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Vai, planeta!

Julho livre de plástico: desafio global propõe um mês sem usar descartáveis

Você consegue ficar 31 dias sem plástico de uso único?

  • O desafio é para que pessoas recusem plásticos de uso único.

  • 120 milhões de pessoas já aderiram ao movimento.

  • No Brasil, pequenos avanços rumam a proibição de plásticos de uso único.

Depois do Desafio do Lixo, que incentivou pessoas a realizar limpeza em locais de circulação pública e compartilhar fotos de antes e depois nas redes sociais, viemos com uma nova e tão importante proposta.

Seja parte da solução: esse é o lema do movimento global Plastic Free July (“Julho livre de plástico”).

Julho livre de plástico – Junte-se ao Desafio

A iniciativa surgiu em 2011 por um esforço particular da ativista Rebecca Prince-Ruiz e hoje é liderada pela Plastic Free Foundationn (Fundação Livre de Plástico), uma ONG criada por Rebecca. A ONG estima que mais de 120 milhões de pessoas já aderiram ao movimento desde sua criação.

A ideia é estimular pessoas para que recusem plásticos de uso único. A  proposta pode valer tanto para um mês ou apenas um dia, quanto para a vida toda – depende da sua disponibilidade em aceitar o desafio.

Para participar oficialmente, basta preencher um pequeno formulário (em inglês) aceitando o desafio, no site do movimento. Indique alguns dados pessoais e em quais situações você quer fazer pequenas mudanças. Lá você também encontra dicas para reduzir plástico no trabalho, na escola, eventos, negócios, na comunidade onde você mora, dentre outras.

Além disso, no site também é possível acompanhar as experiências de outras pessoas ao redor do mundo em busca da redução de lixo plástico. E, depois que você aderir ao desafio, também pode compartilhar sua história para inspirar outras pessoas.

Registro de feirinha sem plástico compartilhada no site do movimento

Como diminuir o consumo de plástico?

Incentivando a participação ao movimento, listamos alguns dos exemplos de materiais que podemos facilmente recusar e reduzir significativamente a quantidade de lixo plástico que produzimos:

  • Embalagens para ‘viagem’ (café, milkshake);
  • Copos, pratos, talheres e descartáveis em geral;
  • Sacolas de supermercado (incluindo os saquinhos de legumes);
  • Plástico filme;
  • Cotonetes com haste plástica;
  • Água engarrafada;
  • Sachês (catchup, mostarda, etc.);
  • Canudos Plásticos (que inclusive são proibidos em vários locais do país).

O SOS inclusive já publicou duas rapidinhas com dicas práticas:

Enfrentamos uma crise global de lixo plástico

A indústria se acomodou com a facilidade e baixo custo do uso de plástico, enquanto isso, nós consumidores nos acostumamos com a ‘praticidade’ deles e fomos alimentando esse ciclo vicioso – detalhamos melhor nesse artigo.

Para resolver essa questão, existem no Brasil pequenos avanços rumo a proibição de plásticos de uso único. A Câmara e Prefeitura de São Paulo estudam proibir distribuição de copos, pratos, talheres, agitadores de bebidas e varas de plástico descartáveis para balões; e a Prefeitura de Santos se comprometeu banir dos órgãos públicos municipais, até o ano que vem, os plásticos de uso único.

Vale dizer que apesar do plástico demorar cerca de 400 anos para se “decompor”, na verdade apenas se transforma em partículas minúsculas que continuam contaminando a natureza, inclusive nosso sal de cozinha, por tempo indeterminado. Precisamos agir, aceitar esse desafio pode ser um pequeno passo nesse sentido. Se a resposta está na produção de plástico, podemos fazer nossa parte diminuindo essa demanda.

Para mais informações sobre o desafio, clique aqui (em inglês).

Fonte(s): 1M, World Economic Forum, Revista Galileu
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

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