Ibraíma Tavares é revisora e professora da UNESP, atua no mercado editorial desde 1988. Ela garante que a liberdade durante o ato de se descobrir leitor é uma coisa primordial. Não adianta ficar insistindo numa temática que não é do seu agrado, não é mesmo?

Ela diz que é importantíssimo “não ter vergonha de abandonar o livro se não gostar dele; se não gostou, tente outro”. Por mais que possa soar estranha, é uma dica preciosa. Abandonar um livro que não foi interessante pra você pode dar dicas sobre em quais temas você pode investir.

18. Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles

“Este é um livro de contos, e a Lygia é uma contista maravilhosa. Também são textos mais breves, o que pode ser bom para estabelecer o hábito da leitura”, diz Ibraíma. Nessa coletânea estão alguns dos contos mais famosos de Lygia Fagundes Telles, como “Venha ver o pôr do sol”, a história de um rapaz que leva a ex-namorada para passear num cemitério.

 

19. Comédias da Vida Privada, de Luis Fernando Verissimo

Este é um livro de crônicas, muito leve e divertido. “A crônica é um gênero bom para quem está começando a adquirir o hábito da leitura”, afirma Ibraíma. Os textos são mais curtos e centrados em situações do dia a dia, prato cheio para apreciar uma leitura sem complexidade. “E o Veríssimo é um mestre do gênero”, garante a revisora.

 

20. Assassinato no Expresso Oriente, de Agatha Christie

Ibraíma também afirma que para autores iniciantes, Agatha Christie é uma indicação certeira, pois tem muitos livros apropriados. Mais uma vez a autora ela volta para nossas indicações, especialmente para aqueles que gostam de livros de mistério.

Suas produções acontecem sempre em um ambiente fechado, onde um grupo de pessoas está reunido, no melhor estilo “quem matou?”. No caso de o Assassino no Expresso Oriente, o leitor se transporta para um luxuoso trem que fazia a rota Paris-Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). “É uma delícia”, diz a revisora.

 

Plácido Rodrigues: os livros podem te surpreender pelo gênero. São contos, textos curtos, às vezes de terror ou de suspense, que podem te prender à leitura, cativando sua atenção desde a primeira página.

Agora, voltando a falar sobre leitura obrigatória, quantas vezes você já tentou ler aquele clássico que a escola passou como leitura obrigatória para os vestibulares? “Leitura obrigatória”, aliás, deveria ser uma expressão proibida. Como queremos incentivar que se formem leitores se de início a coisa se apresenta como algo obrigatório?

É justamente esse questionamento que Plácido Rodrigues levanta. Ele é professor titular de Língua Portuguesa e Literatura na Prefeitura de São Paulo e também é autor de dois livros publicados: o romance de terror “Histórias Concêntricas – O Mistério do Viúvo Maldonha” e os contos de suspense e terror “Pelos Jardins do Inferno”.

“O mais comum são pessoas indicando livros com uma linguagem muito formal, e mesmo clássicos, a adultos que querem entrar no mundo mágico da leitura. E convenhamos, a escola já fez isso como boa parte desses adultos e o resultado não foi muito promissor”, considera.

Os primeiros dois são da Série Vagalume, já indicada pelo Raphael Draccon. O que só reforça que é uma série que vale a pena ser pesquisada! Olha só as sinopses que Plácido mandou:

21. Um Inimigo em Cada Esquina, de Raul Drewnick

“Este é um livro muito gostoso de ler. Pessoas que se sensibilizam com crianças de rua vão gostar da história. Sem contar que o livro traça de forma bastante legal os cantos do centro da cidade de São Paulo por meio das desventuras e riscos que os meninos protagonistas dessa história, enfrentam. Depois dele, que tal arriscar ler Capitães da Areia, de Jorge Amado?” – Se eu fosse você, tentaria!

 

22. Doze Horas de Terror, de Marcos Rey

“Uma boa pedida para quem gosta de aventura e uma boa dose de suspense. Na verdade, qualquer livro desse autor é uma boa pedida. Este, a exemplo do anterior, também acontece em São Paulo, mas de uma forma mais frenética que, certamente, irá prender o leitor e dar-lhe uma boa dose de prazer ao ler.

Conta a história de um menino que veio do interior para morar com o irmão. Em um determinado dia, numa baita confusão, sem saber ao certo o que está acontecendo, ele e a namorada do irmão entram numa luta para sobreviver, uma correria de doze horas que fará o leitor acompanhar cada minuto da narrativa como se estivesse na história”.

 

23. As Cem Melhores Crônicas, de Mário Prata

Agora se sua pegada é começar com as crônicas, o que mais pode ser interessante além de uma coletânea organizada pelo próprio autor do livro?

“Este livro, organizado pelo próprio autor, traz 129 crônicas. Textos curtos, para serem lidos de uma única vez. Fora a linguagem gostosa e simples, típicas de crônicas. São temas variados, quase sempre com muito humor. É uma leitura bacana para quem tem poucos minutos e, mesmo assim, quer reservá-los para ler”.

 

24. O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne

“Uma história sobre a inocência perdida, sobre amizade, sobre o olhar a partir da ótica de uma criança sobre o recorte de um momento terrível de nossa História Moderna: a Segunda Guerra Mundial. Um livro comovente para aqueles que buscam se emocionar e conseguir uma boa dose de reflexão sobre temas que parecem nunca se esgotar”, sugere Plácido.

Às vezes alguns temas voltam a ser presentes. São como correntes de interesse que vão e vêm, na história da literatura.

Ele completa, dizendo que o livro tem “uma linguagem que pega o leitor pelo braço e o conduz pelas páginas dessa aventura que o fará suspirar por alguns instantes, pensativo. Vale dizer que há um filme, que mesmo que já tenha sido assistido não impede a leitura. No entanto, quem puder ler o livro e somente depois ver o filme, fica também a indicação deste”.

Mais uma vez a indicação do filme pode ajudar na leitura do livro!

 

25. O Senhor dos Pesadelos, de Elisabeth Maggio

“A história é bem simples e curtinha, mas para quem gosta de um terror, com doses de descoberta na fase da adolescência, ambiente escolar, sonhos que se misturam à realidade, vai adorar este livro”, indica o professor.

Muitas vezes, encontrar um livro que tenha um pouco essa linguagem híbrida pode ajudar! É bom, porque proporciona um descanso ao emocional do leitor, que acaba respirando entre uma página e outra. Plácido diz que além de tudo, este livro também traz uma boa mensagem sobre o mundo adolescente.

 

26. Sete Minutos Depois da Meia-noite, de Patrick Ness

Muitas vezes um livro esconde mensagens muito maiores em suas entrelinhas. É o caso deste. Plácido recomenda fortemente, dizendo que é “um livro sobre superação, aceitação, fraqueza e força”. Segundo ele, é “uma história para quem busca se emocionar e pensar sobre a vida e a morte, sobre verdades que tentamos esconder de nós mesmos em algum lugar da mente que acreditamos nem nós mesmos termos acesso”.

 

Sabrina Inserra: um leque de possibilidades.

Sabrina, que trabalha no mercado editorial desde 2013, pilotou diversas Bienais do Livro, feiras internacionais como a Feira do Livro de Frankfurt e a Feira do Livro de Buenos Aires, além de sessões de autógrafos. afirma que algo que pode ajudar muito a criar o hábito de leitura é ter um livro sempre à mão, mesmo no celular.

“Livros são ótimas companhias para aqueles momentos de espera em consultas médicas, fila do banco, troca de óleo do carro, trânsito no transporte público… Aproveitar esses momentos para ler também pode ser uma forma de encaixar a leitura na sua rotina”, ensina.

Ela deixou uma série de indicações legais para cada um que curte um gênero específico.

Se você, assim como alguns de nossos outros convidados, gosta de um suspense com leitura fluida e rápida, Sabrina indica autores como Agatha Christie, já mencionada em nossa listinha, e Arthur Conan Doyle. “Eles com certeza abrirão portas para uma série de outros autores de suspense, como Harlan Coben, Jo Nesbø, Robert Bryndza, Charlie Donlea, entre outros”.

Ela também diz que cada leitor é único, ou seja: existe um livro para você em algum lugar, disposto a te conquistar de alguma forma.

Aqueles que gostam de comédia romântica, é quase certo que irão gostar de ler algum título de romance, como os chick-lits. Os amantes de séries policiais, com certeza gostarão bastante de ler thrillers e livros de suspense.

Deixei as indicações finais direcionadas para quem gosta de romance. Existem vários tipos para várias faixas-etárias. Aproveite cada indicação e depois me conta de qual gostou mais.

27. Harry Potter (série de livros), de J. K. Rowling

Muitos leitores assíduos de hoje adquiriram este hábito lendo um dos livros da Saga Harry Potter. A história do menino que sobreviveu pautou uma geração inteira de leitores – a geração Harry Potter – que cresceu à medida que os livros foram sendo lançados, junto com cada ano de aventura em Hogwarts. Adultos também podem amar!

Harry Potter é um garoto comum, um menino órfão que vive com seus tios Dursley num quarto improvisado dentro do armário sob a escada, na rua dos Alfeneiros, número 4. Ao completar 11 anos de idade, sua vida vira de ponta-cabeça. Ele descobre que é um bruxo, mas não qualquer um: ele é o menino que sobreviveu, o bebê que derrotou Voldemort, o bruxo mais maligno de todos os tempos.

É com essa descoberta que Harry é apresentado ao mundo bruxo e chega ao seu primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde descobre que é preciso ter muita coragem para enfrentar seus amigos.

“É uma ótima pedida para mergulhar de cabeça em um mundo fantástico e descobrir a magia da literatura!”, promete Sabrina.

 

28. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, de Sophie Kinsella

Rebeca Bloom é uma garota com um péssimo hábito: é uma consumidora compulsiva. Ela é uma jornalista especializada em mercado financeiro, mas não consegue controlar suas próprias finanças.

Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. É um livro muito divertido! Também tem uma adaptação cinematográfica, se você quiser assistir depois de devorar o livro.

 

29. Mentira Perfeita, Carina Rissi

Este é um spin-off de “Procura-se um Marido”. Desta vez, acompanhamos Júlia – uma moça brilhante que se esforça para fazer tudo de maneira perfeita, o que acaba fazendo com que deixe sua vida pessoal de lado.

Gravemente doente, sua tia Berenice teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Num momento de desespero para agradar sua amada tia, Júlia inventa um noivo que nunca conheceu. O que ela não esperava é que sua tia conseguisse sair do hospital e reunisse todas as suas economias para realizar o casamento de sua sobrinha.

Com personagens cativantes e diálogos cheios de humor “Mentira Perfeita” é um romance que promete cativar o coração até dos leitores mais exigentes.

 

30. O Diário da Princesa, de Meg Cabot

Mia Thermopolis é uma garota comum que vive em Nova Iorque e descobre de repente que é a herdeira de um reino europeu. Ela vai morar com a avó (a rainha) para aprender a agir como uma verdadeira princesa que é.

Mas as coisas não são tão fáceis quanto parece, principalmente quando se tem uma avó que sabe tudo sobre realeza. Este livro foi adaptado para o cinema numa produção dos estúdios Disney bem famosa, estrelada por Anne Hathaway e ninguém menos que Julie Andrews.

 

31. A Mediadora (série de livros), de Meg Cabot

Nessa série de livros best-seller de Meg Cabot, Suzannah é a personagem principal. Uma adolescente como todas as outras – ou quase isto. Ela consegue ver fantasmas. Descobre que sua missão é ajudar essas almas penadas a descansarem em paz.

Tudo estava mais ou menos ok, dentro da normalidade de Suzannah, até que ela e sua mãe precisam mudar de casa e acabam indo morar num casarão muito antigo – e, claro, assombrado… por um fantasma bonitão que faz tudo menos assustá-la.

 

32. A Rainha da Fofoca (série de livros), de Meg Cabot

Depois da formatura, parece que tudo vai entrar nos eixos para Lizzie… só que não. Ela resolve passar as férias em Londres com seu namorado, mas as coisas começam a dar muito errado.

Sorte que existe Shari, sua melhor amiga, que a convida para ir para a França. O problema é que Lizzie não consegue ficar de boca fechada e suas palavras são responsáveis pelas maiores confusões em absolutamente todos os lugares.

 

O bônus das indicações de Sabrina vai direcionado aos romances de época. Quem começa a ler, devora as séries rapidamente, pois são muito prazerosas e de conteúdo fácil. Antes já eram os queridinhos dos clubes de leitura, depois que a Netflix anunciou a série “Bridgerton”, escrita por Julia Quinn e produzida por Shonda Rhimes, com certeza o gênero será ainda mais apreciado.

Existem algumas autoras famosas que são responsáveis por reviver o gênero e dar pitadas de humor e sarcasmo, além de cenas bem picantes. Para quem gosta de uma história com ação e envolvimento entre os personagens, as indicações a seguir são um prato cheio!

33. Os Bridgertons (série de livros), de Julia Quinn

Essa foi a primeira dica de Sabrina para quem gosta de um bom romance de época. Conheça a história dos membros de uma família muito respeitados e queridos pela sociedade britânica do século XX.

A série completa tem nove títulos, oito protagonizados por cada um dos irmãos e um com epílogos que narram a continuação de cada uma das primeiras obras e um conto sobre a matriarca a Violet.

 

34. Spindle Cove (série de livros), de Tessa Dare

Aqui podemos acompanhar aventuras que acontecem em Spindle Cove, um vilarejo nada convencional que é composto basicamente por mulheres que não se adaptaram às suas famílias ou de certa forma não se comportavam como a sociedade esperava.

Susanna Finch é quem comanda uma série de atividades como aulas de tiro, banhos de mar entre outras. Ao longo dos livros, vamos descobrindo como funciona o vilarejo e percebendo como eles reagem à chegada de certos convidados.

 

35. O Clube dos Canalhas (série de livros), Sarah MacLean

Anjo Caído é o clube de jogatina mais famoso do submundo de Londres. Cada livro da série conta a história de ex-membros da aristocracia londrina que de um jeito ou de outro têm suas vidas relacionadas a esse clube. Uma série que promete suspense, lutas e romance.

 

O mais importante quando você for abrir uma página de pesquisa na internet, ou resolver passar um tempo fuçando a livraria mais próxima, é tentar perceber algum tema que te agrada.

Como disseram os convidados do nosso café fictício, não tenha medo de abandonar um livro que não gostou, ou mesmo de insistir em demorar um pouco mais para achar algum que você goste. O hábito de leitura se constrói aos poucos e precisa ser uma atividade prazerosa.

Não é fácil, principalmente com a quantidade de conteúdo que consumimos na era digita, mas eu já dei algumas dicas de técnicas para começar a adquirir o hábito da leitura, vem comigo!

No mais, salva esse artigo nos seus favoritos e vai lendo essa listinha aos poucos, aprecie as histórias e divirta-se!

Taís Lenny
Jornalista e leitora voraz (do chick-lit ao clássico). Acredita que a curiosidade deve ser alimentada tanto pelas coisas comuns quanto as complexas. Pode escrever sobre leis ou o mais simples ato humano. Afinal, o homem não é um ser fascinante?

Tá na rede!

Em caso de chefe
clique aqui