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Atitude Coletiva

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Jimmy Fallon e a geração “playstation” de homens inseguros

Totalmente despreparados para conquistar uma mulher FORA dos games.

Não saber se alguém está afim de você é uma coisa. Ter a Nicole Kidman no seu apê e ficar jogando videogame é algo que precisa ser discutido.

– Eu juro! Você não falava nada.

Jimmy Fallon, apresentador do talkshow norte-americano “The Tonight Show”, foi assunto no começo de 2015 na internet. Ele perdeu a oportunidade de ter um encontro com a atriz Nicole Kidman. Veja o vídeo, aqui.

Segundo Fallon, ele não soube “captar” os sinais de interesse da moça, mesmo ela aparecendo no apartamento dele e dizendo a um amigo em comum que gostava de Jimmy. Ela conta que ele estava de moletom e ficou MUDO o tempo todo naquela possível intenção de “encontro”.

Sim. Podemos dar o benefício da dúvida a ele. Mas será que essa desculpa colou mesmo? De toda a história contada, o que me despertou mais desconforto foi a seguinte frase do apresentador: “Bom, não era pra ser!”

Comodismo disfarçado de destino implacável

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O excesso de insegurança ao se aproximar de alguém não deve ser visto como uma má decisão dos céus ou tão pouco como um bad karma. Ouvir frases como: “se não aconteceu a culpa não foi minha, foi de Deus que não nos quis juntos” certamente é difícil de engolir. Vitimismo ganhou outro nome e ninguém nos avisou?

Azar do acaso é quando você tá afim e o outro também, mas a pessoa vai embora porque aceitou uma proposta de trabalho de cinco anos em Bagdá  justamente no dia em que vocês se conheceram, entende? Esse é um ótimo caso aplicado ao termo “ironias do destino”. Não era pra ser mesmo!

O perigo do amor idealizado

Caetano já dizia que “de perto ninguém é normal”. Mas o papel da paixão é justamente esse: cegar momentaneamente os defeitos e incompatibilidades alheias. Eu entendo que a Nicole é linda e que pode intimar qualquer um. Mas ela só é uma mulher que foi na casa de um cara com esperanças de receber alguma atenção dele. E ela teve a manha de ir – antes que vocês me digam que não é só papel do homem tomar a iniciativa. Não é mesmo.

A questão aqui é outra. Por que nós teimamos em idealizar certas pessoas ao ponto de colocá-las em um patamar muito alto de contemplação? Dai as expectativas são enormes e cria-se um ciclo vicioso de autossabotagem e ilusões que nunca serão alcançadas ou tão pouco corresponderão com a realidade.

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Vocês já ouviram a expressão: “se arrependimento matasse!”? Pois é, não mata. Mas o medo também não. E arrependimento dói e vira cicatriz permanente. Já o medo é passageiro e, nesses casos, pode oferecer um sentimento de prazer e satisfação a longo prazo.

Homens da geração “playstation” podem ter qualquer idade. Só que todos eles aparentam ser um garotinho assustado de 13 anos, totalmente despreparados para lidar com os desafios de se conquistar uma mulher FORA dos games. Para eles eu pensei na hashtag: #zeroiniciativazeroperspectiva. Não sei se cola, mas o sentimento é esse, meninos. No entanto, com um empurrãozinho, um frustrante “Game Over” pode se tornar um promissor “Next Level”.

A gente não morde, eu prometo. Só se formos uns tremendos de uns peixes pacus. Piadinhas infames à parte, um simples “Oi” pode mudar o curso da desistimulante sentença: “Não era para ser”.

 

Andressa Monteiro
Jornalista, na melhor das hipóteses é um desenrolar de sinceras tentativas à procura de acertos. Faz Pós-Graduação em Jornalismo Cultural na FAAP. Colabora para os sites: Outras Palavras, Jornal GGN, MADMAG, Revista o Grito!, Scream & Yell, PetMag e Portal NAMU. Já trabalhou nos veículos de comunicação Portal Terra e Casal Sem Vergonha.

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