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Jogar ‘Super Mario 64’ traz incríveis benefícios ao cérebro, revela estudo

O game é capaz de aumentar nossa massa cinzenta de diversas formas.

Dario C L Barbosa Publicado: 15/01/2018 10:45 | Atualizado: 15/01/2018 16:31

Há algum tempo publicamos uma matéria revelando os benefícios que jogar uma fase de vídeo game pode proporcionar ao nosso cérebro.

Depois de descobrirmos que o “Mario Kart” nos ajuda a dirigir melhor, agora um novo estudo analisou apenas os efeitos do “Super Mario 64” em nossas cabecinhas e o resultado foi mais animador que encontrar as 120 estrelas “escondidas”!

O estudo, publicado no site científico Plos One, dividiu 33 participantes em três grupos e ofereceu 3 tipos de atividades diferentes para cada uma deles. O primeiro grupo participava de aulas de piano pela internet, o segundo jogava “Super Mario 64” e o terceiro fez absolutamente porra nenhuma nada.

Todos os grupos realizaram essas atividades por pelo menos 30 minutos por dia, por 5 dias da semana.

Após 6 meses analisando as atividades dos voluntários, os cientistas envolvidos no estudo concluíram que o grupo que jogou o game clássico da Nintendo aumentou a quantidade de massa cinzenta no cérebro na região do cerebelo (responsável pela coordenação muscular e equilíbrio) e no hipocampo (responsável pela memória) dos adultos mais velhos, com idades entre 55 e 75.

Os participantes que tomaram aulas de música também tiveram um aumento da massa cinzenta na região do córtex pré-frontal dorsolateral (ligada ao planejamento de comportamentos e pensamentos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social).

Já a galera que fez vários nada, apresentou atrofia nessas três regiões cerebrais estudas pela pesquisa (hipocampo, cerebelo e córtex pré-frontal dorsolateral).

De acordo com os pesquisadores, a descoberta poderá melhorar as opções de tratamento para doenças com comprometimento cognitivo, como a doença de Alzheimer, por exemplo.

Foi salvar a princesa, salvou o cérebro!

De acordo com os especialistas, a melhor hipótese para esses resultados é de que os jogos feitos em 3D podem funcionar como um treinamento mental, por isso há um aumento na memória e uma melhora no “poder” de cognição dos jogadores.

Nesse tipo de game, como o “Super Mario 64”, é muito importante que o jogador se familiarize com o mundo virtual proposto, construindo mapas mentais de toda região, buscando pontos de referência e outros detalhes pertinentes ao game.

Conforme explica o estudo, todo esse processo que fica rolando na cachola enquanto jogamos funciona como uma “exercício cerebral”, um estimulante, que tem como consequência os benefícios citados.

Ou seja, na real não é apenas o “Super Mario” que pode lhe trazer os benefícios, qualquer outro joguinho que funcione de maneira similar também fará sua massa cinzenta entrar “na malhação”, melhorando assim suas funções.

  • Hipocampo:  “A relação entre o hipocampo e os jogos de plataforma 3D se deve pelo fato de que os jogos de plataforma 3D exigem o uso de processos de memória espacial para construir um mapa cognitivo de ambientes no jogo e, portanto, requer aprendizagem que depende do hipocampo “.

  • Cerebelo: “Por conta da necessidade de uma boa coordenação motora ao se jogar o ‘Super Mario 64’, também esperamos treinamento em plataforma 3D para aumentar a matéria cinzenta no cerebelo”.

  • Córtex pré-frontal dorsolateral: “O ‘Super Mario 64’ requer um amplo planejamento, armazenamento interno e manipulação de informações no jogo. Portanto, prevemos que o treinamento aumentaria a matéria cinzenta no córtex pré-frontal dorsolateral”.

Mas aprender música também trouxe benefícios!

Este é um dos motivos que fez os pesquisadores não baterem o martelo definitivamente sobre a relação do “Super Mario 64” com a melhora das funções cerebrais.

Como quem participou das aulas de piano também apresentou um desenvolvimento significante na massa cinzenta, os cientistas ainda não conseguiram definir de fato se é realmente o “poder” do joguinho 3D que trás esses benefícios ou o simples fato de aprender algo novo que causa tamanho efeito em nosso cérebro.

De acordo com Gregory West, professor assistente de psicologia da Universidade de Montreal e o principal autor do estudo, novas pesquisas, com um maior número de voluntários ainda precisam ser feitas, porém, o resultado é bastante promissor no tratamento da deficiência cognitiva.

Fonte(s): Now This Future, Big Think
Dario C L Barbosa
Fundador e editor do Almanaque SOS. Paulistano, formado em Comunicação Social, trocou os anos em redes de rádio e televisão pela internet em 2012. Vegetariano, meditante e ecossocialista na luta por consciência e equidade. ( Twitter - Instagram ).

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