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Atitude Coletiva

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Jornalista denuncia que o Tinder sabe de todos os detalhes da nossa vida (inclusive os segredos)

App possui páginas e páginas sobre a sua vida.

Além de exibir essa sua carinha linda e todo esse charme e sensualidade no Tinder, esperamos que esteja ciente que sua exposição pode estar indo muito além disso.

Uma recente reportagem do The Guardian revelou que o aplicativo provavelmente possui centenas de páginas com seus dados pessoais que podem revelar muitos segredos de sua vidinha.

Houston, nós temos um problema.

Graças a uma lei europeia de proteção de dados, Judith Duportail, jornalista autora da publicação, solicitou ao aplicativo o acesso aos seus dados pessoais registrados pelo serviço, e para sua surpresa, recebeu cerca de 800 páginas, contendo todos os dados coletados, que iam muito além do endereço de e-mail, telefone e outras informações básicas.

De acordo com a jornalista, o documento revelava um verdadeiro relatório de uso do Tinder, como data e horário do primeiro login, quantas vezes o app foi aberto, onde e quando estava em cada uma das conversa, quantos matches deu, além de informações vindas de outras redes sociais, como fotografias, que foram exibidas mesmo depois da conta não estar mais vinculada ao app de paquera.

Segundo o relato de Duportail, ela pode visualizar no documento todas suas esperanças, medos, preferências sexuais e até alguns de seus mais íntimos segredos.

O pior cego…

Mas isso não é feito às surdinas, sem que ninguém saiba. Se você der uma olhadinha na política de privacidade do Tinder, eles avisam que podem coletar “informações pessoais, incluindo dados sensíveis, e outras informações”, além claro de endereço de e-mail, localização, interesses, data de aniversário, informações sobre educação, fotos, lista de amigos, etc.

Essa “invasão” porém, não é exclusiva do Tinder. De acordo com o cientista de dados Olivier Keyes, da Universidade de Washington, todos os aplicativos de celular que utilizamos fazem essa coleta de dados, inclusive já falamos neste texto que o Facebook tem até um dossiê todinho dedicado apenas à você.

Tudo isso é usado para movimentar os milhões que giram em torno da internet, pois estes dados tão pessoais acabam sendo usados por outras empresas, com o único objetivo de descobrir verdadeiramente quem você é, para então lhe apresentar propagandas de produtos ou serviços que mais fazem o seu perfil. Mas será que para por aí?

O futuro é nebuloso

O grande problema disso tudo, conforme explica o especialista, é a falta de controle que temos dessa coleta desenfreada de dados. O que nos garante que essas informações todas não cairão em mãos erradas, não serão usadas para golpes ou qualquer outra atividade que possa nos render uma bela dor de cabeça?

Conforme alertou Paul-Olivier Dehaye, ativista de privacidade do site especializado em tecnologia, Personaldata, podemos visualizar um futuro nebuloso com isso tudo, onde, além de recebermos propagandas que realmente nos interesse, as vagas de emprego que você tem acesso, quanto vai custar o seguro do seu carro e até se você está apto a pedir um empréstimo.

De caçador à caça

Ao que tudo indica, é um caminho sem volta. A única maneira de não ter seus dados coletados seria não fazer uso desses aplicativos (ou de qualquer outro).

Enquanto na Europa eles podem pelo menos contar com essa lei, que exige a permissão da visualização desses dados, aqui nós ainda estamos no caminho. Um projeto de Lei que visa maior transparência das empresas nessas coletas de dados ainda aguarda parecer do relator em Comissão Especial da Câmara.

Enquanto isso, não vamos ser ingênuos em achar que a internet é um ambiente seguro e que estamos protegidos pela tela do celular ou do monitor. Na rede, se não tomarmos cuidado, acabamos virando caça, mesmo quando estamos bancando “o caçador”.

Fonte(s): The Guardian, Gizmodo
Redação - Almanaque SOS
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