• Colabore!
  • Sobre nós
  • Contato
  • Anuncie

Setor Bugiganga

Instagram esconderá os likes: o que está por trás do ‘fim’ do número de curtidas

Melhorar a qualidade, a saúde mental dos usuários ou outra coisa?

O Instagram deve alterar a forma que as pessoas interagem na rede social. Ainda na próxima semana, uma versão de testes do aplicativo será lançada no Canadá com uma alteração relevante: apenas os usuários poderão ver a quantidade de likes (curtidas) que suas fotos e vídeos recebem, no feed essas contagens ficarão ocultas. Segundo a empresa, seria para melhorar a qualidade dos conteúdos:

“Queremos que seus seguidores se concentrem no que você compartilha, não em quantos likes seus posts recebem”, afirma o Instagram.

A medida caminha ao encontro da preocupação de inúmeras Organizações ao redor do mundo: a saúde mental dos usuários, especialmente os jovens. Preocupado com a alteração de comportamento em busca de aprovação, um órgão de fiscalização de dados do Reino Unido já havia sugerido que o Facebook e Instagram impusesse limites para o uso dos likes por menores de 18 anos.

A RSPH, instituição de saúde pública também do Reino Unido, publicou um relatório fruto de pesquisa acerca dos efeitos positivos e negativos que as mídias sociais exercem sobre a saúde dos jovens. O material destaca o Instagram como a rede social mais nociva à saúde, apontando evidências de influência em distúrbio de ansiedade, compulsão alimentar e sentimento de inadequação social.

A pesquisa ainda afirma que as redes sociais são mais viciantes que cigarro e álcool. Portanto, uma das principais maneiras de beneficiar a saúde mental dos usuários seria reduzir o tempo gasto em mídias sociais; o que pode não acontecer com essa nova função.

Como sabemos, Facebook – que possui o Instagram – valoriza muito os dados de seus usuários para vender publicidade, portanto, para obter mais lucro é interessante tornar a plataforma mais amigável, gerando interesse dos usuários em publicar ainda mais conteúdos, ao invés de diminuir o uso. Como alertou Jennifer Grygiel, professora de comunicação na Universidade de Syracuse, ao Global News.

“Temos que ver a maioria das atualizações de produtos sob a lente de ‘a corporação vai fazer o que é bom para a corporação'”, disse Grygiel

O especialista em data science, Marco Gomes, também concorda com essa visão:

Fonte(s): Forbes, BBC, B9, Global News
Daiane Oliveira
Jornalista, feminista e mãe. Discute religião, política, sexo e hábitos sustentáveis. Não discute futebol porque não entende. Quem sabe um dia.

Tá na rede!

Em caso de chefe
clique aqui