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Sinta-se Bem

Jogar ‘Super Mario 64’ traz incríveis benefícios ao cérebro, revela estudo

O game é capaz de aumentar nossa massa cinzenta de diversas formas.

Há algum tempo publicamos uma matéria revelando os benefícios que jogar uma fase de vídeo game pode proporcionar ao nosso cérebro.

Depois de descobrirmos que o “Mario Kart” nos ajuda a dirigir melhor, agora um novo estudo analisou apenas os efeitos do “Super Mario 64” em nossas cabecinhas e o resultado foi mais animador que encontrar as 120 estrelas “escondidas”!

O estudo, publicado no site científico Plos One, dividiu 33 participantes em três grupos e ofereceu 3 tipos de atividades diferentes para cada uma deles. O primeiro grupo participava de aulas de piano pela internet, o segundo jogava “Super Mario 64” e o terceiro fez absolutamente porra nenhuma nada.

Todos os grupos realizaram essas atividades por pelo menos 30 minutos por dia, por 5 dias da semana.

Após 6 meses analisando as atividades dos voluntários, os cientistas envolvidos no estudo concluíram que o grupo que jogou o game clássico da Nintendo aumentou a quantidade de massa cinzenta no cérebro na região do cerebelo (responsável pela coordenação muscular e equilíbrio) e no hipocampo (responsável pela memória) dos adultos mais velhos, com idades entre 55 e 75.

Os participantes que tomaram aulas de música também tiveram um aumento da massa cinzenta na região do córtex pré-frontal dorsolateral (ligada ao planejamento de comportamentos e pensamentos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social).

Já a galera que fez vários nada, apresentou atrofia nessas três regiões cerebrais estudas pela pesquisa (hipocampo, cerebelo e córtex pré-frontal dorsolateral).

De acordo com os pesquisadores, a descoberta poderá melhorar as opções de tratamento para doenças com comprometimento cognitivo, como a doença de Alzheimer, por exemplo.

Foi salvar a princesa, salvou o cérebro!

De acordo com os especialistas, a melhor hipótese para esses resultados é de que os jogos feitos em 3D podem funcionar como um treinamento mental, por isso há um aumento na memória e uma melhora no “poder” de cognição dos jogadores.

Nesse tipo de game, como o “Super Mario 64”, é muito importante que o jogador se familiarize com o mundo virtual proposto, construindo mapas mentais de toda região, buscando pontos de referência e outros detalhes pertinentes ao game.

Conforme explica o estudo, todo esse processo que fica rolando na cachola enquanto jogamos funciona como uma “exercício cerebral”, um estimulante, que tem como consequência os benefícios citados.

Ou seja, na real não é apenas o “Super Mario” que pode lhe trazer os benefícios, qualquer outro joguinho que funcione de maneira similar também fará sua massa cinzenta entrar “na malhação”, melhorando assim suas funções.

  • Hipocampo:  “A relação entre o hipocampo e os jogos de plataforma 3D se deve pelo fato de que os jogos de plataforma 3D exigem o uso de processos de memória espacial para construir um mapa cognitivo de ambientes no jogo e, portanto, requer aprendizagem que depende do hipocampo “.

  • Cerebelo: “Por conta da necessidade de uma boa coordenação motora ao se jogar o ‘Super Mario 64’, também esperamos treinamento em plataforma 3D para aumentar a matéria cinzenta no cerebelo”.

  • Córtex pré-frontal dorsolateral: “O ‘Super Mario 64’ requer um amplo planejamento, armazenamento interno e manipulação de informações no jogo. Portanto, prevemos que o treinamento aumentaria a matéria cinzenta no córtex pré-frontal dorsolateral”.

Mas aprender música também trouxe benefícios!

Este é um dos motivos que fez os pesquisadores não baterem o martelo definitivamente sobre a relação do “Super Mario 64” com a melhora das funções cerebrais.

Como quem participou das aulas de piano também apresentou um desenvolvimento significante na massa cinzenta, os cientistas ainda não conseguiram definir de fato se é realmente o “poder” do joguinho 3D que trás esses benefícios ou o simples fato de aprender algo novo que causa tamanho efeito em nosso cérebro.

De acordo com Gregory West, professor assistente de psicologia da Universidade de Montreal e o principal autor do estudo, novas pesquisas, com um maior número de voluntários ainda precisam ser feitas, porém, o resultado é bastante promissor no tratamento da deficiência cognitiva.

Fonte(s): Now This Future, Big Think
Redação - Almanaque SOS
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