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Limpar óleo usado com amido de milho (maisena) exige CUIDADO!

A técnica faz apenas uma limpeza superficial, mas não neutraliza os malefícios do óleo usado.

Bruno Oliveira Publicado: 30/09/2022 09:32 | Atualizado: 30/09/2022 10:06

Há tempos uma técnica ensinando como limpar o óleo de cozinha tem se tornado popular na internet.

A técnica consiste em esquentar o óleo sujo, e despejar uma pequena mistura de amido de milho dissolvido em água. Após alguns minutos o líquido vira uma gosma que gruda na sujeira do óleo e que é simples de remover da panela, deixando-o com o aspecto limpinho, como novo.

Inclusive, nós já testamos essa técnica uma vez e aparentemente deu muito certo.

Apesar do método aparentemente cumprir o prometido (que é limpar o óleo), esse efeito é superficial e não altera os malefícios de reutilizar o óleo. Neste artigo vamos te explicar timtim por timtim. Simbora!

 

Como a maisena faz a “limpeza” do óleo

Como você já deve saber, quando o alimento é frito em óleo ele desprende pequenos pedaços de si em meio à gordura. Esses pedaços permanecem no óleo à medida que você continua a usá-lo, contudo, quanto mais você usa o óleo, mais desses pedaços continuam fritando até queimar, dando aquela cor mais escura de óleo sujo.

Sendo assim, quando você adiciona o amido dissolvido em água, o que acontece é que ele cozinha no óleo quente, mudando sua textura para uma gosma que se mistura a esses pedacinhos queimados do óleo, formando uma espécie de papinha de sujeira. Que gotoso! 🤢

Depois de descartar essa meleca, a impressão é que seu óleo está limpinho e novinho em folha, pronto para ser usado para sempre, certo? Errado.

 

O que acontece quando utilizamos óleo de cozinha várias vezes

De acordo com estudo publicado pelo Austin Publishing Group, ingerir óleo de cozinha que foi usado repetidamente pode ser bastante prejudicial à saúde.

O motivo é que quando elevado a altas temperaturas, as moléculas do óleo sofrem alterações que liberam uma substância chamada acroleína. Essa substância pode causar danos à saúde gástrica e intestinal, além de ter um efeito oxidante (que envelhece).

Além dessa substância, o simples contato com o oxigênio faz com que o óleo entre em estado de oxidação, que em outras palavras significa gerar um desequilíbrio nas moléculas do óleo o tornando impróprio para o consumo, como explica o artigo publicado pela Unipampa:

“O aquecimento intermitente, sob a ação do oxigênio atmosférico acelera muito o mecanismo de deterioração dos óleos e gorduras, pela ação da hidrólise, oxidação e termo-oxidação.”

Mas calma que nem tudo está perdido!

Nós sabemos que descartar o óleo a cada uso está longe de ser uma realidade brasileira, sobretudo devido ao aumento do preço dentro dos últimos anos. Contudo, há maneiras de sofrer menos efeitos dessa deterioração.

De acordo com o site especializado Cook’s Illustrated, de acordo com o tipo de alimento usado, é possível reaproveitar o óleo mais de uma vez:

“Quantas vezes você pode reutilizar o óleo depende do que você está fritando: alimentos empanados como frango e carne deterioram o óleo mais rapidamente do que itens mais limpos, como vegetais. Mas o óleo de ambos pode ser reutilizado pelo menos três vezes e, em alguns casos, você pode reutilizar o óleo oito ou mais vezes.”

O artigo também explica como saber que o óleo não deve ser aproveitado, ou seja, quando ele não serve mais para ser reaproveitado:

“Quando o óleo estiver marrom, fumegar facilmente e/ou apresentar um odor gorduroso, é hora de descartá-lo.“

E vale dizer que nunca se deve misturar o velho sujo com um limpo. Ao fazer isso você contamina o óleo novo com todas as impurezas do óleo que já foi usado.

 

Como descartar o óleo corretamente

Caso você não saiba, é possível reutilizar o óleo na fabricação de sabão caseiro ou doá-lo para uma instituição que atue na fabricação de biodiesel na sua região.

Além disso, o recomendado é armazenar as sobras do óleo em uma garrafa PET e nunca despejá-lo na pia da cozinha ou no lixo comum. O motivo disso é que o óleo é um dos agentes poluentes de maior impacto, tanto no solo quanto na água.

Em suma, se possível, utilize o óleo apenas uma ou duas vezes e procure a forma mais adequada de descartá-lo de maneira sustentável.

 

O que pode acontecer com o óleo que você não vê

Alguns de nossos seguidores deram depoimentos assustadores em nossas redes sociais sobre a utilização do óleo em alguns ambientes comerciais:

“O barzinho de perto de casa troca o óleo a cada 15 dias, será que faz mal? Kkkkk”, conta Adriano Gadens em nosso Instagram.

“Meu namorado trabalhou no McDonald’s e ele foi instruído a trocar o óleo semanalmente 🤡 Segundo o vídeo tinha que ser a cada 2 fritadas de batata? 😔 “, comenta Kejow em nosso canal no Youtube.

“Aqui em casa a gente chama o óleo usado de “óleo de milano”, porque tem lugar que usa o mesmo óleo HÁ MIL ANOs mesmo!”, brinca Plicromo Archer em nossa página no Facebook.

A dica da maisena é válida para fazer sabão!

Para a Suzana Lessa a dica de limpar o óleo com amido de milho caiu como uma luva, e ela agradece em seu comentário no nosso TikTok:

“Poxa que legal, costumo fazer sabão com óleo mas mesmo coando fica escuro. Vou coar e fazer isso! Valeu a dica 👍”

Fonte(s): The Washington Post, Viva Bem, MinhaSaúde, tera, biodieselbr
Bruno Oliveira
Atleta virtual, jornalista, podcaster e gamer de esquerda nas horas vagas. Acredita piamente na capacidade do ser humano de ser melhor, sempre. Dog person e pernambucano, observa o mundo em camadas.

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